domingo, julho 22, 2007
ontem conversamos bastante, e não pude avitar o assunto acidente. caramba, aquilo realmente mexeu comigo. essas coisas sempre me doem, não sei ser indiferente ao sofrimento de ninguém. ninguém mesmo. quer me derreter facinho é ser sincero e abrir o coração. mas enfim... o acidente. a cobertura jornalistica foi foda, o globo as vezes apela e inventa pra tentar dar furos, o dia fez uma matéria espetacular com fotos das vítimas e uma mini ficha, o que mostrou o lado humano e cotidiano das pessoas e doeu lá dentro.
quase paulista que sou, e adoradora daquela cidade desde sempre, desde antes da modinha indie, conheço todos os cantos muito bem. e é mesmo um absurdo um aeroporto no meio da cidade grande, com prédios, e trânsito e pessoas logo ao lado. o rio que é o rio e nego teima em falar mal, tem um aeroporto idolado, o maior e mais movimentado, e o outro na beira da baía, também distante dos prédios. em congonhas não se pode errar, tentar arremeter ou 'alongar' a pista: qq erro é fatal.
o governo é trapalhão, ninguém fala coisa com coisa, ninguém decide o que pode ser feito concretamente para melhorar o espaço aéreo brasileiro e dar um jeito definitivo na questão dos controladores (militares e civis, já começa por aí o absurdo) e da infra-estrutura geral, para evitar pistas escorregadias, falhas em radares (que geram periodos de escuridão total no céu, ou seja, aviões podem bater por falta de controle).
acidentes acontecem nas estradas todos os dias, dezenas de pessoas morrem, mas já virou lugar-comum, não chama mais atenção. o lance é que acidentes aéreos são mais raros e mais catastróficos, daí comovem mais. isso não é uma crítica, só um comentário sobre a real... ameaças pairam sobre os que comandam, e acho bem feito, porque só assim, correndo riscos internacionais, o brasil funciona. lula não diz nada, zuanazzi tb não. só lamentam. porra! eu tb lamentam, mas e aí? quem manda, tem que resolver. simples assim, bando de frouxos.
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e eis que morre toninho malvadeza, vulgo acm, e livra a bahia do monopólio maligno da família magalhães. ou quase. porque restam netos, a praga que se alastrou...
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casa limpa, incenso de melancia, e caramba! perdi de novo um dos meus filmes favoritos, 200 cigarros. a participação mais que especial do meu querido elvis costello é muito simpática. já vi e revi o filme diversas vezes, mas das duas últimas, só consigo pegar no final.
ontem foi dia de acordar cedo, e é sempre difícil acordar cedo aos sábados. mas era um curso, e sim, cursos valem a pena. passeios também. o fato é, havendo necessidade, acordo cedo qualquer dia. rs.
preciso voltar para o inglês, fazer uma das pós que pretendo, preciso voltar a estudar. passei anos conciliando trampo com estudos, e agora, mesmo cansada "só" trabalhando, quero mais. mas definitivamente, esses cursinhos de algumas horas não acrescentam nada. pensei em fazer alguns da estácio, mas tava sem grana, acabei deixando pra lá. talvez até passem alguma noção e tals, um dia experimento. mas essa aula única não foi nada proveitosa. talvez pelas amigas presentes, pela conversa e pelo passeio em seguida, mas a aula mesmo foi bem fraquinha. enxurrada de gerundios, e ninguém entendia como um jornalista pode usar tantos gerundios sem se tocar que isso é agressivo, meu deus! acho que nem os operadores de telemarketing fazem tanto uso desse recurso medonho quanto à pessoa da aula. enfim. o assunto também não trouxe novidade alguma, mas valeu pelos papos com os outros alunos e com a própria professora, que foi gentil. adoro conversar, conhecer pessoas e trocar idéias, e por isso, valeu.
passeio, passeio, almoço com irmão, muito papo. foi tão bom! a volta no shopping já fechado fuxicando por dentro das vitrines das lojas e brechós as luminárias e móveis também foi feliz. ele não ia ali há anos, e caramba, mora naquele lugar! pediu para repertirmos aquele dia, e adorei isso. assim será.
foi bom também rever as meninas, saltitantes e gritantes, do ex trampo, felizes ao verem a 'gótica que mora no cemitério' (palavraas do guto - saí cedo de casa e estava frio. lá pelas tantas esquentou, e as meninas voltavam da praia).
overdose de mãe ao telefone (adoro!), encontro com conhecida que por acaso é vizinha, e muito papo. apaguei na cama as dez da noite, isso pq era um sábado. de fato não tenho mais muito saco para as baladas, mas um dia feliz e bem vivido vale mais que qualquer noitada.
segunda-feira, julho 16, 2007
hoje resolvi ativar o tal 'oi paggo'. já no começo da conversa, o atendente fez alguma piadinha simpática, mas nem me pareceu forçado ou babaca, pelo contrário, gostei. atendentes de telemarketing e seus clichezisticos gerundismos irritam profundamente. "vamos estar atendendo, recebendo, pagando, ligando, falando, fazendo...", vamos estar todos enfiando os gerundios em seus respectivos cus! e eis que esse falava de salvador, bahia, com aquele sotaque que me é tão familiar - e que adoro. disse que queria fazer comunicação, coitado, e eu comentei como o mercado vai mal, como há desemprego e como pagam mal. expliquei que a realidade é bem distante da dos apresentadores de telejornais globais, bem pagos, mas que representam 0,000000000001% dos profissionais. ele disse que vai pensar 3x antes de escolher essa carreira para cursar. sugeri algo mais estável, fazer direito e depois prestar concurso para promotor. ah, quem me dera tivesse feito isso... mas estudar algo que não se gosta vira uma tortura, martírio, e eu fiz o que mais gosto, e trabalho com prazer, amém. com mais fotografia nos meus dias (e mais grana tb) seria perfeito, mas ok, tá tudo tão bonito que eu só posso agradecer e curtir.
meus dias de ilha têm sido felizes, frio, sopinha, filminho, carinho, carinho, carinho, boa música, amigos. nosso recanto é bem aconchegante, e parece que sempre foi assim. mamã diz a mesma coisa, e é bom demais tudo estar tão ajeitado, naturalmente confortável. acordar cedo para trabalhar dá preguiça, mas o trajeto é tão lindo que nem parece que desde sempre moro nessa cidade.
semana passada recebi o telefonema intimidador da amiga querida de faculdade. muitas coisas para contar e apenas uma hora para tanto - correria, e promessa de um almoço como retribuição - "só assim a gente se vê". sinto falta das minhas pessoas...
shopping, pizza, amigas, odisseia, amigas, fondue, amiga, outra amiga, churrasco, amiga, festa junina. tantas pessoas em tão poucos dias me levam a agradecer. casar é bom, mas sou aquariana, nem de longe vivo só disso. amor é amor, e amigos fazem parte desse sentimento. adoro.
acordar mais tarde, reunião até tarde. almoço com a amiga (a mesma do papo no kfc hoje). aliás, o sanduiche de frango empanado 2x do kfc é algo. e sair na chuva para passear pelo centro e fechar a noite na superpopular magal também.
sábado, julho 07, 2007
mas voltando aos pirralhos... o papo descambou pra uma verdade, o que me lembrou figurinhas conhecidas; um alguém, conhecido deles (os 'góticos' da ddk), que era playboyzinho, ou qualquer coisa assim, e um belo dia, pá, era fã de belle and sebastian (o exemplo não poderia ser melhor!) e descobriu 'laranja mecânica', título que virou nick do msn. total fake, total poser, e é hilário, me faz rir muito. mais do mesmo, pessoa que até menos de dois anos nem sabia o que era b&s, grandaddy e até bjork, quem diria, hoje se diz fã e conhecedora. pessoa morena e de cabelo "tenho um pezinho lá", de repente se acha 'branquela' de cabelo lisin, que nem a tal amiga loser-creeper. gentem, personagens são engraçados na novela, na vida real são assustadores. como pode? na vida real não acho bonito não, essas pessoas do mal são capazes de tudo. até de se fingirem do bem (e acreditarem nisso, tamanha interpretação!)e conseguem enganar alguns ingênuos.
fã da pitty, assuma sua idolatria e siga tua ídola, 'seja vc', chega de mentiras e hipocrisia.
sexta-feira, julho 06, 2007
quinta-feira, julho 05, 2007
(santos e orixás, além do Amor (com “a” maiúsculo) nos protegem da gente feia, rastejante e má que só sabe fuxicar)
Tava pensando so¬bre o assunto, coisa que não tive tempo até então. Entre uma viagem e outra do 2016 ou no ônibus do metrô, lembrei do Natal, do Reveillon, voltei mais no tempo, lembrei de como doeu, e como aprendi a esquecer, não pensar, me fazer virar a página. Viramos amigos, nos afastamos, brigamos, depois mantivemos uma relação meramente cordial. Melhor assim. Não foi como daquela vez, há muitos anos, em que precisei auto afirmar-me depois de tanta dor. É diferente. O tempo, a maturidade, as personagens. O fato é que cuidei de mim, aprendi a viver sem, a ficar feliz comigo mesma, a me preocupar com o término da faculdade, o trabalho, os amigos, voltei a sair bastante, mas igualmente mais comedida que no passado. O tempo ensina, pra quem quer aprender, sabe? Tem gente que só reclama, só acusa, só aponta dedos, ao invés de se olhar no espelho e perceber que tudo o que joga no outro são os mesmos erros que comete.
