segunda-feira, maio 22, 2006

.sono. mas bem quero ir na maldita...

.findi feliz, cinema, adorei o código, mas dormi. lanche, comilança, passeios, japa, mc donald's, pipoca. amigos, foundue, sono.

.sapatilha quadriculada, "como vc é fashion!", aula cedo, friozinho bom.

.trabalho.

sábado, maio 20, 2006

Your Bryan's Purity Test Purity Test Results
You answered "yes" to 96 of 175 questions, making you 45.1% socially pure (54.9% socially corrupt); that is, you are 45.1% pure in the social domain.

sexta-feira, maio 19, 2006

.lágrimas, espirro. alergia diária, rinite braba. não guento mais! vale a pena pelo frio, sol e frio, casaco e frio. mas não consigo ler, pensar nem escrever!

.evito tomar claritin, pseudoefedrina + loratadina. mas as vezes não dá. ontem tomei fenergan, o remédio baratinho usado com loucos, disseram. aquilo me dopa e me derruba de uma forma sem noção. em algumas pessoas dá até depressão! mas tomei meio comprimido, e ele me deu soninho e dormi bem e, novidade, acordei na boa!
o departamento inteiro rindo de mim, dos meus tombos, dos meus desastres, das merdas que eu falo. me sinto o bozo, só que com graça. pelo menos divirto pessoas :)

acabo de mudar o tema da mono. genial, genial!
.a melissa surtou. tá tudo caro demais! as sandálias mais caras, e mil e uma quinquilharias bacanas e bonitas, mas surrealmente caras. deus é mais! ainda quero a 'indie', mas mesmo sem frete e parcelando, é foda... ai ai. e quero o japa tb amanhã, o da 'lavagem de dinheiro', como diz a carols. é bom que lá até o bozó come pacas ;)

sol e frio, adoro!

matéria do cara da xerox e do outro, da varig pra fazer. tenho que fechar a revista!!! mas falta pouco.

.um ano e dez meses.
uhu.
Guto diz:
teu idolo vai no Jo
Ju diz:
quem?
Guto diz:
odair jose
Guto diz:
nao é esse?
Ju diz:
uhu
Guto diz:
vai um dia....
Guto diz:
to zoando... é hoje mesmo
Guto diz:
caraca, q mal gosto
Guto diz:
acabaram as bandas no mundo q vc nao conhece?
Ju diz:
rs
Ju diz:
odair josé é ídolo
Ju diz:
e eu descubro 1 e tem 10 bandas pra conhecer, sempre assim, e essa é a graça
Ju diz:
;)

irmão e eu.
em homenagem, os gatinhos, odair josé, o dela, wanderley cardoso, o meu ;)
quase dois anos, como passa!

quinta-feira, maio 18, 2006

.teve uma época em que eu não sabia me expressar e, querendo ajudar, terminava dando bronca, julgando. uma vez, há muitos e muitos anos, a lê disse isso, e nunca mais esqueci. mas disse pq eu já havia mudado, aprendido, sem querer, a ouvir sem julgar. bronca pode, mas morre. a gente tem que saber ouvir, dar ombro, colo, carinho sem apontar dedos, pq como diz mamã, se vc aponta um dedo, quatro se voltam para vc. filosofia de botequim mais verdadeira essa...

.'cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é', é tão difícil acertar sempre, errar menos, aprender, crescer, evoluir, não olhar pra trás a não ser para usar exemplos e lições... eu tento, presto atenção em tudo o tempo todo, meço palavras, atos, e ainda assim, erro. muito. talvez menos, mas não deixa de ser erros. merda. mas ainda assim, um abraço, um sorriso, um carinho, tudo isso me faz ganhar o dia. hoje mesmo... duas pessoas, duas (e olha que ainda é meio dia!) me contaram algo 'só pra mim', uma particularidade, um segredo, uma alegria, uma preocupação. cara, isso é grande, é bacana, é confiança, e só em mim. pesaram em mim, lembraram de mim! adoro. me sinto algo importante. obrigada. e daí que eu quero corresponder mais e mais, e tomar mais cuidado, e melhorar, e evoluir. pra ajudar mais gente, ver mais sorrisos. é a melhor coisa do mundo!

agradeço de coração. e peço desculpas pelos erros, eu sempre peço, eu quase sempre consigo vê-los. mas tô tentando, viu gente?

:*
.frio. evento. elegância, pretin básico, "braze", bota linda, chique, salto 10. "se achando".
."vc vai pra ddk?" - porra, como assim? e eu achando que tava super pro evento badalado do presidente do órgão bam bam bam, todo mundo querendo saber da venda da varig. mas eu tava, juro. sinal de que, mesmo arrumada, tenho cara de qualquer coisa mutcho lôca. tá no sangue, já disseram, "mesmo patricinha tu é indie".
ai ai.
não guentei a bota linda, cara, elegante. tava precisando (hã hã, desculpa) e comprei dois sapatos. lindos. um boneca - mais um, outra bota (baixa!). não sei usar salto, salto dói. salto dá (3) bolhas. salto me deixa com 1m80cm, viro um traveco.
bem melhor, ufa, alívio.
frio.
facha, amigos, emulador de orkut na sala de info com orkut bloqueado. risadas, fofocas, gtalk, fotolog. nada de programa de rádio, ainda. afff. mais amigos. ah, aula, restinho. metrô. mãe, irmão, namorado. cama!

terça-feira, maio 16, 2006

.eu sou foda. ótema detetive, ótema jornalista, descubro tudo o que eu quero.

