Acho que todo mundo sabe que a minha casa está eternamente em obras. E a rádio-peão me deu uma surpresa agora: Crying do Roy Orbison. Me desmontou. Logo hoje, que eu acordei tão bem...
"I was all right for a while, I could smile for a while
Then I saw you last night, you held my hand so tight
When you stopped to say hello
Oh you wished me well, you couldn't tell
That I'd been crying over you, crying over you
When you said so long, left me standing all alone
Alone and crying, crying, crying, crying
It's hard to understand, but the touch of your hand can start me crying
I thought that I was over you, but now it's true, so true
I love you even more than I did before, but darling what can I do?
For you don't love me, and I'll always be
Crying over you, crying over you
Yes, now, now you're gone, and from this moment on
I'll be crying, crying, crying, crying
Yeah, crying, crying, over you"
segunda-feira, maio 26, 2003
domingo, maio 25, 2003
Quando acaba não necessariamente é porque não deu certo. Um filme acaba e pode ser foda, uma festa, um dia feliz... Mas as vezes o erro é prolongar o que tá pedindo pra acabar. É que tá tão bom, tão bom, que a gente não quer deixar ir... E daí estraga tudo, perde a graça, fica chato. E então, passa a dar errado. Eu não sei perder, não sei largar, abrir mão. Mas as coisas vem e vão, algumas poucas ficam, a maioria se vai, e a gente só sabe qual é uma e qual a outra quando acontece dela querer partir. E se não deixa ela ir, ela vai de qualquer forma cedo ou tarde. E dói mais. Enfim. Tá no manual da vida, e eu ainda tô começando a ler. Tenho muito o que aprender...
"THE END
OH YEAH!
ALL RIGHT!
ARE YOU GONNA BE IN MY DREAMS TONIGHT?
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU.
AND IN THE END
THE LOVE YOU TAKE
IS EQUAL TO THE LOVE
YOU MAKE."
Ah, quem dera fosse assim...
Mas acabou, chega.
E eu perco, mas você perde também, porque há anos não consegue viver de fato.
Vou lá, voltar a viver.
Azar o seu.
OH YEAH!
ALL RIGHT!
ARE YOU GONNA BE IN MY DREAMS TONIGHT?
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU,
LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU.
AND IN THE END
THE LOVE YOU TAKE
IS EQUAL TO THE LOVE
YOU MAKE."
Ah, quem dera fosse assim...
Mas acabou, chega.
E eu perco, mas você perde também, porque há anos não consegue viver de fato.
Vou lá, voltar a viver.
Azar o seu.
sábado, maio 24, 2003
Eu li e reli aquela nota de email umas 300 vezes e não consegui identificar ali nem sinal de você, do que você era há alguns meses atrás, do que nós fomos. Porque eu deixei você ficar assim? Porque eu não te segurei, não te agarrei firme, pra não permitir que você se fosse?
Não, eu não posso segurar o que deveria estar dentro de você, nem muito menos posso botar de volta. "Lamento", você disse, com um tom de ironia impensado. E eu lamento, lamento mais que tudo nesse mundo a sua falta de esforço, a sua falta de vontade de ceder e saber repartir o tempo, o desejo. A sua falta de vontade de transformar a paixão em amor. Porque não é só tarefa do acaso, tem que vir do fundo. E eu queria jogar a culpa toda pra cima de mim, assumir os erros, a minha incopetência, a minha intolerância, o meu mau-humor... Porque talvez assim fosse mais fácil entender, aceitar e esquecer. Mas não, não dependia de mim, não mais. E eu lamento, como eu lamento por você ser assim, distante, insensível, preguiçoso. Lamento por você querer sempre tudo fácil e pronto e cômodo, porque pra mim estava cômodo também, mas nem de longe confortável. E mesmo assim eu continuava ali, sentada, assistindo ao programa de tv com um nó na garganta. Talvez eu não sinta falta de você, talvez eu sinta falta de alguém. E eu choro lembrando porque é bom ter lembranças, saber que uma história existiu, porque ela você não pode me arrancar. Se bem que você não faria força nem pra isso...
Mas de que adianta chorar? Ninguém vê quando eu choro, você não vê, não imagina, ou então finge que não sabe, porque é bem mais cômodo. Porque eu choro então? Pena de mim? Ninguém tem pena, nada muda com as minhas lágrimas. Aliás, nem com o meu sorriso.
Não, eu não posso segurar o que deveria estar dentro de você, nem muito menos posso botar de volta. "Lamento", você disse, com um tom de ironia impensado. E eu lamento, lamento mais que tudo nesse mundo a sua falta de esforço, a sua falta de vontade de ceder e saber repartir o tempo, o desejo. A sua falta de vontade de transformar a paixão em amor. Porque não é só tarefa do acaso, tem que vir do fundo. E eu queria jogar a culpa toda pra cima de mim, assumir os erros, a minha incopetência, a minha intolerância, o meu mau-humor... Porque talvez assim fosse mais fácil entender, aceitar e esquecer. Mas não, não dependia de mim, não mais. E eu lamento, como eu lamento por você ser assim, distante, insensível, preguiçoso. Lamento por você querer sempre tudo fácil e pronto e cômodo, porque pra mim estava cômodo também, mas nem de longe confortável. E mesmo assim eu continuava ali, sentada, assistindo ao programa de tv com um nó na garganta. Talvez eu não sinta falta de você, talvez eu sinta falta de alguém. E eu choro lembrando porque é bom ter lembranças, saber que uma história existiu, porque ela você não pode me arrancar. Se bem que você não faria força nem pra isso...
Mas de que adianta chorar? Ninguém vê quando eu choro, você não vê, não imagina, ou então finge que não sabe, porque é bem mais cômodo. Porque eu choro então? Pena de mim? Ninguém tem pena, nada muda com as minhas lágrimas. Aliás, nem com o meu sorriso.
sexta-feira, maio 23, 2003
Ontem fez uma semana que acabou. E faríamos sete meses. Mas não chorei nem fiquei pensando, não vale a pena. Na verdade, acho que preciso é agradecer o fim de algo que não tinha a ver faz tempo, que no início ficou disfarçado de coisa certa por conta da paixão, mas depois foi simplesmente empurrado com a barriga, já que não havia esforço mútuo. Enfim... Se o negócio é relaxar e gozar, simplesmente fui ao Empório com um bom (u-hu) amigo. E foi ótimo! Só músicas boas, companhia extremamente animada e mais tagarela que eu e Kamille juntas. Dancei, conversei, vi gente, me diverti. E não bebi, porque a dieta continua. E a vida também, embora as vezes dê uma pontinha de solidão, porque eu definitivamente não sei ficar sozinha. Os domingos são a prova de fogo, e eu não estou nem de longe preparada. Mas me jogo aos leões, não tem preparação não. Qualquer hora, quando menos se espera, algo legal acontece. É sempre assim, e é assim que é bom...
quinta-feira, maio 22, 2003
Aquário
A Lua em Peixes pode deixá-lo mais sensível hoje e mais vulnerável a pequenas doenças ou a somatizar problemas emocionais com os quais tem evitado lidar. Dica do dia: Cuide-se! As conjunções planetárias indicam que você pode engordar neste mês. Então, faça uma dieta para cuidar, tanto da saúde, como de sua forma física.
Vilipendiada, abandonada e gorda? Deus é mais.
A Lua em Peixes pode deixá-lo mais sensível hoje e mais vulnerável a pequenas doenças ou a somatizar problemas emocionais com os quais tem evitado lidar. Dica do dia: Cuide-se! As conjunções planetárias indicam que você pode engordar neste mês. Então, faça uma dieta para cuidar, tanto da saúde, como de sua forma física.
Vilipendiada, abandonada e gorda? Deus é mais.
quarta-feira, maio 21, 2003
"Vila Sésamo", uma tortura
Uma tortura musical para os iraquianos
LONDRES. Músicas de programas infantis, como “Vila Sésamo” e do dinossauro “Barney”, se transformaram numa nova arma — ou num instrumento de tortura, como dizem as ONGs — nos interrogatórios de prisioneiros capturados no Iraque. Elas não estão sozinhas. Músicas de grupos de heavy metal, como Metallica, também têm sido usadas para minar a resistência dos presos que se recusam a cooperar.
Segundo a rede britânica BBC e a revista americana “Newsweek”, os prisioneiros que não cooperam nos interrogatórios têm sido expostos a essas músicas por longos períodos, na tentativa de que desistam e falem. A Companhia de Operações Psicológicas dos EUA (Psy Ops) informou que o objetivo era quebrar a resistência do preso através da privação do sono e do uso de músicas culturalmente ofensivas. Uma delas seria “Enter Sandman”, do Metallica.
Mas para a organização de direitos humanos Anistia Internacional, tais táticas, na verdade, constituiriam práticas de tortura, o que significa que as forças de ocupação estariam violando a Convenção de Genebra.
A longa exposição a esses sons afetaria a capacidade de raciocínio. Seria uma técnica não letal e sem efeitos posteriores. Um americano que teve de ouvir por 45 minutos em treinamento a música do programa do dinossauro Barney disse esperar nunca mais ter que passar por isso de novo.
Outras denúncias se referem a práticas bem menos sutis. O iraquiano Muhammad al-Tamimi contou que teve os quadris chutados e sofreu pancadas na cabeça com o cabo da arma de um soldado britânico. Como ele, mais de 20 iraquianos dizem ter sofrido maltratos das forças anglo-americanas.
As queixas que a Anistia Internacional tem ouvido de iraquianos que foram detidos pelas tropas anglo-americanas vão de espancamento a choques elétricos. Um ex-prisioneiro diz ter sido espancado durante toda a noite.
A organização disse que não pode ainda comprovar as denúncias. Mas informou que as semelhanças encontradas nos relatos de civis e militares iraquianos fazem com que sejam levadas a sério.
— O padrão que surge é de maltrato — disse Kathleen A. Cavanaugh, pesquisadora da Anistia Internacional que está em Basra, sul do Iraque, entrevistando iraquianos. — E esses maus-tratos podem constituir tortura, em alguns casos.
O Ministério da Defesa britânico e o Pentágono negaram as acusações e informaram estar agindo de acordo com a Convenção de Genebra.
Isso me dá uma boa idéia...
Uma tortura musical para os iraquianos
LONDRES. Músicas de programas infantis, como “Vila Sésamo” e do dinossauro “Barney”, se transformaram numa nova arma — ou num instrumento de tortura, como dizem as ONGs — nos interrogatórios de prisioneiros capturados no Iraque. Elas não estão sozinhas. Músicas de grupos de heavy metal, como Metallica, também têm sido usadas para minar a resistência dos presos que se recusam a cooperar.
Segundo a rede britânica BBC e a revista americana “Newsweek”, os prisioneiros que não cooperam nos interrogatórios têm sido expostos a essas músicas por longos períodos, na tentativa de que desistam e falem. A Companhia de Operações Psicológicas dos EUA (Psy Ops) informou que o objetivo era quebrar a resistência do preso através da privação do sono e do uso de músicas culturalmente ofensivas. Uma delas seria “Enter Sandman”, do Metallica.
Mas para a organização de direitos humanos Anistia Internacional, tais táticas, na verdade, constituiriam práticas de tortura, o que significa que as forças de ocupação estariam violando a Convenção de Genebra.
A longa exposição a esses sons afetaria a capacidade de raciocínio. Seria uma técnica não letal e sem efeitos posteriores. Um americano que teve de ouvir por 45 minutos em treinamento a música do programa do dinossauro Barney disse esperar nunca mais ter que passar por isso de novo.
Outras denúncias se referem a práticas bem menos sutis. O iraquiano Muhammad al-Tamimi contou que teve os quadris chutados e sofreu pancadas na cabeça com o cabo da arma de um soldado britânico. Como ele, mais de 20 iraquianos dizem ter sofrido maltratos das forças anglo-americanas.
As queixas que a Anistia Internacional tem ouvido de iraquianos que foram detidos pelas tropas anglo-americanas vão de espancamento a choques elétricos. Um ex-prisioneiro diz ter sido espancado durante toda a noite.
A organização disse que não pode ainda comprovar as denúncias. Mas informou que as semelhanças encontradas nos relatos de civis e militares iraquianos fazem com que sejam levadas a sério.
— O padrão que surge é de maltrato — disse Kathleen A. Cavanaugh, pesquisadora da Anistia Internacional que está em Basra, sul do Iraque, entrevistando iraquianos. — E esses maus-tratos podem constituir tortura, em alguns casos.
O Ministério da Defesa britânico e o Pentágono negaram as acusações e informaram estar agindo de acordo com a Convenção de Genebra.
Isso me dá uma boa idéia...
terça-feira, maio 20, 2003
"My pain and sadness is more sad and painful than yours"
Hahahahaha
É vero, é vero. Mas esse é o nome do álbum de estréia de um tal McLusky, e, desatualizada que estou, nunca ouvi falar. É punk, é indie, é do País de Gales e foi lançado lá em 2000. A influência é Pixies, se isso realmente quer dizer algo.