Enfim, tive casinhos, namoricos, alegria, distração. Eu passei a ser o foco, a coisa mais importante pra mim. Como deve ser, sempre. E é. O sentimento sempre aqui, mas eu não queria mais. Tudo havia mudado aqui dentro e a minha volta.
E eis que de repente, uma intuição. Aliás, várias delas. Corri pra fazer e entregar a monografia. Há uma semana do término do prazo, fui falar com o orientador (me apresentar, que vergonha!), e bingo, dei sorte: ele aceitou que eu entregasse o texto, sabe deus como, na quinta-feira seguinte.
Agora, jornalista formada, fotógrafa por paixão e por vocação (sempre li muito e sempre escrevi tudo que dava na telha, e desde cedo era fã de jornalistas - ‘maria-caneta’, disse certa vez um amigo, agora conhecido colunista de jornal. Aliás, amigos jornalistas sempre foram uma rotina. Não tem como fugir disso... Ainda bem. O destino, sempre ele.
A fotografia é a maior paixão desde sempre. Lembro de sempre amar ver fotos, qualquer uma, em qualquer lugar, de qualquer tipo. Seja de álbum pessoal, seja campanhas ou exposições, a fotografia sempre tomou todas as atenções. Li bastante sobre o assunto mesmo antes da faculdade. Lá, busquei e consegui o estágio no laboratório, revelando, ampliando, fotografando eventos e monitorando alunos. A maioria não tava nem aí, mas alguns poucos gostavam tanto quanto eu, e matavam aula lá, trocando idéias. Nunca me senti totalmente segura com textos, apesar das amigas de longa data elogiarem muito, apesar de prêmio ganho até na ABL. Quando adolescente, era ghost writer de cartinhas de namorados de amigas, coisas do tipo. Mas ainda assim, uma certa vergonha, um certo receio. Um pouco de insegurança no peito.
Carreira complicada, mal remunerada e pouco valorizada, é difícil arrumar até mesmo freelas em fotografia, e carteira-assinada é coisa quase impossível. Portanto, tratei de trabalhar no curso pelo qual me formei, curso escolhido, aliás, em nome da fotografia, já que não existia nível superior até poucos anos.
Nego acha que basta uma câmera na mão com alguns muitos mega pixels para ser fotógrafo, mas não sabem que mega pixel e modo automático não fazem ninguém profissional. Acham também que qualquer um pode ser jornalista. Ok, até podem, mas poucos são bons, poucos SÃO simples e sinceramente, sem apenas querer ser. Fotografia é muito mais que equipamento e apertar botão, minha gente. É visão, sensibilidade, saber olhar. É intuição, emoção, coração, enquadramento. É luz, é foto, é saber quando e como desfocar. É um tiquinho de photoshop, em alguns casos, é buscar a foto perfeita sem retoques posteriores. E texto? Um bom texto é, antes de qualquer coisa, ler muito, usar o dicionário pra conferir significados, treino, e excelente português. O que eu vejo de gente formada errando vírgulas e usando palavras em lugar errado, se achando o intelectual que fala difícil... Vergonha alheia. Se não sabe usar o termo menos usual, por favor, use algo coloquial mesmo, mas não fale como não sabe. É feio, forçado, e fica nítido que é artificial, que tá tentando impressionar, que nem algumas pessoas humildes, caipiras, algumas vezes, tentando “falar difícil” pra impressionar. Licença poética a estes, mas aos demais, os metidos a letrados não, não mesmo. Tem que comer muito arroz com feijão.
E não sou tão segura quanto aos textos, mas ok, sou mais eu que muito lixo que vejo por aí, sem duvidas ou modéstias. Mas nas fotos... Mesmo não sendo bã bã bãn, adoro, me garanto, e sou mais eu. Então, sempre que posso, faço meus trabalhinhos por aí, e tenho, quase em mãos, uma maquininha bem bacana, que vai facilitar beeem a vida. A analógica fodona é xodó, e resisti um tanto às digitais, mas é fato, são essenciais, pela praticidade, economia e rapidez.
O trabalho vai bem, obrigada. O primeiro texto feito totalmente por mim, e encomendado diretamente foi muito elogiado e nada modificado. Orgulho, auto-estima satisfeita. Elogios também dos colegas, “a menina branquinha da comunicação é uma fofa” – “também acho’, isso vindo das pessoas mais simples, o que me deixa mais feliz. Gosto de pessoas, de tratar bem e cumprimentar todas elas, de chamar pelo nome, bater papo. Desde quando entro no banheiro e a moça está a limpar, até quando estou na fila do metrô e bato papo de igual pra igual com senhor intelectual, garotão playboy do ‘suburbo’, bacana letrado de escritório no centro, senhora aposentada e super atualizada. Adoro, consigo conversar bem com todos, a maior satisfação.
Estar com amigos, ouvir, ver, ajudar. Isso também faz tão feliz! Amigos são a melhor coisa da vida. A mãe também, melhor amiga, bom ouvir a voz, conversar, ver, trocar idéias. Vida perfeitinha, tudo encaminhado, tudo lindo. Segurança, estabilidade, certezas. Amor, amizade, união. A inveja de tudo o que temos e queriam ter, mas que não nos atinge, porque o mal bate e volta. Mas não desejo o mal não, acho bem feio quem quer tudo pra si, as bandinhas, musiquinhas, os caras, os amigos. O que é teu, não precisa ser só teu. Sou ciumenta sim, mas só com os amigos, mas não quero tudo pra mim não. Quero que seja pro mundo, porque daí, usufruo também. Eu divido, compartilho, quero é que seja de todos, meus amigos, meu amor, meus livros, bandas e músicas. Haha. Lembrei. Isso é coisa de moreninha que se acha branquinha e que até anteontem nem tinha nada porque não sabia que existia. Daí num dia acordou, leu um tiquinho e se acha dona do mundo, dos autores, livros, bandas canções. Sempre mais do mesmo, a coisa do “wanna be”, até nisso, na cor, no cabelo. Haha, faz-me rir (uma coisa meio michael jackson, hahaha).
(... E lembrei dele. Talvez pelo sumiço, pela não-realização, por tanto sonhar, ansiar, desejar e esperar. Talvez por causa das expectativas, mas o fato é que às vezes penso como está, como teria sido, e no que pode ter havido. Será que ainda lembra, que pensa, sente um pouquinho de falta assim como eu? Mas é uma falta diferente, porque tudo foi dirferente. É um carinho sincero, amigo, de querer bem, sabe? Creio que sim, Charlie é um cara muito sensível, e sempre gostou tanto da garotinha ruiva! A diferença do desenho é que, nesse caso, era recíproco. Mas tenho total consciência da utopia disso, e de como é uma projeção, porque não foi, apesar da vontade imensa. É só um sentimento de não saber como seria, como poderia ter sido. Só isso.)
O reencontro foi inesperado, totalmente surpresa. Eu não pensava, não desejava, nem mesmo queria, nem de longe. Sentia, mas estava bem comigo e com meu mundo. Ia pra SP, tudo certo, contagem regressiva e eis que... tudo desanda, as coisas por aqui se aceleram, a mensagem, a PUC, a conversa vital... Deus mostra os caminhos pra quem quer ver. Não busquei, só vivi e deixei as coisas acontecerem, e tudo tomou seu rumo, por si só. me sinto privilegiada e muito grata por, em tão pouco tempo ter tido mudanças tão lindas, benéficas e despretensiosas, por ser merecedora de uma revolução e uma guinada em tantos sentidos. Quero é fazer o bem, pra ser mais feliz, e ver o mundo idem. Feliz.
E agora, vida real, amém, maior amor. Amor de verdade, coisa que poucos sabem o que é, mas quem conhece sabe, e quem nos conhece sabe. Tem gente que fala, fala, sem conhecer. Não basta ter todas as coires pra se ter luz, criança. É preciso mais, e isso é o amor, coisa que talvez um dia venhas a conhecer, um pouco de humildade, muita verdade (chega de interpretar um papel, chega de fingir, de mentir, de distorcer a realidade!) e bastante sinceridade e franqueza. É possível mentir e enganar o mundo, mas nunca a si mesmo, ao espelho. E a Deus, aquele que muitos desconsideram, mas eu creio de coração. Religião não é um tópico no orkut, é muito mais...
Ah, e o amor. Quem não conhece e tá de fora, só fala e se incomoda por invejinha, recalque, por querer estar no mesmo lugar. Por ter sido rejeitado, mal amado, por um, por dois, por vários, por não conseguir concluir uma faculdade, por preguiça ou incapacidade, por não conseguir um trampo decente por total incopetência, por ter meia dúzia de amigos próximos e mesmo assim só porque são losers, depressivos, creepers. Lastimável. Aquela coisa, nada contra pretos, brancos e amarelos, mas até nisso querer ser ‘cool’? o que é cool? Ser branquinho, de cabelo liso? E taca hennê, pra parecer melhor-amiga-creeper. Mais decadência. Delicia é ser o que é, da cor que for, do jeito que se é, minha gente.
Seres humanos são falhos, eu, você, todos nós. Quem aponta o dedo e critica é porque não sabe/não quer reconhecer as próprias falhas, e mais, porque não consegue perceber que, depois de tanto tempo, erros e acontecimentos, a união só vem por amor, só o amor mantém de pé duas pessoas depois de tanto tempo e de tantos acontecimentos, um dia você vai entender isso, mas lembra, tem que comer muito arroz com feijão, buscar o bem, buscar o amor. Por amor, nada além disso. Com o tempo, a gente aprende a separar o joio do trigo, a perceber o que quer e o que não quer, o que sente e o que não sente. E a vida ensina e mostra o que realmente vale a pena. Sofrimento tem sim, faz parte. Vai dizer que você, a outra lá, aquele ali, todo mundo e qualquer um não sofrem nem nunca sofreram? Confusão? Também. Mas depois de tantos tombos e erros, uma mão que levanta o outro, e juntos, de mãos dadas, caminham, sempre em frente, para construir uma vida, um futuro, um presente melhor e maior que tudo e todos, maior que nós mesmos. Nada nem ninguém, nem olho grande nem a vontade nítida de estar no nosso lugar nos atingem, só nos fortalece.