portanto, detesto gente duas caras, que se faz de vítima, boazinha e simpática num canto, no outro xinga e ofende e mostra como é mesquinha e rancorosa, e no outro fala de desapego e evolução (evolução??), de religião e amor ao mundo. e anonimamente fuxica blog, flog, orkut... mas assim, destesto a falsidade, anonimato, mas adoro que se preocupem, que me acompanhem, que se importem, que queiram saber. sério, não acho ruim que fuxiquem não, pior é a hipocrisia de não assumir que gosta de fuxicar, porque eu faço, você faz, todos fazem, então assuma! falsa santidade e bondade é que irritam muito.

e as diversas visitas diárias por aqui são um sinal de que sou realmente importante. um luxo, muito chique. mesmo! isso aqui tá bombando, mesmo sem divulgação, sem comentários em blogs alheios, mesmo blog estando fora de moda. fico lisonjeada com as tantas visitas diárias de tantos cantos do Brasil e do mundo. Gentem! Do mundo! Dá pra ver país, cidade, bairro, e até o browser e sistema operacional usado! ADORO. Agradeço o tempo dispensado por aqui, queridos.
.eu precisava da renda per capita de 2005, então liguei pro IBGE e recebi um texto.

"Cara Juliana,
Renda Per Capita se encontra no release do último PIB.
Leia atentamente o release e entenderá

IBGE / CCS"

12 páginas, cheio, repleto de tabelas. e eu só precisava de "U$x,x". só isso.
:/

.oh céus, oh vida, oh lipe.

segunda-feira, maio 15, 2006

(...)
nos dias 'realengo - centro' ou tijuca - realengo', só jesus (and mary chain) salva!

(só o amor constrói :P)
.frio! aqui dentro então, muito frio! adoro :)

.quero vinho bom e foundue. queijo, carne e chocolate, no aconchego do quintal, com pãozinho, frutinhas, namorado e amigos fofos.

.também quero cama, edredom, batata frita com refri convenção abacaxi, tv a cabo ou dvd legal. e namorado. sempre. mas isso bem teve ontem :)

sexta-feira, maio 12, 2006

sempre gostei de autoramas, desde o comecinho, quando pouca gente conhecia. gosto bastante do segundo álbum também, mas implicava com o terceiro. mas coloquei algumas músicas de "nada pode parar os autoramas" no player hoje e, reparando bem, "o bom veneno", do nervoso, ficou foda na voz do gabriel, que eu adoro. adoro o jeito dele cantar.
'quem é mais sentimental que eu?'

sempre foi minha música. a mais bocó.
mas tenho pessoas tão lindas por perto que nem vou ficar reclamando não. "tenho sorte até demais", sabe?

o 'pierce' dói pra ouvir música no player.
no momento? belle, she's losing it e em seguinda, arcade fire (o show mais feliz da minha vida!), wake up. lembro das pessoas cantando essa em corinho. me fez tão bem, nem esperava! e olha que fui só pelo wilco... ô dia bom aquele :)

terça-feira, maio 09, 2006

sabe quando tudo nada mais importa ou quando tudo ganha sua verdadeira importância? então.

estresses. passam. tudo passa.
e saio feliz do traablho para aula pq achei o dvd 'only for fans' do belle and sebastian baratin, que eu ainda não tinha pq tava caaaro caro.
e fui pra aula. e vejo minha amiga querida fofa, companheira de programa de rádio, que me deu um cd lindo lindo de presente, com embrulho bacana e bilhete carinhoso. e ficou comigo no surto, e vai me ajudar pq não tem como fazer prova amanhã. e eis que no intervalo fui ajudar um menino a fazer o programa dele na rádio, improvisado. killers, hot hot heat e uma música homenagem.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

CARALHO. CARALHO. CARALHO. desabei. como assim? a vida é mesmo coisa muito frágil... não dá pra acreditar. um anjo chamado gabriel que voltou pro céu. li no evangelho segundo o espiritismo, quem morre cedo é pq tinha um restinho de missão a cumprir aqui na terra, e deus chama logo de volta. ser evoluído, não é qualquer espírito, já fez um monte antes, veio só completar o trabalho. a gente é que é egoísta e quer manter pessoas boas e queridas por perto, mas o espírito tem a missão dele. deixa ir.

- Vai com os anjos, vai em paz
Não é sempre, mas eu sei
Que você está bem agora
(...)

deus te proteja, anjo.
haha.

digite "todo goiano é preguiçoso" no google e veja só "o que você quis dizer" na verdade, pra eles... ai ai. acho graça, mas meu sangue meio baiano se revolta.

o google tem cada uma...

segunda-feira, maio 08, 2006


frio. muito frio. adoro!
chuva. nem gosto tanto, mas se for pra fazer frio, tá valendo.
cabelo curto me deixa feliz. bem curto atrás, sem mullet, franjão. tic tac as vezes.

mercado mistureba do nada, depois de dormir muito. pessoas legais, amigos, pulseira e bolsa de pois. sem fecho, mamã colocou.

piercing novo, no mesmíssimo lugar do anterior, expelido naturalmente. o de cima tá expelindo tb, já já tenho que tirar. lindinhos, xodós. faço e refaço até enjoar.

sábado, show, fotos, trabalho. frio, bob's de madrugada, banho, cama. sono!

quinta-feira, maio 04, 2006

.procurando os cds das bandinhas legais underground baianas (ai que saudade eu tenho da bahia...), achei um cd que meu grande amigo caipira paulixxxta fez pra mim. beulah, mull historical society, QOTSA, Zodiac Mind Warp, Elvis Costello... e mais um monte de coisas tão boas... me lembra dias legais, papos legais...
(...)
"Quando for uma da manhã e dois minutos e três segundos nesta quinta-feira, a data ficará assim:

01:02:03 04/05/06"

achei bonitinho. vi aqui.

e é daqui a pouco...
... e as vezes tá tudo triste, tudo errado... o clássico dia que quase se perde a hora, o ônibus, vc esquece o casaco e o guarda-chuva em casa e cai um pé d'água e faz frio, esquece a chave e todos saem, tu fica na rua. mas aí um alguém manda um email lindo e sincero, outra dá um beijo na bochecha, outro dá beijo e pãezinhos quando vem devolver a vasilhinha. pequenos detalhes mega carinhosos pra animar o dia e fazer vc perceber que nada é só ruim, que não adianta viver reclamando. sorria, perceba os detalhes... sempre. deus mora neles, basta vc querer ver ;)

terça-feira, maio 02, 2006

... ainda tem essa coisa irritante de indies wanna be, que gostam de toda e qualquer coisa tida como underground, diferente e (argh) alternativa. não importa se é bom, não importa o que é, mas ninguém conhece, pronto, entra na playlist. a tend~encia se segue na forma de se vestir. qualquer coisa pra ser diferente, pra chamar atenção. mas é forçado, logo se percebe.

(escrevendo matéria pra em redação em revista sobre "tribos", indies, emos, punks, sobre a fama na internet, comportamente adolescente. uma coisa.)

domingo, abril 30, 2006

tava conversando ontem na faculdade... caramba, pra quem passou anos indo pra bunker no auge, dar de cara com aquela fila cheia de gente nada a ver, cheia de emo, de pirralhinhos wanna be, posers uó, depois de entrar em obras e reabrir um milhão de vezes, é triste. eu não tenho coragem de ir lá e tenho medo do que posso ver. mais medo ainda de quem vai.

quinta-feira, abril 27, 2006

"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós."




(e me livra da perseguição do dragão. amém.
mas falando sério, adoro essa oração. e a devoção de mamã me faz ter mais simpatia por ele :)

quarta-feira, abril 26, 2006

tava ouvindo "the life pursuit" e nem gostei tanto. tem coisinhas bonitinhas, mas ainda prefiro o "dear catastrophe waitress", que amei logo de cara, quase tanto quanto adoro o favorito, "if you are feeling sinister". ah, belle, gosto tanto... lembro quando ainda não era hype indie, quando os 4 primeiros álbuns foram lançados no brasil, o show lindo...

terça-feira, abril 25, 2006

.além dessa do ceasar's salad (ops, ceasar's palace - dã), viciei na "a rebours" do babyshambles. adoro essa coisa mais crua, mais punk, e adoro o sotaque!.

.trabaiando muito e ouvindo musiquinhas legais.
=)
.pq eu mereço.

segunda-feira, abril 24, 2006

.minha mãe é ótima. a melhor. hilária, tem as melhores sacadas. só podia ser minha :) as coisas fodas que ela diz compensam tudo.

.música do dia: oh, yeah, ceasar's palace.
.hahaha, ganhei o dia. é foda quando vc tem certeza e não tem provas, e daí arruma as provas, a confissão. não me serve de nada, só mesmo pra me fazer sentir bem pra caralho. raiva e inveja de gente recalcada que não sabe perder têm mesmo que me fortalecer e só fazer cosquinhas. risadas. como é bom ser jornalista, detetive e fuxiqueira, e acompanhar os lances até descobrir. uhu. dá vontade de dar um mega moral na cara da criatura.

.eu queria é que o mundo descobrisse e enxergasse o mau caratismo de tal (is) pessoa (s). porque se eu descobri facinho, quem tá perto não percebe?
.muito obrigada, caros fãs, pela audiência. era isso o que eu queria, vocês aqui, lendo, debatendo, respondendo, comentando. 'falem mal de mim, falem o que quiser de mim, só não deixe que em nenhum momento eu deixe de estar no seu pensamento, fale mal de mim'.

grata.
=)

xxx--xxx--xxx--xxx

sobre o fotolog: fechado para fototologgers, infelizmente. quero ver vc falar logada agora, dear. ou manda email, to esperando... tem coragem? haha, claro que nao. ser anonimo é tao mais fácil...

domingo, abril 23, 2006

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja
meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o
poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.


São Jorge Rogai por Nós.
.droga. perdi o sidney magal no jô.
:/

sábado, abril 22, 2006

é impressionante. pessoas que criam personagens e vivem 24hs por dia como ele, o personagem. dizem que têm mil ocupações, mil profissões (hahahaha, faz me rir! profissão não é hobby, não é brincadeira, não é só ter interesse. é trabalho. e pra quem nem trabalha... wanna be é fácil...), diz ter mil talentos, mil amigos. daí nem precisa fuçar muito e você logo percebe que é tudo fake, artificial, falso. sai adicionando infinitos 'amigos' no orkut, pra contar números. tá lá. finge ser amigo de todos eles. hã hã. daí finge que sempre foi indie, emo, rocker ou qualquer coisa do tipo. finge que sempre conheceu os lugares, as pessoas, as músicas. mas tá lá, há pouquíssimo tempo a personagem era outra, outra cara, outros amigos, outros lugares. até o jeito de escrever era outro. a pose então... a novela mudou. e muda sempre, sempre, é só esperar... daí inventa uma doença nova a cada dia, pra fazer dramalhão e impor carinhos e paparicos, chamar atenção, óbvio. doenças, dores, problemas. oh, céus, oh, vida, oh, lipe, oh, azar. coitada de mim, pobre vítima, como me magoaram, como têm inveja de mim (não seria o contrário??). oh. oh. tudo em busca dos 15 minutos de fama, nem que seja somente entre os amigos da coluna social particular da internet. e tem mais... tem aquela coisa de descobrir tudo sobre mim, saber do flog, de todos os passos, e dizer que alguém contou anonimamente, que 'descobriu'. falar mal é fácil, acusar (in)diretamente por aí também é fácil. eu sei, eu vi. eu sempre vejo. mas assuma que você também fuça, cata, vê. tá tudo aí, vê quem quer. eu vejo, tu vê, todas vêem. chega de teatro, chega de interpretação, chega de mentira e hipocrisia, não somos mais crianças. eu pelo menos não sou mais... e eu acredito que os tais comentários anônimos eram tão falsos quanto o resto todo. tanto os do 'fã', o admirador, criados pra chantagear o bofe e, como sempre, impor atitude e paparico, como os comentários anônimos da tal desafeto, que ainda foram escancaradamente atribuídos a mim. fala sério! nunca existiram, foram inventados por essa mente altamente criativa. porque isso você é, criativa.