Hahahahaha
É vero, é vero. Mas esse é o nome do álbum de estréia de um tal McLusky, e, desatualizada que estou, nunca ouvi falar. É punk, é indie, é do País de Gales e foi lançado lá em 2000. A influência é Pixies, se isso realmente quer dizer algo.
segunda-feira, maio 19, 2003
Eu cansei de fazer surpresinhas, dar presentesinhos, mandar torpedos e correr atrás, sempre mostrando o quão importante tal criatura é pra mim. Volta e meia alguém se torna importante, tão importante que eu me esqueço de mim, e quando lembro deixo passar batido, porque provavelmente eu sou feia, burra e sem graça demais para alguém tão foda. Todos eles são foda, e eu sou sempre uma droga. Chega, não vou mais atrás, não falo mais nada, não confio mais. Agora eu só digo amém, mas antes quero ouvir, quero receber. Até então eu achava normal dar sem pensar em receber, deixar o resto ser consequência. Tô fora. Quero carinho sem prazo de validade, quero os detalhes que contam a diferença sempre, todos os dias, cansei de correr atrás das raspas e restos, e cansei de gente da noite. Os caras da noite são os mesmos do dia, mas eles se transformam. Argh. Agora sou antiquada, nada de "ficar". Ou tudo ou nada.
PS Meus amigos são foda, todos eles, todos vocês. Não tô respondendo ninguém, não quero mais encher o saco nem alugar, espera eu ficar apresentável de novo (se é que algum dia fui). Mas quem me ligou, quem cruzou comigo por aí, valeu, valeu mesmo. Deus lhes pague e dê em dobro, porque ter saco de me aturar não é mole não.
Adorei a conversa de bar de acaso com o Fernando, adorei o Fred ler o blog (puxa,alguém lê!) e ter me ligado. Adorei a Fabi mais uma vez adivinhar que eu estou em cacos e me ligar. Ela talvez seja a única pessoa que sente e age como eu. Coitada, mas pelo menos, ela me entende.
Ah, e a Let tá linda, a barriga dela tá linda. E é lindo também ver a felicidade dos dois, dela e do Rogério, estampada nos tais pequenos detalhes. Menino de sorte esse Arthur. Vou tirar muitas fotos dele e talvez ensine a mãe a tirar também. Talvez, porque se eu ensino, já não fico mais tão presente. E eu não perco mais vocês de vista, dear.
PS Meus amigos são foda, todos eles, todos vocês. Não tô respondendo ninguém, não quero mais encher o saco nem alugar, espera eu ficar apresentável de novo (se é que algum dia fui). Mas quem me ligou, quem cruzou comigo por aí, valeu, valeu mesmo. Deus lhes pague e dê em dobro, porque ter saco de me aturar não é mole não.
Adorei a conversa de bar de acaso com o Fernando, adorei o Fred ler o blog (puxa,alguém lê!) e ter me ligado. Adorei a Fabi mais uma vez adivinhar que eu estou em cacos e me ligar. Ela talvez seja a única pessoa que sente e age como eu. Coitada, mas pelo menos, ela me entende.
Ah, e a Let tá linda, a barriga dela tá linda. E é lindo também ver a felicidade dos dois, dela e do Rogério, estampada nos tais pequenos detalhes. Menino de sorte esse Arthur. Vou tirar muitas fotos dele e talvez ensine a mãe a tirar também. Talvez, porque se eu ensino, já não fico mais tão presente. E eu não perco mais vocês de vista, dear.
domingo, maio 18, 2003
Vocês acham, queridos amigos, acham mesmo que a minha felicidade é estar triste? Eu não sou nem estou louca, talvez vocês estejam, ou pelo menos andam lendo filosofia demais. Eu gosto de rir, gosto de falar besteira, faz tempo que cansei de chorar. Claro que pra mim é um tanto quanto inevitável, sempre fui manteiga derretida, mas prefiro rir, dar gargalhadas até derramar algumas poucas lágrimas de alegria, prefiro falar muita merda. Eu definitivamente não gosto de sofrer. Até que não tô tão mal, não estou me descabelando nem morrendo de chorar (ok, só um pouquinho). Mas dói, de vez em quando umas lembranças teimam em invadir e dá umas pontadas no peito, uma sensação velha de dor toma conta. Mas agora eu mudei, não procurei ninguém, não corri pra nem um colo ou ombro amigo, nem mesmo fui atrás de algum conhecido distante. Tô sozinha, quieta na minha, tentando sobreviver até voltar a viver de novo. Mas quero mudar também com relação a outras coisas que eu fazia antes. Cansei de baladas, cansei de carinhas de uma noite, cansei de viver na rua. Rua agora só de dia, cineminha, talvez um barzinho e só. Festas só as vezes, daí acho até que fica mais legal. Homens, só em casos muito especiais. E alugar os amigos nunca mais. Vou pensar sozinha, tentar encontrar as minhas respostas, concluir minhas coisas sozinha. Muita influência externa só confunde. E quando eu estiver muito bem, topo dar uma volta por aí com quem quiser me chamar. Mas quando não estiver, me enclausuro. É melhor assim.
Ah, e ainda acredito na felicidade e acredito ser merecedora dela, ao contrário do que vocês pensam de mim. Não vou desistir de esperar por ela.
Ah, e ainda acredito na felicidade e acredito ser merecedora dela, ao contrário do que vocês pensam de mim. Não vou desistir de esperar por ela.
sábado, maio 17, 2003
sexta-feira, maio 16, 2003
Da série "nada é tão ruim que não possa piorar" ou "oh, céus, oh, vida, oh, lipe, oh azar":
Luíz, meu gato lindo e doce, o único que me restou, depois do abandono de lar de Maria Luiza para viver num estacionamento ao lado de casa e da transferência do Frederico para a casa do meu irmão por não ter se adaptado a casa nova. Bem, esse mesmo lindo e doce gato quase arrancou meu olho ontem.
Luíz, meu gato lindo e doce, o único que me restou, depois do abandono de lar de Maria Luiza para viver num estacionamento ao lado de casa e da transferência do Frederico para a casa do meu irmão por não ter se adaptado a casa nova. Bem, esse mesmo lindo e doce gato quase arrancou meu olho ontem.
Eta vidinha hostil, essa. Alegrias passageiras, prazeres momentâneos. Isso tudo é sonho, recalque da vida que não nos deixa fazer nada de bom por muito tempo. A verdade é a dor e o sofrimento, as lágrimas são verdadeiras. Quando você acha que conseguiu enganá-la e ser de fato feliz, ela vem e te dá uma rasteira. Se ferrou, dear.
E faz tempo que as coisas perderam a graça, nada mais me encanta e anima de fato. Cansei de baladas, elas me dão sono. Nem minhas musiquinhas e amigos queridos me empolgam. Sinto sono, cansaço, e um tédio enooooooorme, do tamanho da lua. Aliás, preciso de um eclipse eterno, ou ao menos sumir por um bom tempo desse planeta.
E faz tempo que as coisas perderam a graça, nada mais me encanta e anima de fato. Cansei de baladas, elas me dão sono. Nem minhas musiquinhas e amigos queridos me empolgam. Sinto sono, cansaço, e um tédio enooooooorme, do tamanho da lua. Aliás, preciso de um eclipse eterno, ou ao menos sumir por um bom tempo desse planeta.
domingo, maio 11, 2003
Meu computador continua morto, bem morrido. Quer dizer, meu irmão foi lá em casa duas vezes, ficou horas mexendo, e ele até liga, depois de infinitos problemas. Mas continua dando pau, problema de junta. Faz uma puta falta ver os emails e usar o icq diariamente, mesmo que rapidinho. E os trabalhos da faculdade? Aquele tira e põe de arquivos na rede da faculdade não rola. Fora que é lentium pacas. Tô ferrada.
domingo, maio 04, 2003
Terminei uma das entrevistas ("dever de casa"), e a Kamille ajudou na revisão. Agora falta a outra, que é prova e que foi um barato pra coletar as informações. Mandei email pra todos todos os jornalistas que eu gosto pedindo um texto sobre a matéria inesquecível deles. Os amigos também ajudaram, contando quais as suas leituras inesquecíveis. O negócio agora é escrever as quatro laudas. E estudar pra prova de amanhã, de Comunicação Comparada. Não li nada ainda :/
sábado, maio 03, 2003
EU ODEIO O BOL!
Se soubesse fazer banner, faria um.
Puta que me pariu, tô fazendo trabalho, preciso de respostas de emails que nunca chegam ao seu destino e se chegam, a resposta é que não chega. Pago mico cobrando e me aborreço por não completar o processo de comunicação. As vezes os emails levam dias para chegar, mais lerdo que correio. Assim não dá!
Pior que isso, só meu computador, que há tempos vinha dando problema na hora de ligar, as vezes nada acendia. Eu tensamente desligava, rezava pra fadinha do auto-reparo e - tcharam! - ele ressucitava. Mas dessa vez parece não ter jeito. Foi a placa-mãe que faleceu. O HD tá ok, os dados estão lá, mas só Deus sabe quando possuirei reais para adquirir um micro novo. Nem tô sofrendo tanto por emails e icq, embora saiba que fazem falta, mas tô menos viciada. O negócio vai ser fazer os trabalhos da faculdade, que tão acumulando.
Chuif.
:~~~~~
Se soubesse fazer banner, faria um.
Puta que me pariu, tô fazendo trabalho, preciso de respostas de emails que nunca chegam ao seu destino e se chegam, a resposta é que não chega. Pago mico cobrando e me aborreço por não completar o processo de comunicação. As vezes os emails levam dias para chegar, mais lerdo que correio. Assim não dá!
Pior que isso, só meu computador, que há tempos vinha dando problema na hora de ligar, as vezes nada acendia. Eu tensamente desligava, rezava pra fadinha do auto-reparo e - tcharam! - ele ressucitava. Mas dessa vez parece não ter jeito. Foi a placa-mãe que faleceu. O HD tá ok, os dados estão lá, mas só Deus sabe quando possuirei reais para adquirir um micro novo. Nem tô sofrendo tanto por emails e icq, embora saiba que fazem falta, mas tô menos viciada. O negócio vai ser fazer os trabalhos da faculdade, que tão acumulando.
Chuif.
:~~~~~
sexta-feira, maio 02, 2003
Ontem finalmente vi Carandiru, e gostei. Depois, se tiver saco, comento.
Depois do filme fomos num japonês em São francisco, muito bom.
Acordei tarde, dormi cedo, deu pra descansar um pouco, mas hoje tô com sono, fui cedo pro estágio. Faculdade deserta, só vi um professor e nem um aluno sequer. Nada pra fazer, adiantei um trabalho. Quem me dera poder ficar dormindo, em dias de chuva devia ser proibido sair pra trabalhar, ainda mais num dia que era pra ser enforcado, sem nada pra fazer.
Depois do filme fomos num japonês em São francisco, muito bom.
Acordei tarde, dormi cedo, deu pra descansar um pouco, mas hoje tô com sono, fui cedo pro estágio. Faculdade deserta, só vi um professor e nem um aluno sequer. Nada pra fazer, adiantei um trabalho. Quem me dera poder ficar dormindo, em dias de chuva devia ser proibido sair pra trabalhar, ainda mais num dia que era pra ser enforcado, sem nada pra fazer.
terça-feira, abril 29, 2003
Essa notícia está no Yahoo e em outros sites de notícias norte
americanos (http://tv.yahoo.com/news/wwn/20030319/104808600007.html)
NOVA YORK - Investigadores federais prenderam um enigmático aplicador de Wall Street acusado de ter acesso a informações internas e privilegiadas. E, incrivelmente, ele alega ser um viajante do tempo do ano 2256!
Fontes da Comissão de Segurança confirmam que Andrew Carlssin, de 44 anos, ofereceu esta bizarra explicação para seu incrível sucesso no mercado de ações, após ser levado algemado em 28 de janeiro. "Não acreditamos na história desse cara - ou ele é um lunático ou um mentiroso patológico", disse um membro da Comissão. "Mas o fato é que, com um investimento inicial de apenas 800 dólares, em duas semanas ele tinha um portfólio avaliado em 350 milhões de dólares.
Toda transação que ele fez deu lucros, em área inesperada dos negócios, o que não pode ser simplesmente sorte". Ele só pode ter conseguido através de informações internas ilegais. Ele vai ficar sentado em uma cela na Ilha Riker até concordar em divulgar
suas fontes".