O bom é que meus amigos não fazem intrigas, nem fofocas, nem nada por trás ou anônimo. Todos querem o bem do mundo, pedem pra esquecer, ignorar, fazer e buscar o bem e deixar pra lá. Ninguém se vinga, é egoísta muito menos mal. As melhores pessoas, e a gente atrai aquilo que merece. Sem xingamentos, ofensas e sentimentos pequenos. Graças a Deus, e eu agradeço, porque eles me ajudam, acrescentam e ensinam pacas. Espero que nego aprenda, e tenho fé que cedo ou tarde isso aconteça.
nada a ver, mas estive pensando... tem o 'bom ar', e ele comprou um genérico chamado 'secar', tudo com a mesma terminação de infinitivo. pensei então num nome bem sugestivo e com um trocadilho infame: 'cag-ar'.
haha, só queria compartilhar minha idéia genial com vcs. acho que daria uma grande publicitária (hã hã...)
(...)
quarta-feira, julho 04, 2007
sono e preguiça me lembram como eu acho curioso o povo que acorda cedo pra caminhar, fazer tai chi e sei lá mais o que na praia, com frio ou solão. eu nunca fui chega a praia, só mesmo pra caminhar, de vez em nunca, principalmente quando tá frio, nublado e o mar com ressaca. fora isso, acho lindo um dia de sol, mas não me apetece nem de longe botar meu biquinão 50' e deitar na areia pra torrar e ficar da cor do cabelo. to fora. tem gente morena por aí dizendo que é branquela, mas o fato é que tá na cara, né? eu tinha tudo pra ser morena que nem o guto e mamãe, sangue baiano, mas puxei papai e sempre fui branca, branca. ainda tinha olho clarinho e cabelo idem, o que mudou com o passar dos anos... eu acho tudo bom do jeito que é, quem nem esse povo querendo colocar silicone no peito, e eu adoro poder usar qualquer roupa sem ficar vulgar, porque sou a única da casa quase 'despeitada'.
mas então. e hoje tinha o cara correndo de lado, e eu fiquei pensando no que leva alguém a acordar cedo e ir pra praia pagar mico. vida saudável? é, pois é, queria ser rata de academia, mas a vida sendentária já me cansa o suficiente. que horas vou malhar, as quatro e meia ou as dez da noite? e a grana? tem uns trocentos cursos que eu quero fazer, mil coisas pra comprar... no way.
vim no ônibus ouvindo suede, me lembrei dos bons tempos de bunker, das pessoas e coisas, de como tudo era diferente e autêntico, sincero. saudades das madrugadas em que chegávamos lá e entrávamos de graça, e era divertido, boa música, pessoas bacanas, conhecidos. as coisas deviam acabar antes da total decadência, lugares, coisas, pessoas... tudo na vida devia ter essa noção. mas não, o lugar precisou perder os bons djs, as boas festas, os frequentadores 'old school' (pra dar lugar pra creche-metal-emo-indie (ou qq coisa do gênero). triste. mas enfim... com o empório rolou mais ou menos a mesma coisa. a diferença é que, além dos emos-indie-posers, rola tb quengas atrás de gringos. a música é razoável, meio cliché, mas tranquilo pra um fim de noite de domingo, algo despretensioso e sem maiores expectativas.
esse papo de música me leva a pensar e tentar entender porque pessoas fazem tantas intrigas, fofocas, têm tanta inveja do próximo e se dizem do bem, e acusam nêgo por aí exatamente dos defeitos que comete. pq, meu deus? pq criar um personagem, se fazer de vítima, querer parecer cool? não guentogente que força a barra, e tá no caminho certo pra isso, o da interpretação. caramba! até ontem nem sabia o que era beulah, nem bjork, nem grandaddy, muiro menos B&S. e ok, todo dia tem gente descobrindo até legião urbana, ainda mais indie-pop. mas achar que é quem mais conhece, que só vc conhece, que se é o rei da cocada preta, e pior, uma pessoa bacana? não entra na minha cabeça tamanha falta de noção, vergonha na cara e consciência de realidade. pensei no que é 'bem' e 'mal', o que leva algo ou alguém a se enquandar em um ou outro grupo, se existe alguém num extremo ou noutro, se a linha é tênue, confusa, se é possível ser total puro - bem ou mal. creio que nêgo não tem idéia das merdas que faz, fala, pensa e sente, e crê - do fundo do coração (e se tem coração?) que tá no caminho certo, fazendo as coisas certas. e daí tolero, mas tenho medo. pq eu deito a cabeça no travesseiro e sempre penso aonde erro, tento consertar, me envergonho das falhas - e todos temos falhas. mas quem assume, mesmo que só pra si mesmo? haha. será? duvido. nêgo se acha, e daí não sobra tempo nem espaço pra nada além de ego super inflado, e críticas e dedos apontados. mas esquecem que quando se aponta um, quatro apontam pra vc. e esquecem do umbigo, de dar uma olhada pra ele, e notar o quanto precisa crescer e ser. não basta querer.
sábado, junho 30, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
:)
- x -
tenhop pensado tanto tanto que se eu tivesse um notebook 24h conectado, postaria freneticamente. aliás, bastaria deixar a preguiça de lado e anotar, coisa que raramente faço. estou sempre com as idéias girando, daí esqueço, lembro, penso, mudo...
hoje foi a despedida, e foi esquisito. mas depois eu falo disso. só sei que tomei dois drinks, e já tinha tomado duas taças... besteiras, besteiras "ela não precisa beber para isso, mas bebeu, imagine...". crepes, quatro quijos (com champignon) e nutella (com morango). pessoas simpáticas, milli vanilli cantando reggae na tv;
sono.
sono.
son..........
zzzzzzzzzzzzz
quinta-feira, junho 21, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
segunda-feira, junho 18, 2007
mas esse papo todo é só porque naquela época eu ia a todos os shows. foram dezenas, e essa turminha fã de hoje nem sonhava acompanhar, não era hype, a tietagem era mais sincera, não rolava mainstream ainda. mas depois veio o terceiro álbum, e o quarto, e estourou, e todo mundo virou fã alucinado, bem aquela coisa 'legião urbana nos anos 80' e tá, não é porque cresceu, mas ficou tudo tão igual, tão 'mais do mesmo', tão, tão... sei lá, chato... que eu cansei. e não fui mais a shows, e nem consegui mais ouvir. é triste, me dá vontade de tentar ouvir, e de tentar gostar... mas não é assim que a banda toca, né? não mesmo. aliás, a banda nem toca mais... e li no jornal, matéria de capa, projetos. um foi pra vaga da emissora de tv a cabo, vaga que era pra ser da minha amiga, vejam só. o outro com a sandy, afe, e o outro, sei lá, nem lembro. mas num dado momento o repórter dizia que um dos motivos do 'tempo' dado pela banda às atividades se devia ao camelo ser mais ligado ao samba, coisa de sangue, avô sambista - coisa que eu já sabia há tempos - e o amarante curtir mais rock. ok. curioso é que, uma semana exata após o último show, lá está ele, rodrigo 'rocker' amarante no democráticos, templo dos neo-hippies sambistas. então tá.
terça-feira, junho 05, 2007
sábado, junho 02, 2007
suquinho de limão puro é bom demais tb, adoro azedo :)
quinta-feira, maio 31, 2007
que mais? ah, esse papo todo começou porque vi um predinho fodinha, três andares, delfim moreira, praia do leblon. todo pichado, arrombado, grade arrancada, cercado, meio que lacrado. e pessoas lá dentro, com luz e tudo, varal dentro de casa. quem paga por aquilo ali? alguém, alguém que tenha um nome, contas no seu nome, imóvel no seu nome. alguém usa di grátis, alguém mora naquele pedaço tão caro da cidade de graça, sendo um anônimo, pra outro alguém pagar. não tô cogitando se tá certo ou errado, nem falando de injustiças sociais, só citando um fato e comendando outro, só isso.
então, tu tem um nome, tu tem uma vida, contas, dívidas, amigos, família, coisas direcionadas a ti. o outro lá, zé das couves, não tem nome, usa o teu num documento roubado, num prédio invadido. é, nome é tudo. e nome é nada.
segunda-feira, maio 28, 2007
segunda-feira, maio 21, 2007
sábado, maio 19, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
sexta-feira, maio 11, 2007
sem conclusões sobre nada, sono, cansaço. era só pra falar mesmo, jogar as palavras e idéias.
sexta-feira, maio 04, 2007
terça-feira, maio 01, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
terça-feira, abril 17, 2007
Certos pensamentos que tomaram conta de sua mente precisam ser desintegrados, e isso não ocorrerá por você bloqueá-los ou temê-los, mas por matá-los com a indiferença. Evite alimentar esses pensamentos que você não quer mais pensar.