ah, e ainda tem aquela coisa emo exageradérrima, de 'eu te amo' com tanta ênfase e o tempo todo, com qualquer um, como todos, sem critérios. amor não é isso, não é assim. calma. tão falso, que passa tão rápido quanto veio. taí as provas...

sexta-feira, abril 21, 2006

11393 arquivos em mp3 ou 50,3 giga.

uau. tudo separados em pastas, por álbuns.
um luxo minha coleção de 'cds'.
:D

quarta-feira, abril 19, 2006

loratadina + peseudoefedrina

não guento mais tomar claritin to dia. tenho que optar: ou dez milhões de espirros e olhos lacrimejando, ou um sono da porra, uma lesera... oh céus.

terça-feira, abril 18, 2006

musica do dia: 'happy when it rains'
(jesus and mary chain, nada de garbage)
ahhh. tô exausta. 12 horas de pé ontem e nem agüentei fazer o bendito trabalho da facul. fui dormir com meu amor que me esperou só pq eu tava cansada e desiludida. ah. oh. lindo :)

adoro tempo frio, chuvinha. adoro ficar na cama, debaixo do edredom, mas de qualquer forma, ir trabalhar com esse tempo é tão melhor que ir trabalhar debaixo do sol e no calor...

sexta-feira, abril 14, 2006

.em real engenho até domingo, acessando de uma lan house. amigos fofos ajudando na votação, irmã lá de longe idem. feliz, simplesmente. o povinho invejoso só me faz rir, só faz cosquinha, é tão bobo, ridículo, que sei lá... se a gente não ganha, a gente casa do mesmo jeito, que diferença faz? nenhuma pra nós, nem pra eles...

ahhh, a votação. segundo ano concorrendo, espero que deus ajude e a gente ganhe dessa vez :)
http://oglobo.globo.com/especiais/casamento/default.asp

votem!

segunda-feira, abril 10, 2006

11393 arquivos em mp3 ou 50,3 giga.

uau. tudo separados em pastas, por álbuns.
um luxo minha coleção de 'cds'.
:D
.just crying.

acabamos de ver 'a espera de um milagre' na tv. daí fiquei pensando, pensando, pensando... a gente pode mentir e enganar a todos (ou quase todos) e vice-versa, mas não podemos enganar a nós mesmos, nunca, jamais. então, a consciência pesa quando cometemos erros, ainda mais propositais. pelo menos a minha pesa. e o acerto de contas vai ser quando menos se espera, com quem não podemos enganar. é uma grande responsabilidade, e eu sei que é uma grande tarefa pisar em ovos toda a vida pra buscar mais acertos que erros...

domingo, abril 09, 2006

Tem gente que parece que gosta de ser deprê, de ter problemas, de ficar triste. gosta de lamentar, de sofrer, de choramingar, de ficar jururu, mals. É o glamour da depressão, dos remedinhos, dessa coisa down e cinza. Talvez pra ter o que falar com as amigas, pra ter assunto, pra ter a quem criticar também. É engraçado, as pessoas não sabem virar a página e viver o novo, deixar passar, esquecer, perdoar. Gostam de dizer que lhes fizeram mal, e quanto mais melhor, mais assunto. Pô! ssa coisa de
ficar enfatizando que "não gostam de mim", "falaram mal de mim"... As vezes até se aumenta o fato, se inventa o fato, só pra ter assunto. Vai ler, caramba, vai ler pra ter assunto. Eu quero é ser feliz, eu quero é esquecer, perdoar, não ligar, é
ficar bem e ver todo mundo bem e pronto. Já fui assim em amostra grátis, mas vendo assim, de fora, percebo como é destrutivo e ridículo. Chega, né?

quinta-feira, abril 06, 2006

.máscara. falta o par de luvas. alergia, alergia, alergia. gripe fudida que quase vai e volta. frio (oba!). cemitério. farmácia, casa. comida gostosa, mamã, irmã, namorado. texto a ser escrito. sono. photoshop, apostila da facul, remédios, cama.