Quando investigadores pressionaram Carlssin durante o interrogatório, foram surpreendidos por uma confissão que durou quatro horas. Carlssin declarou que viajou de volta no tempo a partir de 200 anos no futuro e que seu conhecimento dessa era lhe permitiu acumular a fortuna que obteve. "Era tentador demais para resistir", teria dito Carlssin durante a confissão, que foi gravada em videoteipe. Para provar que estava falando a verdade, Carlssin se oferecer para falar sobre "fatos históricos" como a cura da AIDS e o real esconderijo de Osama Bin Laden. Tudo o que ele quer é que permitam que volte ao futuro em sua "nave temporal". Mas ele se
recusa a revelar a localização da máquina ou falar como ela funciona, supostamente com medo de que a tecnologia "caia em mãos erradas".
O mais intrigante é que os agentes ainda não encontraram nenhum registro existente sobre qualquer Andrew Carlssin antes de dezembro de 2002.
americanos (http://tv.yahoo.com/news/wwn/20030319/104808600007.html)
NOVA YORK - Investigadores federais prenderam um enigmático aplicador de Wall Street acusado de ter acesso a informações internas e privilegiadas. E, incrivelmente, ele alega ser um viajante do tempo do ano 2256!
Fontes da Comissão de Segurança confirmam que Andrew Carlssin, de 44 anos, ofereceu esta bizarra explicação para seu incrível sucesso no mercado de ações, após ser levado algemado em 28 de janeiro. "Não acreditamos na história desse cara - ou ele é um lunático ou um mentiroso patológico", disse um membro da Comissão. "Mas o fato é que, com um investimento inicial de apenas 800 dólares, em duas semanas ele tinha um portfólio avaliado em 350 milhões de dólares.
Toda transação que ele fez deu lucros, em área inesperada dos negócios, o que não pode ser simplesmente sorte". Ele só pode ter conseguido através de informações internas ilegais. Ele vai ficar sentado em uma cela na Ilha Riker até concordar em divulgar
suas fontes".
Quando investigadores pressionaram Carlssin durante o interrogatório, foram surpreendidos por uma confissão que durou quatro horas. Carlssin declarou que viajou de volta no tempo a partir de 200 anos no futuro e que seu conhecimento dessa era lhe permitiu acumular a fortuna que obteve. "Era tentador demais para resistir", teria dito Carlssin durante a confissão, que foi gravada em videoteipe. Para provar que estava falando a verdade, Carlssin se oferecer para falar sobre "fatos históricos" como a cura da AIDS e o real esconderijo de Osama Bin Laden. Tudo o que ele quer é que permitam que volte ao futuro em sua "nave temporal". Mas ele se
recusa a revelar a localização da máquina ou falar como ela funciona, supostamente com medo de que a tecnologia "caia em mãos erradas".
O mais intrigante é que os agentes ainda não encontraram nenhum registro existente sobre qualquer Andrew Carlssin antes de dezembro de 2002.
sábado, abril 26, 2003
Olá!
O sistema de comentários do "Falou e Disse" tá fora do ar há alguns dias, no blog tá constando que voltava logo, mas não sei quando :/
Entoncis, quem quiser falar qualquer coisa, me manda um email. Ficarei muito feliz em saber que sou querida.
Ah, manda pro hotmail, porque o bol é uma bolsta (trocadilho infame).
Tô cansada, tive insônia noite passada, tive que fazer trabalhos de Estética e de Marketing esses dias e só posso dormir como eu gosto no Domingo. E esse bando de feriados consecutivos tão me acostumando mal...
Fiz uma rádio na Usina do Som, ficou bem boa. Quem quiser conferir, o nome é indie e etc. Sei que não é nada criativo, mas eu tava sem saco de pensar... Tem muita coisa, ouçam antes de sacanear pelo título. O ruim é que o randon do Usina do Som repete paca's as bandas/artistas.
O sistema de comentários do "Falou e Disse" tá fora do ar há alguns dias, no blog tá constando que voltava logo, mas não sei quando :/
Entoncis, quem quiser falar qualquer coisa, me manda um email. Ficarei muito feliz em saber que sou querida.
Ah, manda pro hotmail, porque o bol é uma bolsta (trocadilho infame).
Tô cansada, tive insônia noite passada, tive que fazer trabalhos de Estética e de Marketing esses dias e só posso dormir como eu gosto no Domingo. E esse bando de feriados consecutivos tão me acostumando mal...
Fiz uma rádio na Usina do Som, ficou bem boa. Quem quiser conferir, o nome é indie e etc. Sei que não é nada criativo, mas eu tava sem saco de pensar... Tem muita coisa, ouçam antes de sacanear pelo título. O ruim é que o randon do Usina do Som repete paca's as bandas/artistas.
domingo, abril 20, 2003
Almoço de Páscoa em restaurante a quilo. Mas uma maravilha! Cantina Paludo, no saco de São Francisco. Comi muito, e depois ainda rolou sorvete, a quilo também, numa daquelas sorveterias que não tem mais no Rio, com quinhentos sabores. Me esbaldei! Ah, e ganhei um ovo grandão Alpino. Eu queria o Sensação, mas esse é bão tb. Mamã me deu um Talento branco. Mas agora não guento mais nada....
sexta-feira, abril 18, 2003
quinta-feira, abril 17, 2003
A brisa do final da tarde é gostosa, mexe os cabelos com leveza, dá uma sensação de frescor deliciosa, que contrasta com o calor do resto do ano e mesmo com o sol quente desses dias de outono. Observo as pessoas a volta, sempre correndo, sempre com pressa, jogam a gente longe se nos distraímos. Nessa época do ano todos arrumam motivos para se esbarrarem, trocam cotoveladas numa disputa por caixas de bombons e ovos de chocolate. E depois, vão todos felizes para casa.
A barca balança mais que de costume e ainda falta um pouco para encher, apesar da multidão que se apressa em arrumar algum lugar para sentar. Pego um livro para ler, mas minha atenção se desvia para os rostos e corpos presentes. O que será que pensam e sentem? Pra quem será o chocolate da sacola, provavelmente conquistado numa disputa ferrenha?
Hoje as pessoas parecem mais delicadas, todas pedem desculpas, agradecem e são gentis, comentando as casualidades do dia-a-dia sorrindo. Sorrio de volta, reparando o rapaz com o pacote de fraldas debaixo do braço que é sutilmente convidado a se retirar, como se preto e pobre não tivesse as mesmas necessidades que outros tidos de sorte maior. E aquelas pessoas seguem em frente, como se nada tivesse acontecido. E eu sigo em frente, um tanto quanto incomodada, mas também não faço nada quanto a indiferença alheia. Termino igual a eles, indiferente, pelo menos aparentemente. Idiota.
A barca balança mais que de costume e ainda falta um pouco para encher, apesar da multidão que se apressa em arrumar algum lugar para sentar. Pego um livro para ler, mas minha atenção se desvia para os rostos e corpos presentes. O que será que pensam e sentem? Pra quem será o chocolate da sacola, provavelmente conquistado numa disputa ferrenha?
Hoje as pessoas parecem mais delicadas, todas pedem desculpas, agradecem e são gentis, comentando as casualidades do dia-a-dia sorrindo. Sorrio de volta, reparando o rapaz com o pacote de fraldas debaixo do braço que é sutilmente convidado a se retirar, como se preto e pobre não tivesse as mesmas necessidades que outros tidos de sorte maior. E aquelas pessoas seguem em frente, como se nada tivesse acontecido. E eu sigo em frente, um tanto quanto incomodada, mas também não faço nada quanto a indiferença alheia. Termino igual a eles, indiferente, pelo menos aparentemente. Idiota.
Eu tenho mania de reparar nas pessoas, como agem, o que dizem... Prestar atenção e entender, "aprender" o que é de fato aquela - ou essa - criatura. E percebi que em certos casos, quando neguinho fala muito mal de uma coisa, pessoa, lugar ou atitude, muitas vezes é um desejo encubado, uma vontade louca de fazer parte daquilo, coisa não assumida sabe-Deus-lá-porque. Mil motivos, eu sei bem. Inveja, falta de coragem, vergonha, medo... Ao invés de falar mal e não assumir, deviam aprender a ficar calados e observar, tomar coragem e "sair do armário".
quarta-feira, abril 16, 2003
E todos os dias a gente conhece pessoas, ou aprende algo com a figurinhas antigas mesmo. Das novas, algumas poucas ficam, a maioria se vai, mas deixa algo, alguma lição, algum ensinamento. E aí a gente descobre que não existem regras na forma de agir, e que existem criaturas tão distintas que sequer podemos imaginar. Isso pode se tornar umador de cabeça ou uma puta alegria, uma esperança até. Pena que não depende só de nós.
terça-feira, abril 15, 2003
Não sei se é certo ou justo comigo mesma viver sonhando, esperando algo perfeito, que eu só vejo vez ou outra por aí, esbarrando em certos casos, nas entrelinhas de algumas declarações ou suspiros alheios. Ok, nada é perfeito. Mas o que para outros é um caso com falhas e problemas da vida real, pra mim é ideal, a pintura perfeita, sem necessidade de retoques. Talvez só alguns poucos felizardos mereçam essa alegria perene.
Não sei se devo querer mais, sempre mais, ao invés de simplesmente sorrir e agradecer pelo que tenho. Tenho sorte até demais, e a ânsia e o eterno desejo ao mesmo tempo que dão força, certa hora cansam. Por outro lado, existe o tédio de quando alcançamos o que mais desejamos, aquilo sentido e pedido do fundo da alma. Tô confusa. Não por não saber o que quero, mas por não saber o que devo querer realmente. Devo me agarrar as raspas e restos que tenho? Devo buscar sempre mais e descartar o que não é o ideal, ou me contento com o "suficiente"? E se eu simplesmente ficar entediada quando o ideal chegar (se é que ele existe para mim)? Criar "ideais" é a maior besteira do mundo, porque as coisas não são decididas única e exclusivamente por nós. E esse lance de esperar ansiosamente pela festa e ficar desanimado quando ela chega é burrice e vai contra as minhas crenças, mas sentimentos são mais fortes que crenças. Se é pra nadar, nadar e morrer na praia, melhor então ter a certeza da utopia (contradição).
Não sei se devo querer mais, sempre mais, ao invés de simplesmente sorrir e agradecer pelo que tenho. Tenho sorte até demais, e a ânsia e o eterno desejo ao mesmo tempo que dão força, certa hora cansam. Por outro lado, existe o tédio de quando alcançamos o que mais desejamos, aquilo sentido e pedido do fundo da alma. Tô confusa. Não por não saber o que quero, mas por não saber o que devo querer realmente. Devo me agarrar as raspas e restos que tenho? Devo buscar sempre mais e descartar o que não é o ideal, ou me contento com o "suficiente"? E se eu simplesmente ficar entediada quando o ideal chegar (se é que ele existe para mim)? Criar "ideais" é a maior besteira do mundo, porque as coisas não são decididas única e exclusivamente por nós. E esse lance de esperar ansiosamente pela festa e ficar desanimado quando ela chega é burrice e vai contra as minhas crenças, mas sentimentos são mais fortes que crenças. Se é pra nadar, nadar e morrer na praia, melhor então ter a certeza da utopia (contradição).
De uns meses pra cá tenho tido sonhos, e me lembro deles. Isso por si só já é uma grande coisa, pois eu nunca me lembro de sonhos. O engraçado é que tenho sonhado com pessoas que realmente passaram pela minha vida, e os sonhos parecem bem reais. É que nas raras vezes que lembro de algum sonho, as personagens são sempre desconhecidas. O que que isso quer dizer? Talvez nada, mas é que sonho quase sempre é legal, contei só por contar.
(ouvindo Manic Street Preachers - Ocean Spray)
(ouvindo Manic Street Preachers - Ocean Spray)
domingo, abril 13, 2003
Ontem fui pra Pendotiba, churrasco na casa da prima mais legal do Leandro. Cheguei, bebi umas vódegas com suquinho Del Valle de pêssego, manga e um suco safado lá de laranja, com direito a mosca e tudo. Quando tava quase ficando legal, o sono bateu. Deram as doze badaladas e fui tirar um ronco na rede. Dormi pacas! Imagina se eu aguento uma noite de balada na Loud! ou na Matriz? Foi-se o tempo... Tava mó frio lá, delícia, alguém fez a bondade de me cobrir com um cobertor e dali só levantei pra fazer xixi e ir embora. E é isso. Agora levo uma vida terceira idade, mas não faço questão de muito mais que isso. Não tenho mais pique... Nem reais. Esse mês tô só com a conta pra ir pra faculdade. Quase mendiga mesmo. E preciso arrumar uns dinheiros pra ir no meeting do Gilson Martins. Não posso perder bolsas legais quase com precinho de camelô.
Uia!
Recebi hoje por mail, matéria antiga do Dapieve:
"Caso interessante
Um dos programas mais instrutivos exibidos no Brasil é o “Sala de emergência”, sextas-feiras, 22h, no canal por assinatura Discovery. Embora o nome seja uma tradução do emergency room que, abreviado, deu no “E.R.”, ou “Plantão médico”, a série não tem nada de edulcorada, nada de romântica, nenhum George Clooney, nenhuma criancinha mimosa presa na caminha. É gente de carne, osso e vísceras, muitas vísceras, flagrada em estilo telejornalístico, medicando e sendo medicada no setor de emergência de grandes hospitais públicos americanos, muitos deles ligados a universidades.