(só entro aqui agora pra postar horóscopo e carta do dia, rs. mas é melhor assim, por enquanto ;)
quarta-feira, abril 11, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
quarta-feira, abril 04, 2007
jantar no guapo com a menina mais querida, depois sentar nos bancos de praça do leblon e ficar reparando nas pessoas também não tem preço. o cara que passa desodorante dentro do banco do brasil, tira a camisa, abre a calça e se arruma, é impagável. o outro todo social, com pastinha e tudo, de skate falando ao celular também não tem preço. pra fechar, o recurso manuscrito-mongol do msn. ah, eu amo minhas pessoas.
quinta-feira, março 29, 2007
almoço japa no lugar mais japa = 15,5 reais
passear e resolver a vida num canto que vc adora e tem amigos = não tem preço
mas subir passarela, correr passarela, descer passarela, acha guichê, implora, ufa! -consegue, corre pro embarque = realmente não tem preço (e ainda economiza 30 reais! :)
Invista direito!
O 2 de Ouros emerge do Tarot como arcano conselheiro para este seu momento de vida, Juliana. A idéia aqui é clara: faça coisas diferentes, permita-se à mudança, compreenda a fase atual como interessante para toda e qualquer reciclagem. Aprimorar a si mesmo significa pôr-se em movimento e até mesmo gastar algum dinheiro com cursos, viagens ou coisas necessárias à dinamização da própria vida. Encare a si como seu próprio e mais importante investimento, Juliana. Procure administrar bem seu dinheiro, canalizando-o para algum investimento sólido e positivo, pois os resultados e retornos são favoráveis. É a partir de um melhor equilíbrio financeiro que todo o resto da sua vida se harmonizará mais, até mesmo áreas mais abstratas como a espiritual e a afetiva.
Conselho: Investir em si é um investimento seguro.
(é impressinante como ele sempre responde a tua pergunta. sempre.)
domingo, março 25, 2007
e não é que ficou bom?
agora além de boa cozinheira, boa doceira, boa assessora, fotógrafa e jornalista, e boa pintora de cabelos... eis que surge a boa cortadora de cabelos! também sei passar, costurar e limpar a casa. muy prendada, um luxo!
hahahahae tem fio de cabelo vermelho no banheiro, nas costas, no box... acho que até no útero. afe.
sábado, março 17, 2007
em casa, sem saber o que fazer, pilhas de livros por ler, insistência para ir a matriz... paradiso é sempre legal, mesmo quando nem tá tão legal. a melhor festa. alguns posers, ok, mas nada mais poser que os pseudo mega-indie-losers de segunda. não tenho saco, só com muita inspiração... acho que não tenho mais idade. e mesmo antes, lá nos primórdios, já me dava no saco. agora me cansa ver a pirralhada que acha que sabe tudo e finge que nasceu assim, 'muderno'. wanna be é beeem cansativo. e eu só quero minha casa, minha cama, meus livros, minhas músicas. e meus amigos.
bons papos no tel, cel, orkut, msn, pessoalmente. boas pessoas me cercam, amém, alah. acordei bem, dia feliz, sem motivos especiais. mamãe no tel, papinho amigo, adoro! intuições. yeah.
matriz ou não matriz? oh dúvida cruel.
"I'm walking all by myself
I'm talking to myself
About you
I was singing this song about you
I was thinking about singin this song for you
The more I think about it
The more I know it’s true
The more I think about it
The more I know it’s you"
me senti assim, uns dias, umas horas, alguns momentos. mas bah, não, não mesmo. eu não me acho, mas no fundo (nem tão fundo) sei que sou. a gente não vive pra ser mais ou menos, todo mundo quer e buscar ser o melhor com amigos, parentes, trabalho, ambientes, lugares, com pessoas. o existir não pode ser meio termo, meia boca. eu sei, as vezes a gente nem faz muito por onde, mas deveria. e eu, que me fiz em cima do que aprendi com mamãe, papai, e com todas as 'minhas' pessoas não posso, a essa altura do campeonato, me achar pouca merda não... eu sou muita merda! ou tento ser pelo menos, num esforço eterno...
e ontem tava conversando com pessoas, anteontem também. comentei com mom no taxi, esses dias têm sido de pessoas muito grandes e fodas, gente nova mas inteligente, com boas idéias, boas cabeças, uma forma linda de encarar a vida, sem jogos, sem maiores delongas. é bom ver que existe gente que ama, que quer e que sente e é linear, que vai e faz, vai e vive. quinta falamos tanto disso, ontem também, em meio ao longo papo sobre jornalismo. a amiga novinha da fabinha é surpreendente, e isso me deixa feliz.
fabinha ligou também, mas o papo foi breve. sinto ciúmes de mal saber dela, sinto ciúmes de amigos e de quem eu amo. blé.
preocupação com a amiga que ligou na madruga, mas um orgulho de ter sido lembrada, também pelo número fácil de puta, mas como alguém que se pode incomodar a qualquer hora. gosto de ser útil, e fiz o que pude pra resolver tudo. e foi resolvido, graças. aproveitei e fui comprar o estadão, cara de sono, mas paquerinha na praa. engraçado que ontem também, no metrô. acho que estou numa fase 'açucar', bofes cercando, e isso é ótimo, porque dessa vez, depois de tudo, não quero o tempo, ficar só, quero é mais, algo maior, e eu sinto que tudo vai dar certo. acordei com a melhor sensação. eu sou grande, e ele era pequeno demais. aliás, todos eles. essas coisas nem ficam nos meus dias, ainda bem, vem e vão da mesma forma. acho que não conseguem levantar a cabeça e olhar pra cima, olho no olho, subir uns degraus e crescer junto. o medo consome as pessoas e não as permite viver de fato, existem de uma forma mesquinha. afe. eu posso mais.
daí que tem a chuvinha lá fora, a sensação aqui dentro, o sono, sozinha em casa, filminhos... e eu vou viver meus dias, pensar, ler, ser. azar o seu, azar o dele, passei direto.
o amigo mandou email dizendo que volta dia 6 de maio, pra eu deixar de ser exagerada e dramática. cumassim? herdei de pai e mãe, como a falta de noção, e essas coisas se é, não dá pra deixar de ser. o lance de ser emo ok, aprendi, tô fora. virei rapidinho a página, viu só que orgulho? mas o drama não, o drama sou eu, drama queen, exageeeeeeeero. uma música do roberto carlos nos anos 60, essa sou eu.
quinta-feira, março 15, 2007
"Something may remind us of an unpleasant past experience, as angry Mars meets up with Chiron, the Wounded Healer. We can either fall into the role of a victim or we can confront the pain, turning resentment or fear into compassion. Meanwhile, the intelligent Aquarius Moon conjoins both Mars and Chiron, adding a sense of emotional urgency to the current situation. Forgiving others and ourselves can help us finally let go of the past.
You might be so impatient today that you are unwilling to wait for someone to catch up to you. Your annoyance may even reach critical mass, causing you to lose your temper. If this happens, remember that the real issue could be your own unexpressed feelings about a totally different topic. Look for the true origin of your irritation and deal with that, instead of taking it out on the wrong person."
a perna continua ruim, médico de novo amanhã, depois, niver da marida. hoje, amigos, amigos, amigos. ah. quando vc nem pensa, coisas acontecem e pessoas vêm.
só não sei esperar. sempre prefiro esquecer (e consigo!) pq esperar é o fim. talvez seja isso que eu preciso aprender, a esperar. daí deus me obriga a sentir, sentir. mas sentir vivendo, não sentir na cama, sofrendo. difícil. mas creio que possível, né?
"Maybe the sun will shine today
The clouds will blow away
Maybe I won't feel so afraid
I will try to understand either way
Maybe you still love me maybe you don't
Either you will or you won't
Maybe you just need some time alone
I will try to understand
Everything has its plan
Either way I'm going to stay right for you
Maybe the sun will shine today
The clouds will roll away
Maybe I won't be so afraid
I will understand
Everything has its plan either way"
(either way, do wilco novo, a ser lançado em maio. lindo, lindo, viciante - sky blue sky :)
(e ainda estou confusa só que agora é diferente)
-x-
dia de estresses mil no trabalho. fui ao mercado com mamãe, pensei, e claro, escrevi. ok, não vou mandar, talvez não, mas pelo menos cuspi essa raiva toda pra fora. 'maybe all i need is a shot in the arm', mas talvez um dia eu aprenda. ou não. talvez um dia só alguém mereça e seja simples assim.
domingo, março 11, 2007
pensar demais enlouquece. e ok, pensei, mas tb li um pouco (tenho uma pilha de livros para ler encostada ao lado da cama há meses!), ouvi o novo álbum do wilco, a ser lançado em maio, o do air, um pouco de elliot smith, angelo badalamenti (o da trilha de mulholland drive), e só não vi dvds pq preciso comprar bateria pro controle.
chorei, tomei bolo de amiga fofa que mandou torpedo querido, tive conversa cabeça com outra amiga... fui ignorada e tomei resoluções... homem tb sofre, né? eu é que não vou fazer esse papel.
e descobri um blog com coisas lindas da minha banda querida, pra baixar. não peguei nada ainda, mas tenho tantos shows aqui.. fiquei mesmo então no mais recente e no primeiro, A.M. que tem um sotaque que eu adoro (eu adoro sotaques!). conversei sobre golden smog, son volt, uncle tupelo, jayhawks e as formações de cada, um papo indie adorável.
pensamentos perdidos, eu sei. é que tô com sono, e já não gosto mesmo de ser direta...
bom seria dormir com a cachaça de ontem. ah, noite agradável foi ontem... apesar de. pena que cachaça dá uma sede fenomenal, all night long. fazia um mês que não bebia, prometi... mas... contei, envergonhada. tudo mudou, né? tudo mudou.
(preciso aprender a lidar com mudanças)
sexta-feira, março 09, 2007
Yo estaba bien por un tiempo,
volviendo a sonreír.