.muitos ácaros idosos atormentando meu nariz e garganta. ácaros de bengala e barbicha grisalha. revistas de 1916 (!). ai ai. tem que ficar bom. e vai ficar.

terça-feira, abril 04, 2006

.exposição de 90 anos da câmara e eu, talvez por falta de alguém mais adequado Ou de alguém, simplesmente), talvez por ser fotógrafa, fui escolhida como produtora 'faz-tudo', ou seja, desde escanear e tratar as imagens no photoshop (adoro!), até escolher imagens, mandar pro bureau, arrumar no local (hotel copabana palace!) e tals. tô 'se sentindo', 'se achando', rs. virei dizáiner, e não quero outra vida :)
.o bom é abandonar o trabalho de jornalista por uns dias... mas já já sinto falta.

quarta-feira, março 29, 2006

Vou Te Excluir do Meu Orkut
Composição: Everton Assunção

Sei que os anos vão passando e eu amando mais você
Lhe dedicando sempre um amor sem fim
Bons momentos de paixao e de felicidade
E eu sempre acreditei que o seu amor era verdade
Você sempre jurou a mim eterno amor
Que um dia casaria comigo e seria feliz
Mas voce mentiu e vi que estava errado
Um dia vi voce sair com um ex-namorado

Eu vou te deletar te excluir do meu orkut
Eu vou te bloquear no msn
Não me mande mais scraps nem email power point
Me exclua tambem e adicione ele
Vou te excluir do meu orkut.

Sei que os anos vão passando e eu amando mais você
Lhe dedicando sempre um amor sem fim
Bons momentos de paixao e de felicidade
E eu sempre acreditei que o seu amor era verdade
Voce sempre jurou a mim eterno amor
Que um dia casaria comigo e seria feliz
Mas voce mentiu e vi que estava errado
Um dia vi voce sair com um ex-namorado

Eu vou te deletar te excluir do meu orkut
Eu vou te bloquear no msn
Não me mande mais scraps nem email power point
Me exclua tambem e adicione ele


.tempos modernos.
...


.a long time ago.
.(at the first time).
.sei lá, acredito muito em energia, espiritismo... e quem quer faz o mal, só de sentir, só de desejar, por inveja. se você não estiver forte e firme, absorve e pronto, se fode. "há um segundo tudo estava em paz", tudo lindo, amor, feliz. e bum, briguinha, probleminha, picuinha. tudo muito pequeno, que toma proporções gigantescas - e catastróficas. merda. vai passar, vai passar. já passou. mas passei o day after péssima, com dor, bem grande, aqui dentro. filmes de terror ajudam (ou atrapalham?) a energia de quem não é lá 100% (e quem o é?).
.cuidado, muito cuidado. o mal ronda o tempo todo e te testa, e se você não é seguro, firme, forte, ti fode aí.
:/
sai fora!










tudo bem agora.
pizza. pepsi twist. light. 409. chuva.
.febre, dor de cabeça, dor de garganta, moleza, dor do corpo, espirros, tosse, olhoa lacrimejando...
.estou em casa, doente. mas trabalhando. afff, economia, afff, bando do nordeste, incentivo fiscal, reinvestimento. assunto legal até, mas quero minha cama, urgente.
.death cab as vezes me lembra tanto elliot smith... tem uma música específica que tá no player que é igual. depois vejo o nome certinho...
.eu ODEIO a tecla "insert".
."get me aways from here, i'm dying".

terça-feira, março 28, 2006

.nóis ganha pouco e trabalha que nem gente grande. serão extra sem patrão, mas a consciência pesa quando se vê o volume de coisas acumuladas pra próxima revista, quando a desse mês acabou de ser fechada e ainda nem chegou, uma emendada na outra.

.cansaço. stress. gripe. preciso pintar o cabelo e dormir, oh céus.

Bem, voltando ao "tudo sobre a minha vida", esqueci de falar de duas coisas da maior importância: música e fotografia.

Lembro que quando eu era criança tinha aquele disquinho do Vinicius e alguns outros infantis. Mas lembro também de ser apaixonada por Carpenters, Elvis Presley e, mais tarde, com uns 8 anos, Legião Urbana. Sempre gostei de buscar outras coisas, não gostava só do que todo mundo ouvia, nem de ouvir só coisinhas de criança, mesmo ainda criança. Eu era metida, queria saber de tudo, e queria ser igual aos grandes, mesmo gostando de ser criança. Eu sempre fui a mala aquariana do contra mesmo. Daí que um belo dia cismei que não havia só o que tocava no rádio, não era possível. E eu tinha noção de outras coisas, pois lia na Bizz (nada de internet ainda, internet é muderno e recente, gente), e comecei a fuçar em sebos, e com amigos. E fui descobrindo bandas, e discos históricos e essenciais, e fui comprando, comprando... Eu comprava álbuns importantes, mesmo caros, porque era um investimento. Meu dinheiro ia todo pra isso! E nessa fui conhecendo bandas, que apresentavam outras bandas, e influências... E comecei a sair, muitas vezes sozinha mesmo, porque cansei de ficar em casa ou de ir pra lugares que não gostava. E me achei, e fui conhecendo pessoas, fazendo amigos. O tempo passa rápido, faz anos, mas parece que foi ontem. no começo da faculdade, saí do meu emprego e fiquei um semestre só com aulas, sem trabalho. Passava as noites e madrugadas na internet fuçando bandas, sites, descobrindo coisas e pessoas, fazendo amigos. Até nisso a internet é legal, você conhece pessoas bacanérrimas que não conheceria muitas vezes na vida real. Fiz grandes e bons amigos por aqui, no icq. Nunca fui de irc não, não tive saco, nem com salas de bate-papo. Hoje em dia ainda sou viciada nisso aqui, mas bem menos que antes. O velox facilitou bastante a vida, e além de dar mais rapidez, baixou a conta de telefone, por incrível que pareça.