“Sala de emergência” ensina um bocado de coisas sobre o duro exercício da medicina de trauma, sobre a frágil anatomia humana, sobre a onipresente fatalidade, sobre essa existência miserável, enfim, sobre nós, caniços pensantes a quem basta uma gota de água para matar (obrigado, Pascal). Dia e horário, aliás, parecem-me mais-que-adequados para a sua exibição: se o cidadão não tem nada melhor para fazer e está em casa assistindo à televisão numa sexta-feira à noite, precisa mesmo ver algum drama humano que lhe assegure estar numa boa, com tanta gente sofrendo de verdade lá por cima.
Lembra do garoto do filme sueco “Minha vida de cachorro”? Ele botava suas pequenas desgraças cotidianas em perspectiva, ao pensar, por exemplo, na cadela Laika vagando pelo espaço até a morte, encapsulada por cientistas soviéticos em benefício da ciência. O programa do Discovery cumpre papel similar. Naturalmente, para boa parte da população brasileira, dependente (sic) do SUS, “Sala de emergência” é um seriado de ficção científica. Nele nunca faltam leitos, remédios, centros cirúrgicos, médicos, enfermeiros. Também nunca falta esperança: a edição descarta os casos em que, a despeito de todos os recursos alistados na frase anterior, o paciente morre. Melhor assim.
Bom, sou espectador de “Sala de emergência” há um bom tempo. Ver alguém com o olho pendurado para fora de órbita em conseqüência da violência de um choque no trânsito torna fútil qualquer problema do decorrer da semana, a menos, claro, que você tenha ficado com o olho pendurado para fora da órbita em conseqüência da violência de um choque no trânsito. Nunca foi o meu caso, graças a Deus ou coisa parecida. Não me peça, porém, para assistir a nada parecido com um “Plantão veterinário”. Bicho sofrendo está além do meu limite emocional. Óbvio que, para não ser contraditório, eu deveria ser vegetariano. Juro que às vezes penso nisso, entre o Bob’s e a Porcão.
Digressiono, digressiono.
Bem, enrolei, enrolei — com medo de que os leitores fugissem se eu entrasse de cara no assunto específico que me fez escrever sobre “Sala de emergência”. Bem, sexta-feira passada assisti ao caso mais bizarro de todo o meu tempo de assistência, caso que por coincidência envolvia um brasileiro, de sobrenome Domingues. Ou muito me engano ou o episódio chamava-se “Miraculoso”. Caso estejas a tomar o café, vai por mim, lê a coluna mais tarde, troca para tema mais ameno, Botafogo, Iraque, Coréia do Norte.
Domingues deu entrada num hospital de Orlando, Flórida, com dores lancinantes, depois de ter despencado de uma escada sobre uma árvore. Um dos galhos entrou direto pelo seu ânus, empalando-o. O galho ainda estava lá. Os médicos faziam fila para testemunhar aquilo que um deles chamou de “caso interessante”. Na mesa de operações, primeiro foi necessário serrar a parte da madeira que estava para fora, com algumas folhas e tudo, para que o paciente pudesse ser deitado de costas, de modo a que se fizesse uma incisão em seu abdômen. Os cirurgiões não sabiam até onde tinha chegado o galho e que estragos ele tinha feito nos órgãos internos pelo caminho. Mexi-me no sofá.
Aberto sob os holofotes, Domingues revelou-se, veja só, um homem de sorte. A ponta havia parado a apenas três centímetros de seu coração — e não maltratara muito intestino e bexiga na passagem. Grande demais para ser retirado por inteiro (1,20 metro de comprimento total, com seis centímetros de diâmetro), o galho teve de ser serrado em pedaços. No processo, o paciente ficou cheio de farpas e de serragem por dentro. Apesar de a equipe médica ter lavado suas tripas como se estivesse preparando dobradinha à moda, uma infecção parecia iminente. Costurou-se o homem à espera dela. Remexi-me no sofá.
No entanto, veja só, a infecção não veio, ufa. Pai de duas menininhas gêmeas deixadas no Brasil, Domingues recuperou-se muitíssimo bem. Ao fim do programa, gravado três meses depois, ele apareceu dirigindo até o local do acidente, uma mansão onde trabalhava. Sua expressão de alívio era impressionante. Fossem outros os tempos e as circunstâncias, poder-se-ia dizer que esse brasileiro nasceu com a bunda virada para a Lua."
Recebi hoje por mail, matéria antiga do Dapieve:
"Caso interessante
Um dos programas mais instrutivos exibidos no Brasil é o “Sala de emergência”, sextas-feiras, 22h, no canal por assinatura Discovery. Embora o nome seja uma tradução do emergency room que, abreviado, deu no “E.R.”, ou “Plantão médico”, a série não tem nada de edulcorada, nada de romântica, nenhum George Clooney, nenhuma criancinha mimosa presa na caminha. É gente de carne, osso e vísceras, muitas vísceras, flagrada em estilo telejornalístico, medicando e sendo medicada no setor de emergência de grandes hospitais públicos americanos, muitos deles ligados a universidades.
“Sala de emergência” ensina um bocado de coisas sobre o duro exercício da medicina de trauma, sobre a frágil anatomia humana, sobre a onipresente fatalidade, sobre essa existência miserável, enfim, sobre nós, caniços pensantes a quem basta uma gota de água para matar (obrigado, Pascal). Dia e horário, aliás, parecem-me mais-que-adequados para a sua exibição: se o cidadão não tem nada melhor para fazer e está em casa assistindo à televisão numa sexta-feira à noite, precisa mesmo ver algum drama humano que lhe assegure estar numa boa, com tanta gente sofrendo de verdade lá por cima.
Lembra do garoto do filme sueco “Minha vida de cachorro”? Ele botava suas pequenas desgraças cotidianas em perspectiva, ao pensar, por exemplo, na cadela Laika vagando pelo espaço até a morte, encapsulada por cientistas soviéticos em benefício da ciência. O programa do Discovery cumpre papel similar. Naturalmente, para boa parte da população brasileira, dependente (sic) do SUS, “Sala de emergência” é um seriado de ficção científica. Nele nunca faltam leitos, remédios, centros cirúrgicos, médicos, enfermeiros. Também nunca falta esperança: a edição descarta os casos em que, a despeito de todos os recursos alistados na frase anterior, o paciente morre. Melhor assim.
Bom, sou espectador de “Sala de emergência” há um bom tempo. Ver alguém com o olho pendurado para fora de órbita em conseqüência da violência de um choque no trânsito torna fútil qualquer problema do decorrer da semana, a menos, claro, que você tenha ficado com o olho pendurado para fora da órbita em conseqüência da violência de um choque no trânsito. Nunca foi o meu caso, graças a Deus ou coisa parecida. Não me peça, porém, para assistir a nada parecido com um “Plantão veterinário”. Bicho sofrendo está além do meu limite emocional. Óbvio que, para não ser contraditório, eu deveria ser vegetariano. Juro que às vezes penso nisso, entre o Bob’s e a Porcão.
Digressiono, digressiono.
Bem, enrolei, enrolei — com medo de que os leitores fugissem se eu entrasse de cara no assunto específico que me fez escrever sobre “Sala de emergência”. Bem, sexta-feira passada assisti ao caso mais bizarro de todo o meu tempo de assistência, caso que por coincidência envolvia um brasileiro, de sobrenome Domingues. Ou muito me engano ou o episódio chamava-se “Miraculoso”. Caso estejas a tomar o café, vai por mim, lê a coluna mais tarde, troca para tema mais ameno, Botafogo, Iraque, Coréia do Norte.
Domingues deu entrada num hospital de Orlando, Flórida, com dores lancinantes, depois de ter despencado de uma escada sobre uma árvore. Um dos galhos entrou direto pelo seu ânus, empalando-o. O galho ainda estava lá. Os médicos faziam fila para testemunhar aquilo que um deles chamou de “caso interessante”. Na mesa de operações, primeiro foi necessário serrar a parte da madeira que estava para fora, com algumas folhas e tudo, para que o paciente pudesse ser deitado de costas, de modo a que se fizesse uma incisão em seu abdômen. Os cirurgiões não sabiam até onde tinha chegado o galho e que estragos ele tinha feito nos órgãos internos pelo caminho. Mexi-me no sofá.
Aberto sob os holofotes, Domingues revelou-se, veja só, um homem de sorte. A ponta havia parado a apenas três centímetros de seu coração — e não maltratara muito intestino e bexiga na passagem. Grande demais para ser retirado por inteiro (1,20 metro de comprimento total, com seis centímetros de diâmetro), o galho teve de ser serrado em pedaços. No processo, o paciente ficou cheio de farpas e de serragem por dentro. Apesar de a equipe médica ter lavado suas tripas como se estivesse preparando dobradinha à moda, uma infecção parecia iminente. Costurou-se o homem à espera dela. Remexi-me no sofá.
No entanto, veja só, a infecção não veio, ufa. Pai de duas menininhas gêmeas deixadas no Brasil, Domingues recuperou-se muitíssimo bem. Ao fim do programa, gravado três meses depois, ele apareceu dirigindo até o local do acidente, uma mansão onde trabalhava. Sua expressão de alívio era impressionante. Fossem outros os tempos e as circunstâncias, poder-se-ia dizer que esse brasileiro nasceu com a bunda virada para a Lua."
quinta-feira, abril 10, 2003
Consumo: a infelicidade ao alcance de todos
A maior parte das crianças da Febem roubou a primeira vez para consumir, instigada pela propaganda maciça que tem a petulância e a insensatez de ditar o que somos, de onde viemos e para onde vamos. Os desejos destes meninos e meninas podem ser um tênis igual ao do ídolo rap, a bolsinha da Xuxa, a sainha da Carla Perez ou a droga que irá abrir o portal do poder. Eles pensam assim: — Besta é tu que perde tempo e saúde trabalhando — mesmo que estejam naquela situação degradante de internos da Febem.”
A declaração é da psicóloga Henriette Tognetti Penha Morato, da USP, e quem me chamou a atenção para ela foi o educador Cláudio Rúbio, o Claudinho — que, como tantos outros bons amigos de internet, nunca encontrei na “vida real”. Sempre preocupado com crianças, sobretudo com aquelas que vivem e morrem às margens do “sistema”, Claudinho é mestre em encontrar coisas assim, que dão o que pensar. Essas palavras estavam, paradoxalmente, numa reportagem sobre os riscos que correm as crianças superprotegidas, escrita por Lilian Primi e publicada pelo “Estadão”.
O nível de infelicidade gerado pela sociedade de consumo nunca deixa de me assustar. Houve um tempo em que as crianças usavam sapatos — melhores ou piores, conforme a sua situação social, mas essencialmente iguais: eram apenas calçados. Hoje são Nikes, Adidas e Reeboks, e um menino mata outro menino por um par de tênis. Não porque não tenha o que calçar, mas porque não tem o tênis que a publicidade diz que é bacana, o tênis que é fundamental para que seja reconhecido pelo seu círculo social.
O pior é que, em seus sonhos malogrados de consumo, as crianças da Febem não são a exceção, mas a regra: o que as separa das crianças da classe média é que não têm a quem infernizar em casa, pedindo mais um boné, mais uma Barbie, mais uma camiseta. Mesmo os adultos mais atentos e mais críticos, que reagem contra o consumo óbvio das etiquetas do lado de fora, acabam, por exemplo, bebendo uma vodka em vez da outra, só porque a imagem que uma conseguiu criar combina melhor com o seu jeito de ser, ou com o que gostariam que fosse o seu jeito de ser — e essa “mensagem” está lá, no fundo da cabeça, na hora de comprar. Não importa que não se consiga diferenciar uma da outra sem os rótulos, ou mesmo que nem se beba; uma é cool , a outra não é. A partir daí, vamos inventar mil razões para justificar a escolha que não fizemos.
Perversamente, as imagens do consumo nunca funcionam no positivo, isto é, quem bebe a vodka (ou usa o tênis, ou fuma o cigarro) não se sente particularmente feliz por causa disso; mas quem vai ao shopping e não pode levar o que é cool sente-se inferior ou, no mínimo, inadequado — e volta para casa com uma frustração pré-fabricada, uma sensação ruim que a cada dia faz mais e mais vítimas. Até porque não há limites para essa infelicidade. Há sempre um novo objeto a ser cobiçado, um novo patamar de desperdício a alcançar, até se chegar aos 3.500 pares de sapatos da Imelda Marcos ou às torneiras de ouro de Saddam Hussein, à sua maneira crianças da Febem, desmascaradas pelas crianças da classe média lá de cima, que tudo podem.
***
As blusas da foto (GAP), são genuínas falsificações chinesas, vendidas em Xangai a US$ 4 cada. Com direito a etiqueta de US$ 188.