Luego anoche te vi
tu mano me tocó
y el saludo de tu voz.
Y hablé muy bien de tu
sin saber que he estado
llorando por tu amor (x3).
Luego de tu adiós sentí todo mi dolor.
Sola y llorando,
llorando (x3).
No es fácil de entender
que al verte otra vez
Yo seguiré llorando
Yo que pensé que te olvidé
pero es verdad es la verdad
que te quiero aún más,
mucho más que ayer.
Dime tú qué puedo hacer
no me quieres ya
y siempre estaré
llorando por tu amor (x2).
Tu amor se llevó
todo mi corazon
y quedo llorando
llorando (x5)
por tu amor.
(mas me sinto melhor. pode? pode.)
;)
Razão e sensibilidade a serviço do triunfo
O Rei de Copas como arcano na posição superior recomenda neste momento que você entre em contato com aquela parte de sua alma que é sábia e sensível. Por intermédio da meditação, você saberá o momento certo para agir e obter os resultados que deseja em sua vida. Procure ouvir as pessoas mais velhas e experientes, Juliana. Em nossa cultura que valoriza tanto a juventude, muitas vezes deixamos passar a sabedoria daqueles que viveram mais tempo do que nós. Ao mesmo tempo, procure ouvir os problemas dos outros; você perceberá como tem gente cujo sofrimento é imensamente mais intenso do que o seu! Neste momento, o mais importante é ver o lado do outro, abdicando da perspectiva egoística. Quanto mais você se ligar nas questões alheias, mais benefícios obterá.
Conselho: Auxilie os outros em seus sofrimentos.
ele tem acertado diariamente, bizarramente, há dias e dias. nunca foi tão batata. afe-ão, como diz carol.
terça-feira, março 06, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
tá, eu sei, sou facinha.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007

.praia com as bibas, divertidíssimo, dia feliz. farme, água de côco, caipirinha de maracujá, sol, barraca, sono, chuveirinho pq o mar tava forte. amiga, falei merda. afe. daí todos reapareceram, todos eles, e foférrimos, altas declarações. aliás, só um continua sumido, e eu nem esquento, já sei o que será, como será... e na boa, não sei o que quero, se quero, se sinto. ando tão "eu" que quer saber? sou mais eu mesmo, azar o teu.
.corte de cabelo, suco de manga, bate papo com a porta aberta por causa do calor, fotos, confidências. nhá.
detesto esse calor.
e o hematoma tá preto e ainda inchado, o que é pior. não peguem caronas com meros conhecidos, ainda mais se tiverem bebido. aprendam, crianças.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
ele se preocupou, disse que é 'uma das pessoas que mais ama', e eu só queria ser também. umas das, sabe? queria tanto cuidado e carinho e preocupação! porque essa coisa de precisar tanto de afagos? afagos sinceros, porque de mentira não me servem. não posso ser mais legal do que sou, e eu sou, não quero ser. sou. o que fazer? não há. só quero abraços, beijos e mordidas sinceros, lambidas dadas de coração. chega dessa coisa volúvel que sempre acaba na quarta-feira de cinzas e que nesse ano, literalmente, nem começar começou.
e ele disse de novo. nem ouvi, mas depois me contou. me apresentou como "sua igual". eu faço aquela cara quando estou pensando, longe, longe. a boca de lado, tortinha, a mesma desde criança. a pensar. ele gosta, diz que faz igual e a amiga comenta, "a boca da juliana". ele disse que sempre fez, mas agora virou marca minha. "somos iguais", ele diz, e eu sei, também acho. talvez menos que ele, mas reconheço os gostos, afinidades, atos, sentimentos, a preocupação com o outro, essa coisa toda, pensar, sentir, fazer. iguais. nego as vezes comenta, fala mal, critica a ele, provavelmente a mim também, porque não sejamos ingênuos, todos falam mal de todos. mas eu gosto dele, mesmo enfiando a cabeça bêbado na caixa de som, me dando tapas e se dando tapas, dançando loucamente e feliz de me ver dançar loucamente a música que adoro. somos iguais, e ele reconhece. o que será que sente, será que sente minha falta, que lembra, pensa? imagino que sim, já vi nas entrelinhas, mais até do que eu imagino. leva um tempo pra dar o braço a torcer, eu bem sei. mas quero que seja amigo, amigo mesmo, com essa coisa de se preocupar, que nem com ela. sou a mais ciumenta, e a amizade grande já me satisfaria.
sinto falta dele. ah, sinto. todo dia peço a deus que arranque. mas é bonito, grande, sincero. amor. o maior e mais sincero do mundo todo.
"Você tenha ou não tenha medo/ Nego, nega, o carnaval chegou/ Mais cedo ou mais tarde acabo/ De cabo a rabo com essa transação de pavor/ Que deus abençoou
Deus e o diabo no rio de janeiro/ Cidade de são salvador/ Não se grile". viemos cantando, de algum ponto de ipanema até botafogo. a conversa parou no ponto da real grandeza, íamos para o bloco da matriz.
e carnaval acaba comigo, mas doeu menos do que eu espera. "Sofrer também é merecimento", e acho que não mereci. nada foi tão bonito nem tão certo por esses dias, só para os outros, mas ainda assim me deu esperanças. esperanças de tudo aquilo que eu não vi.
festas, acabaram as festas, todas elas, as do calendário. mais um ano pra passar, pra eu esquecer, pra eu me encontrar e te encontrar. pra ser feliz sem dores nem traumas.
...e conversamos, nada rolou, mas há uma intimidade, algum carinho embutido na casualidade.
ypioca com fanta laranja, confidências, lambidas no braço, na smirnoff ice que derramaram no meu braço. lembranças de monthy phyton e do que fizemos juntos vendo o filme, e na boa, não te amo, nem estou encantada. porque me dói? essa maldita carência, ah.
não és tu, bem sei, mas quem é? volta, charlie, volta. preciso do seu cafuné que nem nunca tive. "Quando a hora é da razão/ Alguém vai sambar comigo/ E o nome eu não digo, guardo tudo no coração".
mais smirnoff ice, dessa vez sou eu quem bebe. sono, preciso dormir mais, esse maldito calor não me deixa. ele não ligou, aquele também não, o outro muito menos, já era de se esperar. o carnaval não poderia ser feliz e menos volúvel do que o cliché do carnaval?
...
e eu tava certa, lou, era "piaba" o que o caetano cantava na canção. "Piaba, piaba
Gastar tanta energia pra nada/ Piaba, piaba/ Mas é comigo que o mergulho/ Um dia você vai dar". engraçado que antes da conversa do ônibus, essa letra já me perseguia. curioso. e é comigo que um dia um mergilho você vai dar. não gasto mais energia com nada, eu bem sei mesmo...
vou dormir. pensar demais enlouquece, sentir demais fura o peito.
sábado, fevereiro 17, 2007
Não grude, não aperte, não force, não pressione. Como um signo de Ar, Aquário precisa de muito espaço: deixe o aquariano respirar.
Regidos por Urano, o planeta da eletricidade e das tempestades, podem ser fascinantes e imprevisíveis - nunca se sabe onde o raio vai cair.
Como os ideais são sua prioridade, deduza em que posição ficam as emoções...
O que não quer dizer que sejam frios, sem sentimentos, não é isso. O que acontece é que os aquarianos não sabem muito bem como se movimentar no terreno emocional. O plano das idéias e dos conceitos é seu chão e o mundo dos anjos o seu habitat natural, ambientes em que paixão, possessividade, ciúmes, ira e outras coisas de humanos são só abstração. Na verdade têm dificuldade em contatar com suas próprias emoções, das quais, muitas vezes, não têm a menor noção.
Além de detestarem qualquer coisa que os prenda, sob sua aparência de racionalidade e calma, podem ser bastante estressados. E não vai ser você que vai querer levar choques de no mínimo 220 V...
Aquarianos, em geral, sofrem de altos e baixos de voltagem nervosa. [vc jura? ninguém nunca notou...]
Como sua cabeça vai longe e rápido, estão sujeitos a alterações bruscas de ritmo psiquíco. Ciclotímicos, eles passam abruptamente a uma rabugice infernal. Estas mudanças inexplicáveis de humor são normalmente seguidas de surtos de neurastenia, quando os aquarianos têm ímpetos de apontar um rifle para a janela do vizinho ou afogar na banheira o telefone que não pára de tocar.
-X-
Dizem que o aquariano, por ser regido por Urano, um planeta descoberto durante a Revolução Francesa, é o exemplo de cidadão do mundo, um porta-voz nato do lema "igualdade, liberdade, fraternidade". Isto pode ter sido em 1789, quando a democracia ainda era novidade. De fato, o aquariano sempre foi um cidadão do cosmos, muitos anos-luz adiante do seu tempo, ou, no mínimo, em dia com as causas mais vanguardistas de sua época - hoje, ele seria um veterano do Greenpeace, assim como na década de 60 deve ter sido o primeiro hippie da cidade.
O aquariano típico é aquele camarada que estava bolando certas reformas religiosas antes de Lutero nascer, cantava a Internacional quando Lênin ainda freqüentava o grupo escolar e já imaginava a teoria da relatividade quando Einstein usava fraldas. Pode não ter tido o gênio destes três, mas, seguramente, enxergava tão longe quanto eles. Na pele de herege, cientista ou reformista social, o aquariano é o grande inventor do zodíaco, um utopista incorrigível, o livre-pensador um tanto aéreo, que nunca desprega a cabeça das grandes e nebulosas causas da humanidade.