A fotografia também sempre foi o meu grande amor. Adoro desde que me entendo por gente ver fotos, exposições, álbuns de família, toda e qualquer foto. Observar, analisar, reparar nos mínimos detalhes. Sempre tive um olhar bom pra isso. E daí que queria viver de foto, fazer faculdade, mas não existia, e eu tinha medo do mercado. Resolvi então fazer comunicação, já que sempre gostei também de ler e escrever, e ter um diploma mais seguro (seguro??), e então trabalhar com foto, se possível. Aprendi laboratório, uma paixão, e tantas coisas que me dão ainda mais vontade de um dia poder me dedicar mais, profisisonalmente e pessoalmente a algo que me realiza. Adoro ensinar, aliás, é a única coisa que me garanto ensinando e faço bem. Já até troquei aula de violão por aula de foto (algo que terminou não dando muito certo, no fim das contas, rs). Agora, com o diploma de jornalista, penso em fazer algum tipo de especialização e me jogar. Preciso de emprego, mas preciso ser feliz nele, né?

Ah, isso tudo sobre o meu eu me fez pensar como eu detesto pessoas "wanna be", fakes, gente que não é, gente que "quer ser". Ok, querer ser é um bom começo, mas na maioria dos casos ou você é ou não, e daí, só lamento. Forçar não rola, fica nítido que é falso. Como diz a mala da Pitty que eu destesto, "o importante é ser você", seja como for. Não se fantasie, não monte uma personagem, pelamordedeus. Vergonha alheia.
Genial. O site meter, meu contador de visitas tá ultra muderno. além de mostrar IP e provedor do visitante, mostra num mapa o país e estado. Sei por exemplo o provedor da Fabinha, porque ela tá em Washington, e daí sei a hora que ela acessou essa budega e quanto tempo ficou por aqui. Eita tecnologia porreta. Deus é mais, como diz dona Lina :)
acordar cedo + aula + sol + trabalho, trabalho, trabalho + gripe + espirros + looonga viagem até real engenho batendo cabeça + tv + dengo + guloseimas + sono + despertador + looonga viagem até o centro batendo cabeça + sol + trabalho, trabalho, trabalho + gripe + email e scraps sem noção + almoço com amigos + (complete no final do dia).

cansada, mas feliz.

segunda-feira, março 27, 2006


Tenho pensado muito e escrito pouco, como nunca antes na minha vida. As idéias são tantas e estão tão amontoadas que não sei se conseguirei passar pro "papel" exatamente o que sinto e penso, em tão pouco tempo que me resta do almoço...

Mudarei o lêiauti assim que tiver tempo, e pretendo voltar a escrever esporadicamente, mais vezes que nos últimos dois anos, deixando pra esse canto o que andava sendo escrito no flog. Não lembro mais a tag de fotos, nem muito menos aonde eu as hospedava, então, por enquanto, nada de fotos por aqui.

Em 28 anos de vida já vivi tanta coisa que daria um livro. Não tenho a pretensão de escrever um, nem acho que sou tão importante e significante para tal, não acho que atrairia muitos leitores, a não ser pelo meu dom de ironizar e dramatizar ainda mais os fatos, o que faz todos rirem. Seria divertido pelo menos.

Detesto quem se refere a si próprio em terceira pessoa, mas a Juliana que eu vejo de vinte e tantos anos atrás não parece ser a mesma que vos escreve nesse exato momento. Eu era confusa, não entendia o que eu era, porque estava aqui, qual o sentido das coisas. Lembro de passagens da vida ela, da Juliana, de fotos, lembro da saudade do pai quando viajava a trabalho, lembro dos ensinamentos da mãe sobre os fatos ocorridos, lembro das conversas, das músicas favoritas em comum, dos shows, dos passeios, da montanha russa do Tivoli Park no domingo. Lembro também das
coisas ruins, dos tantos problemas que tivemos, das depressões brabas dele, da morte inesperada pelo motivo que eu sempre soube mas custaram a me contar. Logo pra mim, a única que sabia da verdade desde sempre, desde pequena, a amiga, cúmplice, que ouvia e absorvia, que protegia a mãe e os irmãos mais novos, mesmo sendo uma criança. Tive que virar adulta e ter maturidade quando ainda brincava de Barbie, tive que ser testemunha de coisas feias e nem podia chorar. Aliás, tenho trauma de não poder chorar em momentos de dor, de me questionarem o porquê das lágrimas. Hoje choro mesmo, e não me importo com quem se incomodar.

Passamos muita dor, muita dificuldade, muita falta de grana, muitas privações, quase sendo expulsos da escola, mas permanecendo lá por complacência do diretor. Lembro do dia que caí na educação física e meu joelho jorrava sangue, e mesmo assim tive que voltar andando pra casa, que era um tanto quanto longe, por não ter nem um centavo pro ônibus. Lembro de quase faltar tudo, e no fim das contas, na hora "h", Deus mandar ajuda. Lembro de todos os que ajudaram, e lembro também de quem virou as costas quando não tínhamos mais quase nada, e lembro também de quem voltou quando achou que tínhamos algo. Lembro das descobertas de mais coisas feias em família, da
briga feia, da maldade que resultou no ultimato, e lembro do mais importante: do apoio, da força, da amizade e do carinho que a minha mãe sempre nos deu e teve pra si própria, que nos mantinha de pé. Lembro dela me mandar pra SP, pra casa dos amigos no dia que ele se foi, lembro da garra dela em resolver tudo e nos poupar. Agradeço a Deus a mãe que tenho, a pessoa mais inteligente, auto-didata, forte e engraçada do mundo. Sempre moramos numa casa grande e confortável em bairro de classe alta, sempre pudemos ter tudo mas nada nunca foi tão simples e fácil, as dificuldades eram muitas. E nunca fui deslumbrada com coisas materiais, pelo contrário, os outros o eram por mim. Mudei de casa várias vezes, mudei de padrão e de classe financeira mas nunca me incomodou tanto, as perdas materiais nunca foram extremamente dolorosas, a não ser quando se têm reais dificuldades. Mas sempre conseguimos vencer, superar, e tento ver como um todo a situação, como o
real aprendizado oferecido por Deus. Talvez por isso eu trabalha tanto, batalhe tanto e anseie tanto por uma vida melhor vinda do meu próprio esforço. Aprendi isso com meu pai, a não depender de ninguém por nada, a contar comigo mesma sempre que possível.