A maior parte das crianças da Febem roubou a primeira vez para consumir, instigada pela propaganda maciça que tem a petulância e a insensatez de ditar o que somos, de onde viemos e para onde vamos. Os desejos destes meninos e meninas podem ser um tênis igual ao do ídolo rap, a bolsinha da Xuxa, a sainha da Carla Perez ou a droga que irá abrir o portal do poder. Eles pensam assim: — Besta é tu que perde tempo e saúde trabalhando — mesmo que estejam naquela situação degradante de internos da Febem.”
A declaração é da psicóloga Henriette Tognetti Penha Morato, da USP, e quem me chamou a atenção para ela foi o educador Cláudio Rúbio, o Claudinho — que, como tantos outros bons amigos de internet, nunca encontrei na “vida real”. Sempre preocupado com crianças, sobretudo com aquelas que vivem e morrem às margens do “sistema”, Claudinho é mestre em encontrar coisas assim, que dão o que pensar. Essas palavras estavam, paradoxalmente, numa reportagem sobre os riscos que correm as crianças superprotegidas, escrita por Lilian Primi e publicada pelo “Estadão”.
O nível de infelicidade gerado pela sociedade de consumo nunca deixa de me assustar. Houve um tempo em que as crianças usavam sapatos — melhores ou piores, conforme a sua situação social, mas essencialmente iguais: eram apenas calçados. Hoje são Nikes, Adidas e Reeboks, e um menino mata outro menino por um par de tênis. Não porque não tenha o que calçar, mas porque não tem o tênis que a publicidade diz que é bacana, o tênis que é fundamental para que seja reconhecido pelo seu círculo social.
O pior é que, em seus sonhos malogrados de consumo, as crianças da Febem não são a exceção, mas a regra: o que as separa das crianças da classe média é que não têm a quem infernizar em casa, pedindo mais um boné, mais uma Barbie, mais uma camiseta. Mesmo os adultos mais atentos e mais críticos, que reagem contra o consumo óbvio das etiquetas do lado de fora, acabam, por exemplo, bebendo uma vodka em vez da outra, só porque a imagem que uma conseguiu criar combina melhor com o seu jeito de ser, ou com o que gostariam que fosse o seu jeito de ser — e essa “mensagem” está lá, no fundo da cabeça, na hora de comprar. Não importa que não se consiga diferenciar uma da outra sem os rótulos, ou mesmo que nem se beba; uma é cool , a outra não é. A partir daí, vamos inventar mil razões para justificar a escolha que não fizemos.
Perversamente, as imagens do consumo nunca funcionam no positivo, isto é, quem bebe a vodka (ou usa o tênis, ou fuma o cigarro) não se sente particularmente feliz por causa disso; mas quem vai ao shopping e não pode levar o que é cool sente-se inferior ou, no mínimo, inadequado — e volta para casa com uma frustração pré-fabricada, uma sensação ruim que a cada dia faz mais e mais vítimas. Até porque não há limites para essa infelicidade. Há sempre um novo objeto a ser cobiçado, um novo patamar de desperdício a alcançar, até se chegar aos 3.500 pares de sapatos da Imelda Marcos ou às torneiras de ouro de Saddam Hussein, à sua maneira crianças da Febem, desmascaradas pelas crianças da classe média lá de cima, que tudo podem.
***
As blusas da foto (GAP), são genuínas falsificações chinesas, vendidas em Xangai a US$ 4 cada. Com direito a etiqueta de US$ 188.
domingo, abril 06, 2003
Em Icaraí tem uma padaria que é a melhor coisa que eu já vi, dá banho até na minha favorita até então, aquela da Real Grandeza esquina com Voluntários, que a gente sempre ia depois da Matriz tomar o café da manhã. Lá (na de Botafogo) tem todos os tipos de pães e frios pra se montar sanduíche, uma diliça. Mas na de Niterói tem pizza montada na hora, sanduíches, sorvete, salgadinhos e docinhos que a gente come com os olhos, porque além de gostosos são bonitos a beça. E hoje eu descobri que tem também comida a kilo, e o chá da tarde. Me esbaldei, comi sanduichinhos, salgadinhos, pizza, pão de queijo, docinhos, torta de maçã, hummm... o que é aquela torta de maçã enfeitada que nem as de desenhos animados? Ainda compramos chá de frutas e flores pora fazer geladinho, que nem um que tomamos no Downtown. Muito bom mesmo. Acho que engordei uns 150 kg, comi tudo o que dispensei durante a semana. Mas como é bom comer!
sexta-feira, abril 04, 2003
Há quanto tempo eu não fazia testes!
É idiota, mas é uma tentação...
Esses aqui eu peguei no blog dela.

Que parte do computador você é?

Que palavrão você é?
É idiota, mas é uma tentação...
Esses aqui eu peguei no blog dela.
Que parte do computador você é?
Que palavrão você é?
quarta-feira, abril 02, 2003
Trabalhando mais, responsabilidade maior, mas até que tô gostando... Meu "chefe" saiu e eu tô tendo muitas tarefas mais, excrusive dar aula pra as crianças da escola. É até legal, só tenho pavor quando vão mais que cinco, principalmente quando são todos meninos ainda de fraldas fazendo piadinha com tudo e todos. Ahh, pânica! Quanto menos gente, mais tranquilo, e devia ser o contrário, porque daí tenho que ser menos genérica e mais específica, e rolam trocentas perguntas, mas mesmo assim é legal. Fotografia é foda, é paixão mesmo, e poder ensinar isso é muito gratificante. Tanto a parte técnica e o bêabá de fotometragem até chegar ao laboratório p&b, tô curtindo tudinho. Sempre quis alguém interessado que viesse doido pra aprender. E agora, mesmo com esse povinho sendo obrigado a aprender, rolam bons momentos.
sexta-feira, março 28, 2003
"My love, there's only you in my life
The only thing that's right
My first love, you're every breath that I take
You're every step I make
And I, I want to share all my love with you
No one else will do
And your eyes they tell me how much you care
Oh, yes you will always be my endless love
Two hearts, two hearts that beat as one
Our lives have just begun
Forever I'll hold you close in my arms
I can't resist your charms
And love I'll be a fool for you I'm sure
You know I don't mind
'Cause you, you mean the world to me
Oh, I know I found in you my endless love
Oh,-
And love
I'll be that fool for you
I'm sure you know I don't mind
And yes, you'll be the only one
'Cause no one can deny
This love I have inside
And I'll give it all to you.
My love
My endless love
My love, there's only you in my life
The only thing that's right
My First Love, you're every breath I take
You're every step I make
And I, I want to share
All my love with you
No one else will do
And your eyes
Your eyes, your eyes
They tell me how much you care
Oh yes you will always be my endless love
[musical break-4 measures]
Two Hearts, two hearts that beat as one
Our lives have just begun
Forever
Oooh Oooh
I'll hold you close in my arms
and love
Oooh love
I'll be a fool for you I'm sure
You kow I don't mind
Oh you know I don't mind
Cause you, you mean the world to me
Oh I know [I know]
I've found [found]
In you, my endless love
[musical break-3 measures]
Oooh, oooh
Bum Bum, Bum Bum Bum Bum, Da Bum Bum Bum
Bum Bum, Da Bum Bum Ooh and Love
Oh love
I'll be that fool for you, I'm sure
You will know I don't mind
Oh you know I don't mind [honey I don't mind]
and yes, you'll be the only one
'cause no one can deny this love I have inside
and I'll give it all to you
My love
My love, my love
My endless love"
Eu sempre choro com essa música, é linda, linda de morrer, traz tantas lembranças ouvir esse dueto do Lionel Ritchie com a Diana Ross...
Me lembra meu pai.
The only thing that's right
My first love, you're every breath that I take
You're every step I make
And I, I want to share all my love with you
No one else will do
And your eyes they tell me how much you care
Oh, yes you will always be my endless love
Two hearts, two hearts that beat as one
Our lives have just begun
Forever I'll hold you close in my arms
I can't resist your charms
And love I'll be a fool for you I'm sure
You know I don't mind
'Cause you, you mean the world to me
Oh, I know I found in you my endless love
Oh,-
And love
I'll be that fool for you
I'm sure you know I don't mind
And yes, you'll be the only one
'Cause no one can deny
This love I have inside
And I'll give it all to you.
My love
My endless love
My love, there's only you in my life
The only thing that's right
My First Love, you're every breath I take
You're every step I make
And I, I want to share
All my love with you
No one else will do
And your eyes
Your eyes, your eyes
They tell me how much you care
Oh yes you will always be my endless love
[musical break-4 measures]
Two Hearts, two hearts that beat as one
Our lives have just begun
Forever
Oooh Oooh
I'll hold you close in my arms
and love
Oooh love
I'll be a fool for you I'm sure
You kow I don't mind
Oh you know I don't mind
Cause you, you mean the world to me
Oh I know [I know]
I've found [found]
In you, my endless love
[musical break-3 measures]
Oooh, oooh
Bum Bum, Bum Bum Bum Bum, Da Bum Bum Bum
Bum Bum, Da Bum Bum Ooh and Love
Oh love
I'll be that fool for you, I'm sure
You will know I don't mind
Oh you know I don't mind [honey I don't mind]
and yes, you'll be the only one
'cause no one can deny this love I have inside
and I'll give it all to you
My love
My love, my love
My endless love"
Eu sempre choro com essa música, é linda, linda de morrer, traz tantas lembranças ouvir esse dueto do Lionel Ritchie com a Diana Ross...
Me lembra meu pai.
Fim de mês mas guardei meus últimos dinheiros pra isso, e fui lá pá pum, peguei e paguei, caro mesmo. Concordo em termos com o carinha do jornal, caça níquel, quer dizer, 4 inéditas fodas, musiquinhas que eu tinha nas minhas fitinhas de péssima qualidade, mas que ouvi até saber de trás pra frente e frente pra trás. Mas tem coisas desnecessárias ali, a Zélia "du cão", por ex, naquela mixagem horrenda. As outras, coisas ao vivo, participações em trabalhos de outros, etc, são legais, e tals, mas sei lá... Talvez encheção de liguiça, coisas que caiam bem numa coletânea, mas então tá carinho demais pra isso. Talvez devessem aguardar mais material para um lançamento todo inédito... De qualquer forma, sempre me emociona. E a tal caixinha oferecida a imprensa é foda, foda mesmo. Mal sabe o Fred que eu quase chorei só de ver...
:~~~
Ah, hoje fiquei feliz, fui conhecer a casa nova de uma grande amiga, velha amiga. Muito papo, cachorro-quente, risadas.
:~~~
Ah, hoje fiquei feliz, fui conhecer a casa nova de uma grande amiga, velha amiga. Muito papo, cachorro-quente, risadas.
quarta-feira, março 26, 2003
A Fluminense pode ser quase a mesma merda que a outra "rádio rock", mas as vezes ela bem que se empenha - e surpreende. Ontem ela mandou The drugs don't work (música que me faz chorar sei lá pq) e em seguida uma ensolarada (???) do Mercury Rev. Muito bão. Eu preciso dessa rádio, pq por motivos econômicos e de espaço, só carrego na bolsa um walkman AM/FM...
Ontem foi o lançamento do Presente do Renato Russo. Meu amigo Fred foi, exibiu sua caixinha promo linda e nem quis me dar. E eu tb não consegui roubar.
Essa foto é da época da melhor entrevista do RR, no primeiro International Magazine.
:~~~
Aqui tem uma matéria sobre o lançamento ontem na EMI. Eu bem queria ter ido...
:~~~
Isso pq eu não sou indie. Só loser.
segunda-feira, março 24, 2003
Ter ocupações é infinitamente melhor que o ócio, sem dúvida,até porque eu aprendo, ganho alguns reais e vejo pessoas. Mas essa vida de ir pra faculdade de manhã - pro estágio - e a noite, para as aulas, me cansa demais. Acho que só pelo fato de ter que acordar de madrugada, o que pra mim é uma tortura. eu não me incomodaria de ficar lá direto, se pudesse chegar mais tarde e dormir mais. Porque o meu tempo livre tem sido única e exclusivamente para isso, dormir. Não ligo mais pra ninguém, ninguém mesmo, não ouço meus cds, não leio as notícias nem fuço bandas na internet. Nem no icq tenho entrado... Sair, faz tempo que não encaro balada, nem tenho pique, não me imagino pulando nem nas minhas músicas favoritas. Pensando bem, virei uma velha caquética e demodé, até pq as tiazinhas de hoje em dia são bem mais agitadas que eu. Mas ando sentindo falta dos meus amigos, porque só tenho visto os que estudam na Facha. Saudades da Kamille, saudades de tanta gente... Preciso vencer o sono e ver as pessoas que eu amo...