Naturalmente, eles ficam tão vidrados em suas causas abstratas que não enxergam um palmo adiante do nariz: o aquariano é também aquele que, por amor a humanidade, às vezes não hesita em sacrificar um ou dois homenzinhos de carne e osso. Em contrapartida, são os seres mais despreendidos e despreonceituosos do sistema solar. Você nunca verá um aquariano racista ou machista, a não ser que seja um gravemente neurótico.
Muito mais comum será encontrá-lo numa roda de amigos discutindo sua nova teoria para a solução dos problemas nacionais: terceirizar o governo, contratando consultorias internacionais para ocupar os ministérios: Impraticável? Protestantismo, comunismo e teoria da relatividade também pareciam, no início.
DOENÇAS:
Está sujeito a doeças nos calcanhares, nas pernas, nas extremidades e na circulação venosa. A baixa vitalidade, a anemia, os distúrbios circulatórios - principalmente nas pernas - podem aparecer no aquariano. O cansaço, sonolência, fácil excitabilidade mental e nervosa, esquecimento das necessidades físicas podem advir num estado fragilizado.
TERAPIAS:
Aquarianos, em geral, sofrem de altos e baixos de voltagem nervosa. Como sua cabeça vai longe e rápido, estão sujeitos a alterações bruscas de ritmo psiquíco. Ciclotímicos, eles passam abruptamente a uma rabugice infernal. Estas mudanças inexplicáveis de humor são normalmente seguidas de surtos de neurastenia, quando os aquarianos têm ímpetos de apontar um rifle para a janela do vizinho ou afogar na banheira o telefone que não pára de tocar.
Crises como estas são de fácil solução, e para isto basta recorrer ao arsenal psico-tecnológico high-tech: terapia por computador, biodança e alguns artigos importados como a dream-machine - as incríveis tiaras eletrônicas de ondas alfa que, uma vez presas à cabeça do aquariano, transmitem feixes relaxantes. São também muito úteis os recém-inventados óculos escuros plugados a um walkman com sons new-age, os quais, uma vez assentados sobre o nariz aquariano, emitirão ondas de harmonia e paz interior. Não adianta recomendar uma antiquada técnica de relaxamento zen se ela não vier acompanhada do kit eletrônico apropriado: a terapia para o homem do futuro tem que contar com o auxílio de engenhocas futuristas.
A psicanálise virtual pode ser uma boa pedida, também: o paciente aquariano simula no vídeo a realidade virtual de um consultório, um divã, e um psicanalista, e, depois de 50 minutos de silêncio contrito, desliga a aparelhagem, suspira fundo, e dá graças a Deus por tudo aquilo não ter passado de mera projeção de imagens.
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
terça-feira, fevereiro 13, 2007
O pato é puto
O pato é puto
O puto não penteia ninguém
O pato levou um pontapé na boca
O puto não penteia ninguém
Bis
Qualquer bola , seja bela
Bancos de memória, bancas de revistas
E o Roberto é calvo
E você está salvo
Um parque . Um cabelo
Um segundo eterno.
É pular no inferno.
É desprezar em beleza.
É cansar em tristeza.
bola bela
O pato é puto
O puto não penteia ninguém
Repita 109 vezes até derreter seu cérebro.
(gerador de textos do mundo perfeito, há)
estou sem ar, e preciso desligar o filme, abrir os olhos e mirar no sol que brilha, na nuvem branquinha do céu azul, pensar que existem tantas pessoas desconhecidas que ainda virei a conhecer, pessoas que me ensinarão, alegrarão, encantarão, e por vezes puxarão o tapete. mas o mundo é grande, criatura. o mundo é grande demais, e gira velozmente. a gente nem percebe, mas ele não pára. e se teima em remar contra a maré, perdendo tempo fazendo força com coisas que deveriam ir com o vento.
"não leve a vida tão a sério", ela diz. n'ão leve as pessoas e as coisas tão a sério. pra que, me diz? tudo passa, tudo acaba. tudo dói e tudo para de doer assim, basta a gente querer."
é?
me ensina?
eu sabia, esqueci, preciso reaprender.
(cansei)
ok, dramas a parte, problemas demais causam confusões. pensar enlouquece, e penso nisso o tempo todo. pensar em não pensar. aparentemente estou bem, e só com um olhar mais atento se percebe que há algo 'esquisito'.
amigos solicitantes, e eu mesma falando pouco de mim. amigos felizes, amigos com problemas, e ouvir é sempre melhor que falar, aprendi, hoje nem tenho mais tanta vontade de falar, só as vezes. e me preocupar com pessoas queridas me faz mudar o foco, me faz bem. ver a 'maria' feliz me faz bem.
e nessa de levar a vida, mesmo com um rombo enorme e um vazio sem fim aqui dentro, sorriso no rosto, olhar perdido além horizonte, algumas pessoas se encantam, não entendo bem. um, dois, três, quatro, cinco... uau. e ninguém me apetece. ou não, quase. eu não amo ninguém, não assim, e o que eles vêem em mim?
eu quero ver algo em alguém. quero coração que bate forte, esperar pelo telefone que vai tocar (e toca). quero gostar de um alguém que também goste. quero sorrir do nada, por nada, quero sentir que as coisas vão dar certo como eu sinto e sempre acerto com os amigos. eu quero também, sabe?
sei lá.
e hoje foi legal, a outra pulante, dar voltas no shopping, palavras carinhosas, bate papo, o detalhe bonito que a outra reparou... sempre vale a pena chegar em casa mais tarde, e isso acontece com frequência - ainda bem.
daí telefone, quibe de forno... e pensamentos. muitos deles.
ainda não sei, ligo, não ligo? não sei.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Independência
Deu nos jornais, nas rádios, nos sítios da Internet. No meio da tarde de segunda-feira da semana passada, Paulo Henrique C. Santos, de 25 anos, fechou as pistas dos dois sentidos da Ponte Rio-Niterói. Morador de Alcântara, ele estava numa van, obrigou o motorista a parar no vão central e, durante quase meia hora, sentou-se na mureta, ameaçando jogar-se lá de cima. Uma equipe de socorro da concessionária Ponte S.A. convenceu-o a sair dali, e ele foi encaminhado diretamente ao Hospital Psiquiátrico de Jurujuba. Até os jornais do dia seguinte, ninguém sabia o que havia motivado o ensaio de suicídio. Depois, Paulo Henrique foi esquecido em prol dessa infindável listagem de mortos, assassinados e suicidas bem-sucedidos a que chamamos vida.
Quando li pela primeira vez sobre esse episódio banal, numa curta nota no tempo (ir)real da internet, incomodou-me a naturalidade do encaminhamento ao hospício. Talvez ele devesse ser preso por atravancar o caminho de dezenas de milhares de pessoas já engarrafadas naquele trânsito infernal, talvez ele devesse ter que pagar uma multa à concessionária pelo trabalho que deu, tudo isso eu entenderia. No entanto, a mensagem subliminar - "quem pensa em se matar só pode ser maluco" - me parece
absolutamente incompreensível. E nós lá sabemos quais são, ou se soubéssemos teríamos como avaliar, as razões para o Paulo Henrique pensar em pôr fim à própria vida? Talvez ele nem pensasse nisso a sério, mas e daí? O mundo já não se esmera em nos dar motivos suficientes?
Vou ser franco. Não entendo como alguém que de fato nunca tenha pensado em se matar -apenas pensado, não é preciso ter comprado a corda ou contemplado o pátio lá embaixo - pode ter passado no exame psicotécnico do Detran. Saca aquele negócio de desenhar o chão debaixo da arvorezinha? Pois é. Senso de realidade. Quem nunca pensou em se matar que se atire da primeira pedra. Quando tinha 20 e poucos, entre um e outro drinque Chuva Ácida no Crepúsculo de Cubatão, planejava não chegar aos 30. Hoje, aos 30 e bastante, há dias em que fica difícil, muito difícil, contemplar os 40, e olhe que o Botafogo não está mal. Mas não tenho intenção de me apresentar ao Hospital Psiquiátrico de Jurujuba. Há, creio, algo de saudável em pensar de vez em quando no vão central.
Não sei se era isso que os Beatles tinham em mente ao cantar que "a felicidade é um revólver morno". Mas com certeza era a isso que se referia Nietzsche ao escrever: "A idéia de suicídio é uma grande fonte de conforto: com ela pode-se atravessar calmamente muitas noites ruins". Ou Cioran, em sua célebre e irônica declaração: "Sem a possibilidade do suicídio, eu teria me matado há muito tempo". Também era dessa independência, ou desapego, ou distanciamento crítico, e logo comprometimento consciente, em relação à vida de que falavam os existencialistas. Camus, por sinal, dedicou um lindíssimo livro, "O mito de Sísifo", ao suicídio, único "problema filosófico verdadeiramente sério". Depois de virar o assunto pelo avesso, o ex-goleiro amador tirava uma conclusão do fundo do gol: "É preciso imaginar Sísifo feliz". E, há, claro, Morrissey cantando e comemorando, num contexto distinto, apaixonado, que "há uma luz que nunca se apaga".