Lembro de ser CDF e nerd na escola, e ser maltratada por isso. Lembro de não ser popular, e de só no segundo grau passar a ter mais amigos na escola e no prédio. Os nerds viram pessoas bacanas quando se cresce um pouco, engraçado isso. Sempre fui muito, muito tímida, tinha medo e vergonha de me aproximar. Acho que por conta disso, me forcei a falar e comecei a fazer palhaçada com tudo e todos, uma boa válvula de escape da timidez. As pessoas passaram a rir de mim e comigo, e
comecei a fazer amigos de fato.

Procuro não lamentar jamais cada um desses episódios difíceis. Reclamo, faço drama, choro, mas é tudo brincadeira, porque sempre tento ver o lado bom das coisas e não deixar resquícios de dor por causa do sofrimento. Procuro ser mais, maior, melhor, tirar proveito disso. Sempre disse aos amigos desiludidos pra não ficarem traumatizados com a dor e desistirem de lutar e de correr atrás do que desejam. Pelo contrário, a dor tem que dar força pra levantarmos e sermos fortes. Nada cai do céu, tudo depende da vontade de Deus, mas a nossa força de vontade é primordial. Já quase caí em depressão algumas vezes, já chorei e desanimei por falta de reconhecimento, por levar a fama sem tirar proveito, como diz a minha mãe, por ser pré-julgada e condenada por coisas que não fiz e foram distorcidas. Não sei deixar pra lá esse tipo de coisa, mas realmente preciso aprender a ignorar e ser maior. E volto atrás, se preciso, e perdôo, esqueço, dou chance. Porque u também preciso disso, de perdão, de desculpas, de tolerância, de segundas chances.

Nunca imitei ninguém, nunca quis ser igual, muito pelo contrário. Sou aquariana, a queridinha do papai, a menininha que sempre falou corretamente, sempre quis saber o que era tudo, sempre quis aprender e estudar, que mandava cartas pros jornalistas, ia nas redações e ficava amiga. Eu era a menina que inventava modelos pra roupas de Barbie, já que não havia pra vender em lojas, e vendia pras amiguinhas da escola, que adoravam. Eu costurava a mão almofadinhas, e minha mãe fazia o resto na máquina. Eu desenhava plantas de apartamentos ficticios dos meus sonhos, escrevia milhares de redações sobre tudo e todos, desenhava meus personagens favoritos e colava na parede
do quarto. Mais tarde, inventava modelos de roupas e dava pra minha mãe fazer pra mim, inventava bolsas, cortes e cores esquisitos de cabelos. Sempre foi engraçado ouvir os amigos perguntando "com que cara vc está agora? Será que te reconhecerei?". Nunca fui padrão, nem quis ser. Como meu instrutor querido da auto-escola disse, não sou manequim de loja, igual, em série. Ser único é melhor, mas também mais trabalhoso. Há preconceito e pré-julgamentos pela aparência. Por exemplo, sempre acham que sou junkie e drogada por causa do cabelo, das tatuagens e piercings. Daí basta conhecer pra ver que na verdade sou a menina tímida, carinhosa, boazinha, careta e super correta com tudo. Sim, tenho um milhão de defeitos, e minha consciência pesa por cada um deles. Me culpo mesmo sabendo que a grande maioria deles é sem querer. Tento não mentir, não enganar, não fazer nenhuma espécie de mal pra nada nem ninguém. Tento não julgar quem não conheço, procuro não ficar
falando mal gratuitamente das pessoas, respeitar, porque imagino como falam e pensam de mim, injustamente. Não podemos agradar a gregos e troianos, mas tento mostrar pra quem não me conhece ou não gosta de mim que sou bacana, e tento dar uma chance a quem eu não simpatize muito, porque com certeza esses têm muitas qualidades e podem sim vir a se tornar amigos. Seria bom que não existissem tantas picuinhas e todas as pessoas pudessem esquecer pendengas passadas e dar as mãos, em paz.

Não acho que todos esses problemas, brigas, implicâncias, afrontas, e quaisquer coisas gratuitas sejam somente inveja. Pode até ser em alguns casos, pode até ter uma pitada de inveja, mas a raiva e a antipatia humana é gratuita em tantos casos! Por isso prefiro ser ingênua e confiar no que as pessoas me dizem e dar uma chance a todos, sempre, que manter sentimentos ruins e levar isso pra outras vidas. Quero abstrair e resolver tudo aqui, agora. E perdoar, se é que eu tenho esse poder. Acho que todo mundo pode ser legal, e pode se arrepender e mudar. Não acho que eu seja invejável, eu somente tento ser forte sozinha, tento construir sem depender dos outros, mesmo sabendo que não vivo sozinha. Tento levantar mesmo antes de cair, não me permito ficar no chão por muito tempo. Tenho amigos lindos que me acordam pra ir pra aula, que me apoiam muito quando estou caindo, que me dão a mão nos momentos de dor. Graças a eles, levantei, arrumei trabalho, tive força pra viver sozinha e me preparar pra ter de volta meu amor maior, o amor dessa vida e talvez de outras tantas. Não tive dinheiro para ir a médicos, tomar remédios. Não tive mão na cabeça nem muito colo. Tive esporros e empurrões, que me ajudaram muito. Na hora da
fraqueza, do choro e da dor, tive uma força maior que vinha de dentro e dizia que tudo se resolveria logo, que o vazio era comum aos dois, que aprenderiamos muito e preparados, poderíamos então nos unir novamente. Lamento de coração a dor de terceiros, porque sei como ela é latente e forte, como consome e machuca. Lamento apesar de ninguém em momento algum ter lamentado a minha dor. O espiritismo foi vital, me mostrou que seria o que tivesse que ser, ficando juntos ou não. Que o melhor aconteceria, inevitavelmente. Me mostrou que eu sou forte e capaz, me fez entrar de cara no trabalho, fazer bons textos e arrumar o estágio, me fez cativar tantas pessoas em tão pouco tempo em tantos lugares.