:~~~~
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sábado, março 22, 2003
Engraçado como parece que eu tenho mais assunto no ócio das férias do que em tempo de aulas e estágio... Bem, sem idéias, só dá pra ficar no "querido diário" mesmo... Ontem fui a aula, mesmo debaixo de uma chuva torrencial, aluna aplicada que sou. Eu adoro tempo "feio", não aguento o calorão que tava, detesto sol, detesto ficar suada, dá preguiça, cansa, enfim... Devia ficar sempre nublado, no máximo caindo uma garoa, esse temporal também não dá...
Passei a tarde de hoje procurando o e-mail de jornalistas legais (leia "os que eu gosto"), pra uma matéria de 4 laudas que eu preciso fazer pra faculdade. Preciso que alguém tenha a boa vontade de me contar "qual a sua matéria inesquecível", anexando a dita cuja. Se alguém puder me ajudar, mandando os mails da Ana Maria Bahiana, Marcelo Fróes, Silvio Essinger, Jamari França, Pedro Só e do Lariú (que eu perdi), agradeço imensamente.
UPDATE
Bem, a Kamille me deu os do Lariú e do Jamari, agora falta o resto...
Passei a tarde de hoje procurando o e-mail de jornalistas legais (leia "os que eu gosto"), pra uma matéria de 4 laudas que eu preciso fazer pra faculdade. Preciso que alguém tenha a boa vontade de me contar "qual a sua matéria inesquecível", anexando a dita cuja. Se alguém puder me ajudar, mandando os mails da Ana Maria Bahiana, Marcelo Fróes, Silvio Essinger, Jamari França, Pedro Só e do Lariú (que eu perdi), agradeço imensamente.
UPDATE
Bem, a Kamille me deu os do Lariú e do Jamari, agora falta o resto...
sexta-feira, março 21, 2003
Hilário, bizarro, surreal. Tudo ao mesmo tempo agora.
Não costumo ver tv, mas tava cortando/pintando as unhas e liguei a dita cuja. Como era de se esperar, nada de bom na tv aberta à tarde. Pra ver qualquer coisa, prefiro então ver alguma pérola trash. E a melhor da tarde é a Márcia Goldsmith (acho que é isso). Cada dia aquele programa traz alguma história mais engraçada. Os redatores são bons, muito criativos. E hoje um rapaz mandou chamar a mãe e a irmã para dizer que além de gay (isso elas já sabiam), ele quer se assumir mulher. E as duas, evangélicas, claro que não queriam aceitar a nova moça da família, alegando que a criatura foi casada(o) e tem um filho de 13 anos. A drag disse que foi obrigada a casar e que a esposa não era sapatã e acreditava que mudaria aquela criatura. Não mudou, e no final, os namorados dele transavam com ela. Loucura.
Ah, tal rapaz foi ao programa com um suntuoso vestido rosa shock de paetês, e chegou a dançar como a Gretchen, sua ídola.
***
No intervalo, flashes da guerra foram mostrados. Volta o programa e a apresentadora comenta que cada um tem a sua guerra, existe a guerra lá, e as nossas guerras pessoais aqui. Entra uma muié falando de "unha de gato" (???), remédio milagroso para sabe-Deus-lá-o-quê.
Não costumo ver tv, mas tava cortando/pintando as unhas e liguei a dita cuja. Como era de se esperar, nada de bom na tv aberta à tarde. Pra ver qualquer coisa, prefiro então ver alguma pérola trash. E a melhor da tarde é a Márcia Goldsmith (acho que é isso). Cada dia aquele programa traz alguma história mais engraçada. Os redatores são bons, muito criativos. E hoje um rapaz mandou chamar a mãe e a irmã para dizer que além de gay (isso elas já sabiam), ele quer se assumir mulher. E as duas, evangélicas, claro que não queriam aceitar a nova moça da família, alegando que a criatura foi casada(o) e tem um filho de 13 anos. A drag disse que foi obrigada a casar e que a esposa não era sapatã e acreditava que mudaria aquela criatura. Não mudou, e no final, os namorados dele transavam com ela. Loucura.
Ah, tal rapaz foi ao programa com um suntuoso vestido rosa shock de paetês, e chegou a dançar como a Gretchen, sua ídola.
***
No intervalo, flashes da guerra foram mostrados. Volta o programa e a apresentadora comenta que cada um tem a sua guerra, existe a guerra lá, e as nossas guerras pessoais aqui. Entra uma muié falando de "unha de gato" (???), remédio milagroso para sabe-Deus-lá-o-quê.
segunda-feira, março 17, 2003
Fim de semana tranquilo, como tem que ser, agora com a volta às aulas e ao estágio. Acordei cedo pra aula de Leitura de Jornal, que é legal, mas o cara enrola pacas. Léleo me buscou e fomos ao Rio Sul. Almoçamos por lá, mas não achamos a tv que ele queria, então fomos ao Barrashopping. Adoro passear no shopping, mas não cansada e com salto dragqueenesco, que parece mais alto quando se está exausta. Achamos tv, dvd, tudo, e eu ainda pechinchei e consegui um bom desconto. Lanche no The Bakers (hummm, que sanduíche! e o suco de tangerina...) e fomos pra Nikity. Blockbuster, claro, pra estrear o equipamento novo. De noite os primos do Leandro foram pra lá e teve um puta rodízio de pizza. Depois ele descobriu ter um farto bar em casa e fomos inventar drinks, mas foi uma lástima, horror. Só salvou a vódega com suco de pêssego no fim da noite. Mas daí eu já tava mortinha de cansaço, e fui dormir no chão da sala, como uma pinguça, mas tava totalmente sóbria.
Ontem foi dia de filmes, muitos filmes. A maioria ruim, diga-se de passagem. Não sou nerd o suficiente pra assistir ao Senhor dos Anéis, argh. Mas enfim, bom entreterimento pro dia mais chato da semana. Nada melhor que preguicinha na cama, filmes, guloseimas e namorado.
Ontem foi dia de filmes, muitos filmes. A maioria ruim, diga-se de passagem. Não sou nerd o suficiente pra assistir ao Senhor dos Anéis, argh. Mas enfim, bom entreterimento pro dia mais chato da semana. Nada melhor que preguicinha na cama, filmes, guloseimas e namorado.
domingo, março 16, 2003
sexta-feira, março 14, 2003
quarta-feira, março 12, 2003
Sono, muito sono.
E sem saber o que fazer, aqui, sozinha. Medo de todos que estão lá fora, por isso me tranco aqui.
Vontade de fugir, desistir. Mas eu não posso....
Será que eu sou capaz, será que eu consigo?
E se eu for burra demais, se esquecer tudo, se fizer merda?
Argh.
Preciso ir pra casa dormir.
Agora que eu já consigo andar sem gemer como uma velha caquética, eu só quero a minha cama.
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz..........
E sem saber o que fazer, aqui, sozinha. Medo de todos que estão lá fora, por isso me tranco aqui.
Vontade de fugir, desistir. Mas eu não posso....
Será que eu sou capaz, será que eu consigo?
E se eu for burra demais, se esquecer tudo, se fizer merda?
Argh.
Preciso ir pra casa dormir.
Agora que eu já consigo andar sem gemer como uma velha caquética, eu só quero a minha cama.
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz..........
domingo, março 09, 2003
sexta-feira, março 07, 2003
Se até a vida da gente desmorona, imagina as criações humanas... Tem uma cidade ao norte do estado, perto de Campos, Atafona é o nome dela. E a tal cidade tá sendo devorada pela fúria do mar. A cada dia que passa ele toma mais um pouquinho de terra que provalmente era dele (do mar), já que nego vive aterrando tudo... E as ruas estão sumindo, as casas, os prédios... Fiquei pensando em quantas vidas, quantas histórias, quantas lembranças não foram levadas água abaixo... Acho que a vida é isso, alegrias passageiras, lembranças deixadas num indulto pelas águas que tudo levam, que também levam as tristezas... quando querem.




quarta-feira, fevereiro 26, 2003
Chega de Saudade
(Tom Jobim)
"Vai, minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz ,não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim
Não sai.
Mais se ela voltar
Se ela voltar, que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca...
Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser
Milhões de abraços apertado assim
Colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos
Sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio De você longe de mim
Vamos deixar desse negócio
De você viver sem mim"
(Tom Jobim)
"Vai, minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz ,não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim
Não sai.
Mais se ela voltar
Se ela voltar, que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca...
Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser
Milhões de abraços apertado assim
Colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos
Sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio De você longe de mim
Vamos deixar desse negócio
De você viver sem mim"
"Just Like Heaven"
"Show me how you do that trick
The one that makes me scream" she said
"The one that makes me laugh" she said
And threw her arms around my neck
"Show me how you do it
And I promise you I promise that
I'll run away with you
I'll run away with you"
Spinning on that dizzy edge
I kissed her face and kissed her head
And dreamed of all the different ways I had
To make her glow
"Why are you so far away?" she said
"Why won't you ever know that I'm in love with you
That I'm in love with you"
You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You're just like a dream
Daylight licked me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe her name
I opened up my eyes
And found myself alone alone
Alone above a raging sea
That stole the only girl I loved
And drowned her deep inside of me
You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Just like heaven"
"Show me how you do that trick
The one that makes me scream" she said
"The one that makes me laugh" she said
And threw her arms around my neck
"Show me how you do it
And I promise you I promise that
I'll run away with you
I'll run away with you"
Spinning on that dizzy edge
I kissed her face and kissed her head
And dreamed of all the different ways I had
To make her glow
"Why are you so far away?" she said
"Why won't you ever know that I'm in love with you
That I'm in love with you"
You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You're just like a dream
Daylight licked me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe her name
I opened up my eyes
And found myself alone alone
Alone above a raging sea
That stole the only girl I loved
And drowned her deep inside of me
You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Just like heaven"
terça-feira, fevereiro 25, 2003
Apelo
(Baden Powell-Vinicius de Moraes )
"AH! Meu amor não vá embora
Vê a vida como chora
Vê que triste, esta canção
Não, eu te peço não te ausentes
Pois a dor que agora sentes
Só se esquece no perdão
Ah! Minha amada me perdoa
Pois embora ainda me doa
A tristeza que causei
Eu te suplico não destruas
Tantas coisas, que são tuas
Por um mal que já paguei
Ah! Minha amada se soubesses
Da tristeza que há nas preces
E a chorar que te faço eu
Se tu soubesses num momento
Todo o arrependimento, como tudo entristeceu
Se tu soubesses como é triste
Eu saber que tu partistes
Sem sequer dizer adeus
Ah! Meu amor tu voltarias
E de novo cairias, a chorar nos braços meus"
(Baden Powell-Vinicius de Moraes )
"AH! Meu amor não vá embora
Vê a vida como chora
Vê que triste, esta canção
Não, eu te peço não te ausentes
Pois a dor que agora sentes
Só se esquece no perdão
Ah! Minha amada me perdoa
Pois embora ainda me doa
A tristeza que causei
Eu te suplico não destruas
Tantas coisas, que são tuas
Por um mal que já paguei
Ah! Minha amada se soubesses
Da tristeza que há nas preces
E a chorar que te faço eu
Se tu soubesses num momento
Todo o arrependimento, como tudo entristeceu
Se tu soubesses como é triste
Eu saber que tu partistes
Sem sequer dizer adeus
Ah! Meu amor tu voltarias
E de novo cairias, a chorar nos braços meus"
De que vale tudo isso
(Roberto Carlos)
"De que vale tudo isso
Se você não está aqui
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
Meu amor há quanto tempo
Eu não falo com você
Isto só me deixa triste
E sem vontade de viver
E o meu amor que é puro
Pode crer meu bem eu juro
É tão grande que duvido
Que outro igual possa haver
Tanta coisa boa existe
E eu aqui meu bem tão triste
É demais qualquer minuto
Sem você
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
Se eu ficar pensando
Sou capaz de enlouquecer
Suportar eu não consigo
Tanto tempo sem te ver
Sem você e seu carinho
Eu não posso mais ficar
E não sei até que dia
Eu terei que te esperar
Meu sorriso é tão triste
Já nem sei mesmo sorrir
É demais qualquer minuto
Sem você
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
Mas eu sei o dia
Que você pra mim voltar
Minha vida outra vez
Alegre vai ficar
Toda esta tristeza
De repente vai ter fim
No dia que você
Voltar pra mim"
(Roberto Carlos)
"De que vale tudo isso
Se você não está aqui
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
Meu amor há quanto tempo
Eu não falo com você
Isto só me deixa triste
E sem vontade de viver
E o meu amor que é puro
Pode crer meu bem eu juro
É tão grande que duvido
Que outro igual possa haver
Tanta coisa boa existe
E eu aqui meu bem tão triste
É demais qualquer minuto
Sem você
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
Se eu ficar pensando
Sou capaz de enlouquecer
Suportar eu não consigo
Tanto tempo sem te ver
Sem você e seu carinho
Eu não posso mais ficar
E não sei até que dia
Eu terei que te esperar
Meu sorriso é tão triste
Já nem sei mesmo sorrir
É demais qualquer minuto
Sem você
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
De que vale tudo isso
Se você não está aqui
Mas eu sei o dia
Que você pra mim voltar
Minha vida outra vez
Alegre vai ficar
Toda esta tristeza
De repente vai ter fim
No dia que você
Voltar pra mim"
segunda-feira, fevereiro 24, 2003
"Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não
[ trabalha
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom samaritano
Cumprindo o seu dever, como se fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe prá mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os anti-depressivos e os calmantes não fazem mais
[ efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar prá casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada em seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu descanso
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir
E vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos"
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não
[ trabalha
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom samaritano
Cumprindo o seu dever, como se fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe prá mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os anti-depressivos e os calmantes não fazem mais
[ efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar prá casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada em seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu descanso
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir
E vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos"
domingo, fevereiro 23, 2003
terça-feira, fevereiro 18, 2003
"Da barca dava pra ver o avião decolando. E pensar que naquele dia era eu que estava no avião e outro alguém o observava dali mesmo, maravilhado, como aquele menino que sorri. Mas agora eu estava ali, voltando de Niterói, e o avião era só uma lembrança, aquela viagem era só uma lembrança. A brisa da baía refrescava o dia quente que só estava começando, acariciava meus cabelos e tentava acalmar meu peito, como se soubesse o pranto que se escondia ali por dentro. As idéias se confundem, como sempre, deixam os pensamentos fora de ordem, como se tivessem vontade própria. E eles têm, eles mandam em mim, me deixam com medo, me fazem ansiosa, controlam meus atos. E parece não haver jeito de voltar atrás, de voltar pra lá, pro avião, de voltar pr'aquele aeroporto, aonde tudo era perfeito e eu não sabia. Eu pressentia, eu podia imaginar que naquele momento tudo era bom demais, mas que como sempre, logo, logo iria acabar. Sempre acaba. Podia então mudar só um pouquinho, já que as coisas não conseguem ficar simplesmente sossegadas no seu canto. Podia deixar tudo continuar tranqüilo, mas, assim como o sol resolve nascer num lugar diferente a cada época do ano, assim também minha vida segue, sempre mudando os lados, sempre invertendo o jogo. Porque será que tudo sempre muda? O que um dia foi doce agora mostrava diferentes gostos, algumas vezes nada agradáveis.