Cogitar tirar a própria vida, portanto, é um exercício de responsabilidade, consigo e com os circunstantes. É, ao mesmo tempo, um ensaio de liberdade frente a uma suposta providência divina (não é por outra razão que as principais religiões condenam os suicidas ao desterro: ele coloca em xeque a autoridade de Deus, considerado provedor da vida). Por tudo isso, uma apologia do suicídio é uma contradição em termos. Estão excluídos das duas últimas frases os kamikazes japoneses da Segunda Guerra Mundial e os palestinos que se explodem em pizzarias de Jerusalém em nome de Alá, entre outros. No meu aniversário de 21 anos, ganhei de presente de um amigo a edição brasileira (EMW Editores, 1984) de "Suicídio - Modo de usar", de Claude Guillon e Yves Le Bonniec, que à época causava celeuma não só por discutir o tema como por apresentar várias receitas de coquetéis de remédios que, se seguidas, eliminariam o risco de o suicida falhar, sobreviver e babando verde. Bom, os anos se passaram, sobrevivemos a várias namoradas, continuo aqui e o meu chapa também. (Hoje, aliás, é aniversário dele. Parabéns, William)
Seja como for, esse livro e alguns outros me fizeram incompreender por que um sujeito deve ser automaticamente encaminhado para tratamento médico porque pensou em ou tentou se matar. Veja bem, vivemos aqui no Parque Temático Dante Alighieri, no
qual o Paraíso está em reformas desde que Adão deu um amasso em Eva mas as filas do Purgatório e do Inferno dão a volta no planeta. A Michelly Machri não telefona, balas perdidas matam mulheres grávidas dia sim, dia não, marretas caem de cima dos prédios em construção, crianças católicas são quase linchadas por protestantes adultos no brinquedo Irlanda do Norte, crianças palestinas são fuziladas por colonos israelenses no brinquedo Terra Santa e, segue minha solidariedade aos leitores
rubro-negros, o Fábio Augusto e o Alexandre Gaúcho não acertam passe nem em tabuleiro de futebol de botão...
E louco é quem pensa em pular da ponte? Pena que a delegação dos suicidas não vai poder comparecer à conferência da ONU contra o racismo e a discriminação.
domingo, fevereiro 11, 2007
Gerador de Texto: Tribalistas
Se eles podem, você também pode! Eis aqui a forma mais fácil de ganhar dinheiro e pagar de intelectual. É só preencher os quadros da direita, seguindo as instruções que estão abaixo.
Atenção: se você for o Carlinhos Brown, leia duas vezes.
Eis sua Música Tribalista
Tcherererêkundu
Quero mangar quero vilipendiar
tem secador no terraço seco
a lua linda loves me
Quero mangar quero vilipendiar
Tcherererêkundu terraço
Apagou no lundu.
Lá vem mãe Lina
Bis
Bahia, Araraquara, Dublin
Encontram meu irmão, Iansã
O beijo bonito tem benção
água mole não quer pedra dura
Mas eu quero mangar, quero vilipendiar
Repita 87 vezes até levar um tiro.
achei dezenas de disquetes aqui, e nessa noite de sábado tão quente e tão tediante, resolvi abrir um por um. textos antigos, letras de músicas, fotos... mil lembranças, aquelas coisas que te atordoam. eu não precisava disso hoje, mais confusão mental, mas foi bom. textos que fiz sobre shows que vi, como o do belle and sebastian, grandaddy... crõnicas, colunas, coisas do dapi, emails trocados. nostalgia total. muito sentimento, saca? uma vida, uma pessoa ali, que por acaso sou eu, mas reconheço vagamente.
esse blog começou por ali, talvez 2001, 2002... seria curioso buscar históricos e ncontrar outras julianas nas entrelinhas... mas deixarei isso para outro sábado a noite de tédio.
(...)
sábado, fevereiro 10, 2007
I’m looking through you, where did you go?
I thought I knew you, what did I know?
You don’t look different, but you have changed,
I’m looking through you, you’re not the same.
Your lips are moving, I cannot hear,
Your voice is soothing but the words aren’t clear.
You don’t sound different, I’ve learnt the game,
I’m looking through you, you’re not the same.
Why, tell me why did you not treat me right?
Love has a nasty habit of disappearing overnight,
You’re thinking of me the same old way,
You were above me, but not today.
The only difference is you’re down there.
I’m looking through you and you’re nowhere.
Why tell me why did you not treat me right?
Love has a nasty habit of disappearing overnight,
I’m looking through you, where did you go?
I thought I knew you, what did I know?
You don’t look different, but you have changed,
I’m looking through you, you’re not the same.
Yeh, I tell you you’ve changed.
cólica.
inferninho, noite esquisita, pessoas esquistas. não entendo pessoas...
(não entendo também o camelô dos piercings perto do trabalho, tão cool, tão tatuado, e guns n' roses everyday. não dá.)
ontem tocou guns. não dá.
prefiro a paradiso. ok, é clubinho, todo mundo se conhece, mesmo que de vista, mas a maioria é, não quer ser. wanna be é foda, praga da juventude, e a inferninho dá uns emos posers metidos a gente, nego que se monta e decide ser cool na sexta a noite. não dá, não dá. essa criançada brincando de ser muderno não é cool, é cu.
mas a noite valeu muito pela amiga que ficou de boba da corte me animando, a outra e a outra que deram drink... e pelas pessoas bacanas em geral.
e quanto às esquisitices... prefiro nem pensar.
carona, cama cedo. mais fofura.
nhá.
e a irmã ligou, foi pra um niver no canadá. chique.
saudades de tudo e todos, saudades de tudo o que ainda não vi.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
é diferente agora, beeem diferente, mas ainda há dor.
como, quanto, porquê? não sei. ou até sei. ego, insegurança, comparações, doenças da minha alma velha.
afe.
mas é só as vezes, só quando cai a imunidade, a auto-estima, só quando tô assim assim. mas não conta pra ninguém. no geral sou forte, todo mundo acha, todo mundo acredita de pé junto. e um tanto quanto blasé também. mas ninguém é sempre assim, é só armadura, máscara. mesmo sendo transparente, nem todo mundo vê o que tá aqui dentro, sabe?
melhor assim.
(ou não)
:/
- ainda no trabalho.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
cafuné, adoro. gosto disso de ficar de carinho e ponto.
ponto.
(...)
e daí surtei e liguei lá. e foi fooofo. de novo. e o coração não bate forte. não mais. mas ainda é bom. será que é só ego? será?
meu ego não infla, só fica contente quando é afagado. normal, né? e daí quero, e cedo, só pra continuar recebendo pequenas massagens nele. pra que, me diz? sou auto suficiente, sou, tenho que ser. não preciso de nada além do que tenho certeza. e eu sei que não é, sabe?
será que eu não amo ninguém? será?
eu não amo ninguém.
é tipo isso.
Eu ontem fui dormir todo encolhido
Agarrando uns quatro travesseiros
Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby
Pra nem eu nem Deus ouvir
Fazendo festinha em mim mesmo
Como um neném, até dormir
Sonhei que eu caía do vigésimo andar
E não morria
Ganhava três milhões e meio de dollars
Na loteria
E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia
Que me queria pra toda vida
Mal acordei, já dei de cara
Com a tua cara no porta-retrato
Não sei por que que de manhã
Toda manhã parece um parto
Quem sabe, depois de um tapa
Eu hoje vou matar essa charada
Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro
passei por todas as fases, e essa representa um bom começo. era tudo o que eu queria, começar do zero. e com afago no ego ou não, preciso dar um basta em tudo, zerar o zero que já existe, pra só então poder começar. e algo me diz que será em breve.
eu gosto de mim, e há quem goste tb ;)
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
How to fight loneliness
Smile all the time
Shine you teeth til meaningless
Sharpen them with lies
And whatevers going down
Will follow you around
Thats how you fight loneliness
You laugh at every joke
Drag your blanket blindly
Fill your heart with smoke
And the first thing that you want
Will be the last thing you ever need
Thats how you fight it
Just smile all the time
Just smile all the time
Just smile all the time
Just smile all the time
há 12 anos eu tinha acabado de fazer 17. guardei as velas, ele pediu.
liguei pra ela, disse 'sabe que dia é hoje?'
'sei, sei'.
'eu te amo, viu?!'.
eu lembro bem daqueles dias. lembro da tremedeira, lembro do que me foi dito, lembro do que fiz, pra onde fui, quem estava presente, lembro de tudo. lembro até mais do que queria e deveria.
tantos problemas, e mais esse dia. tudo passa, sei que já já as coisas se acertam, mas hoje, só por hoje, tá doendo... e só espero que passe, e que eu possa sorrir com o coração.
nem falo com ninguém, prefido dar colo e ouvidos, sempre, até porque me faz bem, me sinto útil. mas hj eu preciso, saca? preciso de cafuné, preciso de um ombro pra chorar sem ter que falar coisas com nexo. preciso de um toque e de um beijo sem ter que pensar e nem ouvir. só preciso.
deus, faz tudo passar logo? me faz sorrir lá do fundo? faz?
ou narcolepsia.
(S. f. Med. Desejo incontrolável de dormir, ou acessos repentinos de sono que aparecem a intervalos).
oh céus.
pelo menos, sou boa de cama.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
sou?
ontem falamos disso. aquele chato lá disse que esquisito em espanhol é gostoso. só que é mais, é algo positivo, nada pejorativo como em português. o esquisito é bom, atraente, "delicioso, elegante", pra mim sempre foi, pras pessoas na mesa do bar também. esquisito, elogio, eu gosto.
“una comida exquisita” (um jantar delicioso); “una acogida exquisita” (um acolhimento esmerado).