E por que tem que ser assim, por que é preciso haver hierarquia, é preciso que haja ameaça, medo, insegurança? A certeza me acomoda, me estraga. A dúvida me faz dar valor. E eu sabia, desde o início eu sabia que seria assim, mas não tinha como mudar, nem muito menos devia desistir, simplesmente me restava seguir em frente. E cá estou sendo levada pela maré, sem saber aonde vai dar, e sem nada mais a fazer, fora rastejar, implorar, tentar remendar o que parece não ter mais jeito.
Da ponte dá pra ver a pista do aeroporto acesa, linda, com suas cores, e mais lindo ainda é o avião que toma seu rumo, impecável, preciso, e desce suavemente, num pouso sempre perfeito. E ali estava eu, ali estava você, a me esperar, observando o avião passeando na pista. E eu tinha medo, mas tinha certeza que você estaria ali a me esperar.
Era só eu que eu queria agora, aquela certeza novamente".
"You've lost that love feeling"
E por que tem que ser assim, por que é preciso haver hierarquia, é preciso que haja ameaça, medo, insegurança? A certeza me acomoda, me estraga. A dúvida me faz dar valor. E eu sabia, desde o início eu sabia que seria assim, mas não tinha como mudar, nem muito menos devia desistir, simplesmente me restava seguir em frente. E cá estou sendo levada pela maré, sem saber aonde vai dar, e sem nada mais a fazer, fora rastejar, implorar, tentar remendar o que parece não ter mais jeito.
Da ponte dá pra ver a pista do aeroporto acesa, linda, com suas cores, e mais lindo ainda é o avião que toma seu rumo, impecável, preciso, e desce suavemente, num pouso sempre perfeito. E ali estava eu, ali estava você, a me esperar, observando o avião passeando na pista. E eu tinha medo, mas tinha certeza que você estaria ali a me esperar.
Era só eu que eu queria agora, aquela certeza novamente".
"You've lost that love feeling"
domingo, fevereiro 16, 2003
sábado, fevereiro 15, 2003
Gerador novo no Mundo Perfeito. Dessa vez é um gerador de novelas italianas, e na minha opinião, é o melhor de todos. A minha cena da novela tá aqui:
Eis sua admissão na oficina de autores da Globo.
Amor e Ódio - Cena 567
Versão instrumental de Lettera como trilha incidental. Geral no cortiço. Câmera aérea mostra Paolla lavando trigo. Câmera se aproxima e entra na estrada.
Giuseppe e Federico estão conversando animadamente.
Giuseppe:
- Tu viu que já eston correndo lá no Centro?
Federico:
- Também, depois que descobriram que sua mãe na verdade é sua irmã e a mãe dos dois é a travesti Rogéria, que é mulher na verdade, não dava pra esperar outra coisa.
Giuseppe:
- É vero. Ma domani, mudo tudo. Vô mangá, uriná e socá.
Paolla entra na estrada com um prato de macorronada. Federico mexe no piru, sem disfarçar o nervosismo.
Paolla:
- Aonde estão as ciroulas??
Giuseppe:
- E isso é cosa que se pregunte, tia? merda! Vene qüi! Vamo comê macorronada.
Paolla obedece. Corte para fachada da cortiço. Câmera se afasta. Sobe Lettera.
Eis sua admissão na oficina de autores da Globo.
Amor e Ódio - Cena 567
Versão instrumental de Lettera como trilha incidental. Geral no cortiço. Câmera aérea mostra Paolla lavando trigo. Câmera se aproxima e entra na estrada.
Giuseppe e Federico estão conversando animadamente.
Giuseppe:
- Tu viu que já eston correndo lá no Centro?
Federico:
- Também, depois que descobriram que sua mãe na verdade é sua irmã e a mãe dos dois é a travesti Rogéria, que é mulher na verdade, não dava pra esperar outra coisa.
Giuseppe:
- É vero. Ma domani, mudo tudo. Vô mangá, uriná e socá.
Paolla entra na estrada com um prato de macorronada. Federico mexe no piru, sem disfarçar o nervosismo.
Paolla:
- Aonde estão as ciroulas??
Giuseppe:
- E isso é cosa que se pregunte, tia? merda! Vene qüi! Vamo comê macorronada.
Paolla obedece. Corte para fachada da cortiço. Câmera se afasta. Sobe Lettera.
Vejam como é fácil compor uma música...
Versão ampliada do Funk da Eguinha Pocotó:
Tô mandando um dinheirinho
Lá pra casa da vovó
Vou pedir pra ela trazer
Uma geléia de mocotó
Mocotó, mocotó, mocotó!
Uma geléia de mocotó!
Mocotó, mocotó, mocotó, mocotó!
Uma geléia de mocotó!
(repete 150 vezes)
Hoje eu vi um passarinho
E lembrei da minha vó,
Ela tinha um canarinho
Que comia um jiló,
Um jiló, um jiló, um jiló, um jiló!
Que comia um jiló!
Um jiló, um jiló, um jiló, jiló!
Que comia um jiló!
(repete 387 vezes)
Encontrei uma galinha
E perguntei sobre o café
Meu desejo era dizer
Que eu queria era pô pó
Pó pô pó, pó pô pó, pó pô pó, pó pô pó
Eu queria era pô pó
ó pô pó, pó pô pó, pó pô pó, pó pô pó
Eu queria era pô pó
(repete 1.014 vezes)
O tempo tá passando,
Tô me sentindo só,
Podia estar com meus amigos,
Jogando um dominó,
Dominó, dominó, dominó, dominó!
Eu jogando um dominó!
Dominó, dominó, dominó, dominó!
Eu jogando um dominó!
(repete 598 vezes)
O Renato Aragão
Que já foi em Mossoró,
Tem um apelido engraçado,
Ele é o Didi Mocó!
O Mocó, O Mocó, O Mocó, O Mocó!
Ele é o Didi Mocó!
O Mocó, O Mocó, O Mocó, O Mocó!
Ele é o Didi Mocó!
(repete 122 vezes)
Enquanto isso, no radinho,
"A eguinha pocotó",
E quem canta essa merda,
É o Serginho, um bocó!
Um bocó, um bocó, um bocó, um bocó!
O Serginho é um bocó!
Um bocó, um bocó, um bocó, um bocó!
O Serginho é um bocó!
(repete 100 vezes)
Versão ampliada do Funk da Eguinha Pocotó:
Tô mandando um dinheirinho
Lá pra casa da vovó
Vou pedir pra ela trazer
Uma geléia de mocotó
Mocotó, mocotó, mocotó!
Uma geléia de mocotó!
Mocotó, mocotó, mocotó, mocotó!
Uma geléia de mocotó!
(repete 150 vezes)
Hoje eu vi um passarinho
E lembrei da minha vó,
Ela tinha um canarinho
Que comia um jiló,
Um jiló, um jiló, um jiló, um jiló!
Que comia um jiló!
Um jiló, um jiló, um jiló, jiló!
Que comia um jiló!
(repete 387 vezes)
Encontrei uma galinha
E perguntei sobre o café
Meu desejo era dizer
Que eu queria era pô pó
Pó pô pó, pó pô pó, pó pô pó, pó pô pó
Eu queria era pô pó
ó pô pó, pó pô pó, pó pô pó, pó pô pó
Eu queria era pô pó
(repete 1.014 vezes)
O tempo tá passando,
Tô me sentindo só,
Podia estar com meus amigos,
Jogando um dominó,
Dominó, dominó, dominó, dominó!
Eu jogando um dominó!
Dominó, dominó, dominó, dominó!
Eu jogando um dominó!
(repete 598 vezes)
O Renato Aragão
Que já foi em Mossoró,
Tem um apelido engraçado,
Ele é o Didi Mocó!
O Mocó, O Mocó, O Mocó, O Mocó!
Ele é o Didi Mocó!
O Mocó, O Mocó, O Mocó, O Mocó!
Ele é o Didi Mocó!
(repete 122 vezes)
Enquanto isso, no radinho,
"A eguinha pocotó",
E quem canta essa merda,
É o Serginho, um bocó!
Um bocó, um bocó, um bocó, um bocó!
O Serginho é um bocó!
Um bocó, um bocó, um bocó, um bocó!
O Serginho é um bocó!
(repete 100 vezes)
Voce e uma(um) CULT MALDITO!
Tudo o que voce pensa esta relacionado a filmes
cabeça e discussoes filosoficas que nem o
proprio Socrates entenderia, e que por sinal
você também não tem ideia. Além de tudo voce
finge que e gay, mesmo não sendo so pra fazer
um tipinho alternativo. MORRA!
Que ser estranho da Rua Augusta você é?
brought to you by Quizilla
Tô lendo a Zero, que eu tive que comprar porque que o Fred não quis me emprestar e nem sequer dexou eu dar uma olhada. Humpf.
Entrei no site pra ver quem votou em quem nas eleições dos 25 melhores discos do rock Brasil, e resolvi escolher os meus também.
*Legião Urbana - V
*Los Hermanos - Bloco do Eu sozinho
*Arnaldo Antunes - Ninguém
*Ira - Vivendo e não aprendendo
*Plebe Rude - O concreto já rachou
Bem, eu sei que muito provavelmente vou mudar de idéia ou pelo menos ficar em dúvida, mas por enquanto, são esses aí.
Entrei no site pra ver quem votou em quem nas eleições dos 25 melhores discos do rock Brasil, e resolvi escolher os meus também.
*Legião Urbana - V
*Los Hermanos - Bloco do Eu sozinho
*Arnaldo Antunes - Ninguém
*Ira - Vivendo e não aprendendo
*Plebe Rude - O concreto já rachou
Bem, eu sei que muito provavelmente vou mudar de idéia ou pelo menos ficar em dúvida, mas por enquanto, são esses aí.
Existem bandas que são maravilhosas e que a gente adora de paixão. Mas mesmo assim, poucas têm discos que são realmente bons do início ao fim, sem exceção, sem tirar nem por uma musiquinha sequer. Por exemplo, eu nem morro de amores por Stereophonics, gosto bastante e tals, mas o primeiro deles, "Word gets around" é perfeitin, fechadin, muito, muito bom. Depois o segundo é marromeno e o terceiro nem me apeteceu di ouvir. E tô falando isso tudo porque desde ontem tô ouvindo o "Bloco do eu sozinho" sem parar. Eu até gosto do primeiro do Loser Manos, mesmo sendo hc e eu detestando hc, acho o disco bem bão. Mas não chega aos pés do Bloco, que é foda e me fez ir numa dezena de shows pelo menos.
*****
E acabei de fazer uma nova gravação pra secretária eletrônica, que tava com uma mensagem blerght na voz da D. bruxa. Agora tem Hermanos até lá, com a intro de "Todo carnaval tem seu fim".