"r... gostou de vc". r é interessante, divertido, mostrei a música brega engraçada (autêntica, brega sincero, ele disse, de raiz, eu defino) e ele gostou de mim. 'espontânea, autêntica'. adoro conhecer pessoas... fato.
e o brega? discutimos se é, o que é, ele lá vai aparecer no talk e me dizer a definição do dicionário de música.
boas conversas de mesa de bar, caipirinha ruim, história do bairro. adoro histórias. adoro fotos antigas. a placa original, "aluguei o espaço e vou clarear a vista na praia. clarear - ela não entendeu". entendi sim, acho feliz, setenta e tantos anos, e tarde da noite empilhando cadeiras, barriga de fora, sotaque portugês depois de cinquenta anos. "moro do outro lado da rua, vou ser fiscal da natureza". josé francisco das flores, "mas já fui zé do bar, zé da sapataria".
preciso pintar o cabelo, cortar (mais), dormir, dormir, dormir, ir ao saara, quero ver nando reis, preciso de dinheiro e companhia.
preciso ir as exposições que adio faz tempo, ir ao cinema, locadora, preciso ir na casa da amiga tomar banho de piscina, quero ir ao mistureba.
preciso de dias de 30hs (que nem o unibanco), mais dinheiro e menos sono.
preciso de tatuagens e piercings novos, preciso de amor, de doritos (e tatuagens toscas de papel) com fanta laranja, halls de melancia e ir na farmácia comprar pomada de cabelo e sabonetes. preciso de bandaids e da cura da psoríase.
preciso de abraço, de cheiro, de cafuné.
assim. como poucas vezes na vida, estou vivendo coisas, pessoas, cheiro, toque, gozo, gosto, sem isso tudo, e é bom, é maduro, é controlado. me sinto estável, sem medo, sem (muita) neura, segura.
emails, telefonemas, e ele não mais me abala, não desestrutura. não choro, o coração não dispara. a amiga falou noutro dia, sobre a maravilhosa sensação da leve insegurança de esperar pelo toque do telefone, e de ser ele, ele no msn, no talk, no email, do outro lado da rua, olhando, sorrindo. sem utopias, finalmente, algo correspondido, simplesmente um encaixe. quero isso, sinto falta, me dei conta hoje, ao mesmo tempo que me sinto aliviada por ter o coração quieto, tranquilo, sem grandes batuques. mas eu quero amor, eu quero arrepio, tesão louco, quero amor, amor, ansiedade pra ver, pra sentir. eu quero e preciso, é vida pra mim.
você vê, um na real e mais três em estudos, além dele lá. é muita coisa pra administrar, mas nem me deixa tensa, talvez porque eu saiba que nada se passa aqui dentro, como uma praga, um karma, sei lá. voltei a fase adolescente, quando não gostava de ninguém. claro que o platonismo de várias paixonites não me apetece (e nem nunca apeteceu), mas o 'não sentir' também é estranho.
acabou? nem surgiu? medo.
talvez agora eu esteja de fato pronta pra algo arrebatedor.
uh.
(socorro, alguma rua que me dê sentido
já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
socorro, alguém me dê um coração
que esse já não bate, nem apanha
por favor, uma emoção pequena
qualquer coisa
qualquer coisa que se sinta
tem tantos sentimentos
deve ter algum que sirva)
aí ele cita a música, e diz: 'sucinta e clara, creio que isso seja prejudicial para meninos frágeis como eu.. paixão? rsss.'
hummm. o mais. será? tenho medo. tomara, tomara.
mas quando? não sei.
e ainda penso... mas não sei.
(só sei que nada sei)
... e o meu scrapbook anda querido, feliz, florido. o dia do aniversário foi o mais feliz, inesperadamente, mas esperado. feliz, feliz, feliz, e ninguém me tira isso.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Nando Reis
Eu não posso entender
Essa vida tão injusta
Não vou fingir que já parou de doer
Mas um dia isso vai acabar
Eu não consigo me convencer
Que essa vida não foi injusta
Tanta falta me faz você
Queria ver você em casa
Mãe
O amor que eu tenho por você é seu
Mãe
O amor que eu tenho por você é seu
Como é meu
O meu aniversário
Mãe
O amor que eu tenho por você é seu
Mãe
O amor que eu tenho por você é seu
Aniversário
17 de agosto de 1935 (17 de junho de 1979)
12 de janeiro de 1963 (17 de outubro de 1982)
19 de junho de 1989 (18 de janeiro de 1943)
(13 de maio de 1957)
(31 de janeiro de 1978)
Agora eu tenho 29
.tudo que não tive de inferno astral começou hoje. vai passar, já passa,sempre passa. mas na hora... dói.
amanhã é niver, amanhã acaba, há de ser. será.
[e agora eu tenho 29].
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Há um antigo ditado japonês: "Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio". Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração:"Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".
Criar um relacionamento não significa, necessariamente, obter resultados imediatos, embora muitas vezes estes ocorram. Novos relacionamentos em padrões antigos perdem seu significado. Precisamos criar relacionamentos a partir de novas maneiras de nos relacionar, de ver o mundo, de ser, de inter ser. Essa nova maneira pode, inclusive, recarregar de energia positiva antigos relacionamentos. Para descobrirmos novas maneiras precisamos, primeiramente desenvolver a capacidade de perceber como estão nossos relacionamentos atuais. Observe e considere meticulosamente a si mesmo. Perceba como está se relacionando em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Perceba como respira, como anda, como toca nos objetos, como usa sua voz, como são seus gestos e como são seus pensamentos e os não pensamentos. Esse observar não deve ser limitante, constrangedor, confinador. Apenas observe. Será que é capaz de ver, ouvir, sentir e perceber a rede de inter relacionamentos de que é feita a vida? Será que estamos conscientemente vivendo nossas vidas e direcionando nossos pensamentos, ações e palavras para o sentido de mudança que queremos e sonhamos?Mahatma Gandhi disse: "Temos de ser a transformação que queremos no mundo".
Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de n�s, mas n�s somos a vida do universo em constante movimento. Nossa vida forma o mundo, é o mundo, não apenas está no mundo. De momento a momento tudo está mudando, nós fazemos parte dessa mudança e podemos escolher, discernir qual o caminho que queremos dar a esse constante transformar. É por isso que digo que a transformação comdça em nós. Na verdade vai além de apenas começar. Nossa capacidade humana de inteligência e compreenssão nos permite fazer escolhas. E o que estamos escolhendo? Mahatma Gandhi:"Quando uma pessoa dá um passo em direção à paz, toda a humanidade avança um passo em direção à Paz" A minha decisão, a sua decisão pode transformar ou influenciar a direção da mudança. Há um sutra budista que descreve o mundo como uma rede de inter relacionamentos. Como se fosse uma imensa teia de raios luminosos e em cada intersecção há uma jóia capaz de receber essa luz e emitir raios em todas as direções. Qualquer pequena mudança afeta o todo. Cada ser que se transforme em um ser de paz, de harmonia, de ternura, carinho e respeito pela vida em todas as suas formas estará sendo uma mudança viva e influenciando tudo e todos. Qual o primeiro passo? Conhecer a si mesmo. Conhecer nossos mecanismos. O que nos afeta, nos incomoda? O que nos alegra? O que nos irrita? Como transformar a raiva em compaixão? Como transformar o desafio em competição leal, justa, empreendedora, enriquecedora? Sem nos preocuparmos com os créditos, se formos capazes de fazer o bem, não fazer o mal, fazer o bem aos outros estaremos transformando nossos lares, nossas amizades, nosso ambiente de trabalho, nossas cidades, estados, países, e a nós mesmos... no florescimento da Cultura da Paz. "Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe. Transcender corpo e mente seu e dos outros." (Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253) É importantíssimo que iniciemos este "estudar a si mesmo" já. Percebendo nossas diferenças, aceitando a diversidade da vida e juntando nossas capacidades tanto intelectuais como físicas na construção desse verdadeiro céu, paraíso, Terra Pura, Shambala de que falam as religiões, todas elas. Cabe a nós, a cada um de nós criar esse relacionamento de carinho com a vida, de ternura com todos os seres, de compreenssão, de sabedoria e compaixão para percebermos o Caminho Iluminado e o Nirvana permeando toda a existência.
Ai... "derrepente", "en fim" e tinha outra que vi ontem e esqueci... não dá, minha gente, não dá.
-x-
A primeira comemoração do meu niver foi feliz. Muitas pessoas queridas, bolo (elogiadíssimo e que acabou em 5 minutos!), drinks coloridos, verdes, azuis, pisões no pé, pouca música boa e pouca dança, muita andança, beijos, carinhos. O detalhe insano foi a garota desconhecida que resolveu brigar com o namorado, jogou o drink nele e caiu todo em cima de mim. Em seguida, tomei um soco dela na cara, também dirigido a ele. Fiquei perplexa, atordoada. O soco foi certeira, e não fosse o socorro e o gelo na hora, ficaria roxo. Isso não conseguiu estragar a noite, o menino a quem a agressão foi dirigida era amigo da minha amiga e nos levou em casa.
-x-
ontem foi dia de morgar, mas os sentimentos estão bem colocados aqui dentro. é preciso conquistar seu lugar com calma, dedicação, carinho e tranquilidade. ando tão na paz, fujo de brigas, tento boas conversas, entendimentos, senão simplesmente fico na minha. a idade me trouxe uma feliz maturidade, estou aprendendo a lidar com colegas, amigos, trabalho, relacionamentos sentimentais... e isso me deixa feliz. aprendi a ter mais paciência também.
e enfim... amanhã é dia de mais bolo, mais comemoração na quarta, na quinta... engraçado que nem me incomoda, pela primeira vez, todas as pessoas criticarem, falarem da esquisitice. aliás, a esquisitice não me incomoda, e não é nem que eu não a veja, eu vejo. e não ponho defeitos, simplesmente aceito. porque isso tudo vai passar, a amizade vai ficar, e tô só aproveitando bem os momentos.
:)