E acabei de fazer uma nova gravação pra secretária eletrônica, que tava com uma mensagem blerght na voz da D. bruxa. Agora tem Hermanos até lá, com a intro de "Todo carnaval tem seu fim".
Raramente eu sonho, ou melhor, raramente eu lembro do que sonhei. E normalmente são bobagens, situações corriqueiras com pessoas que vi uma vez na vida, nada a ver. Enfim... Mas ultimamente me sinto uma adolescente, oniricamente falando. Primeiro quem me "apareceu" foi o Jeff Tweedy. Eu tava num show dele com a minha mãe, que comentava que ele é um gato. Uia. Depois eu sonhei que o Lulu Santos tava fazendo uma matéria pra Mtv na minha faculdade com a Astrid, que ainda era da Mtv. Daí eu batia altos papos com ele, tomava banho de piscina, tava íntima, 'miguinha. Coisa rídicula. Quem vê pensa que eu sou fã dele e vivo desejando conhecê-lo. Nada! Do Jeff Tweedy eu até gosto, e muito, mas nem de longe rola tesão encubado, Deus é mais. Tô decepcionada comigo.
sexta-feira, fevereiro 14, 2003
O Fernando me mandou uma idéia bem legal, mas nem é novidade pra mim. Com a onda de assaltos freqüente a qualquer hora do dia e em qualquer lugar, sair com uma bolsinha com a marca da câmera fotográfica ou mesmo que dê pinta do conteúdo não dá. A solução de como carregar o equipamento tá aí, e pode ser tb uma simples mochila, que todo mundo tem. Mas se você precisa tirar fotos num lugar público não tem jeito; ou arruma um segurança, ou resa. Porque realmente chama atenção.
Ah, a idéia que eu tive foi meio indie/ploc , rs. Eu comprei uma merendeira térmica, dessas de criança. Ela tem divisórias do mesmo material das bolsas originais de equipamento fotográfico, mas nem de longe nego diz o que tem ali dentro de verdade. No máximo, acham que eu sou retardada. :)
Ah, a idéia que eu tive foi meio indie/ploc , rs. Eu comprei uma merendeira térmica, dessas de criança. Ela tem divisórias do mesmo material das bolsas originais de equipamento fotográfico, mas nem de longe nego diz o que tem ali dentro de verdade. No máximo, acham que eu sou retardada. :)
quinta-feira, fevereiro 13, 2003
Hoje eu tava andando no Centro e me deu uma puta vontade de fazer xixi. Eu detesto fazer xixi na rua, adio o quanto posso, porque é realmente nojento ter que usar os banheiros de lanchonetes, que são os mais acessíveis. Entrei naquele Bob's do Largo da Carioca, escalei os três andares (tava morta de cansaço e de calor, claro), e nada de banheiro, um absurdo. Ok. Segui meu rumo e fui então no Mc Donald's. É impressionante como todos os banheiros de todas as lojas da rede são igualmente podres, fedem muito a todos os "fluídos corporais" possíveis, alguns não tem tranca nas portas, outros não tem papel, sabonete e até mesmo luz. O chão é imundo também. Faz a gente se sentir num verdadeiro submundo. Impressionante como uma cadeia mundial de fast food que deve manter o padrão de qualidade dos sanduíches que oferece, não tem a menor higiene e cuidado com os banheiros. Nesse do Centro, em especial, um amigo de São Paulo chegou a se deparar com dois moleques de rua cheirando com uma nota de um real. Tsc, tsc.
Com quem a gente reclama disso tudo?
Com quem a gente reclama disso tudo?
terça-feira, fevereiro 11, 2003
Última semana de férias gerais, tenho que aproveitar e fazer tudo que sei que não vou ter tempo nos próximos meses... Preciso voltar a dormir cedo, então ontem aproveitei e dei uma última ida à Casa da Matriz. Ah, não, dia 04/03, terça-feira de carnaval, tem niver da Mate (primeira dama do indie carioca (hahahaahahahaha, musa do Circo)) lá. Enfim... Ontem, os DJs convidados eram o Lariú e o Lucio Ribeiro, então queria conferir o que ele ia tocar. Mas foi uma lástima, um saco. O cara só tocou eletrônico, que eu detesto. A Mate disse que ele tava achando que era Ibiza... Foi chato pacas, ar condicionado quebrado, muita fumaça de cigarro e um grande mal estar. Ah, e pra finalizar com chave de ouro esses "dias de alegria", uma mala saída dos confins do passado veio me atazanar a vida. Eu simplesmente ignoro ele há anos, mas a criatura me viu e, muito doido, veio atrás, ameaçando pateticamente. Tsc, tsc. Volta com o insistente Gessy, que é foda sempre com a gente, nos salvando do relento. Realmente, cansei das baladas. Acho que preciso de mais um tempo distante e ocupada de verdade. E preciso tratar de cuidar da minha felicidade. Pensar não adianta, a gente tem é que tentar fazer algo. O JP é que tá certo...
domingo, fevereiro 09, 2003
...a sensação é aquela, do bandido que leva um tiro do mocinho, e vê o filme da sua vida passar na sua frente. São os dez segundos finais, em que ele finalmente se arrepende de toda a merda que fez e é então, perdoado pelo outro, o bonzinho. A diferença aqui, vida real, é que os dez segundos são beeem mais longos. E dá tempo do filme passar e ter reprise. Cara, como dói... Acho que o bandido do filme não tem tempo de sentir dor. Aqui dá, ô se dá.
Essas fotos são do Conceição, um repórter fotográfico que começou como boy da Folha, passou a fotógrafo em pouco tempo, tanto ele encheu o saco do povo lá. Ele foi também do Estadão, do NP (Notícias Populares) e do Globo. As fotos dele são bem bonitas, e tem alma. "...esta não é a página de um fotógrafo, e sim de um repórter fotográfico. O que eu quero dizer é que existe um traço no trabalho de um repórter fotográfico que não aparece quando suas imagens são publicadas. Estou falando da reportagem feita ANTES de bater a foto. De ter uma idéia para a imagem. De entrevistar a pessoa que vai ser fotografada. De entender o que se passa naquela cabeça. De descobrir o que ela quer esconder. De convencê-la. Finalmente, de apertar o botão e sair correndo no caso de nada disso ter dado certo. No caso de José Luis da Conceição, é tudo isso junto."
Entra lá, vale a pena.
Pra Kamille:
"Deixa eu Te Amar
Agepe
Tom: Am
Am
Quero ir na fonte do teu ser
A7 Dm
E banhar-me na tua pureza
E7
Guardar em pote gotas de felicidade
Bm7(b5) E Am
Matar saudade que ainda existe em mim
E7 Am
Afagar teus cabelos molhados
A7 Dm
Pelo orvalho que a natureza rega
Bm7(b5)
Com a sutileza que lhe fez a perfeição
E7 Am A7
Deixando a certeza de amor no coração
Dm
Deixa eu te amar
E7 Am
Faz de conta que sou o primeiro
C Bm7(b5)
Na beleza desse teu olhar
E7 Am
Eu quero estar o tempo inteiro
Am
Quero saciar a minha sede
A7 Dm
No desejo da paixão que me alucina
E7
Vou me embrenhar nessa mata só porque
Bm7(b5) E7 Am
Existe uma cascata que tem água cristalina
E7 Am
Aí então vou te amar com sede
A7 Dm
Na relva, na rede, onde você quiser
E7 Am
Quero te pegar no colo
Bm7(b5) E7 Em A7
Te deitar no solo e te fazer mulher
Dm Am
Quero te pegar no colo
Bm7(b5) E7 Am A7
Te deitar no solo e te fazer mulher
Dm
Deixa eu te amar
E7 Am
Faz de conta que sou o primeiro
C Bm7(b5)
Na beleza desse teu olhar
E7 Am
Eu quero estar o tempo inteiro"
Hahahahahaahahahahaahahahaha.
Eu podia explicar, mas vou deixar os meninos zoarem primeiro.
Ah, e tem também Sonhos do Peninha...
"Deixa eu Te Amar
Agepe
Tom: Am
Am
Quero ir na fonte do teu ser
A7 Dm
E banhar-me na tua pureza
E7
Guardar em pote gotas de felicidade
Bm7(b5) E Am
Matar saudade que ainda existe em mim
E7 Am
Afagar teus cabelos molhados
A7 Dm
Pelo orvalho que a natureza rega
Bm7(b5)
Com a sutileza que lhe fez a perfeição
E7 Am A7
Deixando a certeza de amor no coração
Dm
Deixa eu te amar
E7 Am
Faz de conta que sou o primeiro
C Bm7(b5)
Na beleza desse teu olhar
E7 Am
Eu quero estar o tempo inteiro
Am
Quero saciar a minha sede
A7 Dm
No desejo da paixão que me alucina
E7
Vou me embrenhar nessa mata só porque
Bm7(b5) E7 Am
Existe uma cascata que tem água cristalina
E7 Am
Aí então vou te amar com sede
A7 Dm
Na relva, na rede, onde você quiser
E7 Am
Quero te pegar no colo
Bm7(b5) E7 Em A7
Te deitar no solo e te fazer mulher
Dm Am
Quero te pegar no colo
Bm7(b5) E7 Am A7
Te deitar no solo e te fazer mulher
Dm
Deixa eu te amar
E7 Am
Faz de conta que sou o primeiro
C Bm7(b5)
Na beleza desse teu olhar
E7 Am
Eu quero estar o tempo inteiro"
Hahahahahaahahahahaahahahaha.
Eu podia explicar, mas vou deixar os meninos zoarem primeiro.
Ah, e tem também Sonhos do Peninha...
Pensamentos, idéias vagas, imagens desconexas.
Não entendo nada, faz tempo.
Não sei o que vejo, não sei o que quero, muito menos o que sinto.
Alegria, tristeza, amor e raiva, as sensações se intercalam e me confundem mais ainda.
Sinto uma saudade imensa de quem se foi e de quem nem conheci, do que passou e do que podia ter acontecido mas teve o rumo mudado pelo destino que não nos deixa tomar mais que um caminho de cada vez.A genteescolhe um e perde outros. E eu sinto muita falta desses outros caminhos, os que nunca vão ser os meus. Sinto falta de cada pedacinho de vida do passado, e imagino os outros todos que eu não tive. E deixo de viver o agora pra viver do que se foi e do que não foi.
Romantismo besta esseque espera o presente virar velharia pra se regozijar.
Não entendo nada, faz tempo.
Não sei o que vejo, não sei o que quero, muito menos o que sinto.
Alegria, tristeza, amor e raiva, as sensações se intercalam e me confundem mais ainda.
Sinto uma saudade imensa de quem se foi e de quem nem conheci, do que passou e do que podia ter acontecido mas teve o rumo mudado pelo destino que não nos deixa tomar mais que um caminho de cada vez.A genteescolhe um e perde outros. E eu sinto muita falta desses outros caminhos, os que nunca vão ser os meus. Sinto falta de cada pedacinho de vida do passado, e imagino os outros todos que eu não tive. E deixo de viver o agora pra viver do que se foi e do que não foi.
Romantismo besta esseque espera o presente virar velharia pra se regozijar.
A Central me lembra você.
Sempre. Quase sempre.
As vezes estou acompanhada, normalmente estou sozinha, mas de qualquer forma meu olhar se vira pr'aquele canto da sua casa, que eu nem sei mais aonde se esconde. Tenho toda a certeza de que você não está mais lá, cigano que é, mas te imagino ali, deitado ou no computador, e lembro do seu irmãozinho e do salgadinho delicioso daquele dia.
Engraçado é que eu nunca fui louca por você, mas talvez pela liberdade que você me representava, depois de tanto tempo de prisão. E, todavia, você me deu dias felizes, dias inesquecíveis.
Não quero te ver eu não preciso. E prefiro até manter você e aqueles dias na imaginação. Mas nunca vou deixar de te procurar naquele canto perto da Central.
E eu que jurava que nunca havia te amado, talvez tenha amado mais que os que eu acredito que amei. Porque você ainda está aqui.
Sempre. Quase sempre.
As vezes estou acompanhada, normalmente estou sozinha, mas de qualquer forma meu olhar se vira pr'aquele canto da sua casa, que eu nem sei mais aonde se esconde. Tenho toda a certeza de que você não está mais lá, cigano que é, mas te imagino ali, deitado ou no computador, e lembro do seu irmãozinho e do salgadinho delicioso daquele dia.
Engraçado é que eu nunca fui louca por você, mas talvez pela liberdade que você me representava, depois de tanto tempo de prisão. E, todavia, você me deu dias felizes, dias inesquecíveis.
Não quero te ver eu não preciso. E prefiro até manter você e aqueles dias na imaginação. Mas nunca vou deixar de te procurar naquele canto perto da Central.
E eu que jurava que nunca havia te amado, talvez tenha amado mais que os que eu acredito que amei. Porque você ainda está aqui.
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