Aparência e corpo físico são meros detalhes, até porque são passageiros nessa vida mesmo, ou quando a gente morre, e apodrece rapidinho. A meu ver, pessoas são belas quando são boas. Não consigo achar feio alguém querido, é que nem pai e mãe, que são sempre lindos pros filhos. Claro que eu detestava ter o rosto coberto de espinhas e fico feliz quando dizem que tenho pele de pêssego. Já fiz um milhão de dietas, mas hoje desgrilei um pouco dos quilos extras (apesar de ficar feliz quando reparam que emagreci), adoro comprar e inventar roupas, cuidar do cabelo, fazer tatuagens e colocar piercings. Mero adorno, ok, mas é uma brincadeira divertidinha. Sempre
fui assim, furei sozinha a orelha ainda pirralha, coloquei alfinetes no topo da orelha, onde colocam piercings hoje, quando isso nem sonhava ser popular. Quase perdi a orelha e dizia que seria "Van Gogh", rs, mas terminei arrancando os alfinetes com alicate. Comecei a me tatuar e a me soltar mais quando me livrei da criatura mais dolorosa que passou pelos meus poucos anos de vida. Um ser que me depreciava e me diminuía, e contribuía com minha baixa auto-estima, tão melhor nos dias de hoje, mas ainda longe de ser 100%. Resolvi ser eu, usar meu cabelo curto mesmo, vermelho mesmo, ter minhas tattoos e milhares de brincos e roupas esquisitas, tudo o que eu era antes dele, tudo que é da minha essência. O alívio foi imediato, maior que a dor da falta, da perda. Pude voltar a ser eu mesma, pude ser mais eu que nunca. Vendo fotos antigas, consigo finalmente me reconhecer, pelo mesmo sorriso, mesmos gostos, a melissinha e a camisa de bonequinha, o cabelo curto, a falta de noção, as palhaçadas, a língua de fora.rebeldia, que na verdade nada mais é que personalidade.

Eu sempre fui o tipo de pessoa que chora com as lágrias alheias, que sofre com a dor alheia, que se incomoda quando o outro não está bem, que se incomoda com a miséria e a fome. Eu sempre tive peso na consciência quando faço besteiras, quando minto ou cometo erros de forma lúcida. Eu não sei ficar bem e saber que alguém está mal, mesmo que seja alguém que me fez mal. Eu me arrependo, me culpo, eu me dobro com um pedido de desculpas ou com um sorriso. E acho que não quero ser diferente não, embora minha ingenuidade as vezes me faça de boba.

Ao mesmo tempo, sempre fui aquariana, cheia de vontades, geniosa, sempre arregacei as mãos e fiz, nunca esperei fazerem por mim. Não aceito injustiças, não concordo só pra agradar, digo não quando é preciso, quase sempre. As vezes realmente é difícil, mas não sou molenga, sei bem do que não gosto. Prefiro perder a ganhar por pura negligência minha, por não abrir a boca, por aceitar. Mas não desisto fácil das
coisas que quero fazer e ainda não fiz. Já me fudi muito acreditando, amando, buscando, mas isso é vida, é aprendizado. Melhor tentar e não conseguir que não tentar e não saber o que podia ter sido. Pelo menos tenho a sensação de ter feito a minha parte. Se erram comigo, tento não errar de volta. O lance é cada um fazer a sua parte, porque de grão em grão se muda o mundo. Toda dor dói na hora, deixa seuqelas, traumas, mas não me vingarei jamais. Que os outros errem, ok, mas eu não
vou retribuir, fazer igual. Minha consciência não permite. I'm a believer, nunca deixarei de acreditar e tentar e tentar. E fazer o bem, que deixa feliz quem recebe e passa a fazer o bem também, num ciclo feliz. Vou virar hippie, paz e amor a todos. Só não fumo maconha nem ouço reggae, pelamordedeus.



=)

sexta-feira, agosto 06, 2004

Finalmente! Messenger online, não precisa baixar o programa! Para os momentos de abstinência, qdo vc tá em algum pc sem o programa...
=)

quarta-feira, agosto 04, 2004

Odeio volta as aulas. É bom pra rever os amigos queridos, que somem nas férias. Mas isso podia ser feito uma vez por semana apenas, e tava de bom tamanho. Odeio ter que ir todo dia pra Facha, atapalha meu sono, meus compromissos, toma tempo de encontrar com os outros amigos, ir ao cinema, descansar, namorar... Torra grana demais com lanche e passagem (ô, pobreza!) e desgasta. Rotina desgasta. Fora o tempo que eu levo fazendo trabalhos e estudando para provas... Mas falta pouco, um ano, monografia... que aliás, será fodona, com meu co-orientador querido que já topou me ajudar. Uhu! Não vejo a hora. Sou maria-caneta sim, e daí?Tô feliz, deu certo decidir gostar de quem gosta de mim, já dizia o rei Roberto Carlos. Eu mereço e tava precisando disso. Já estive tantas vezes do outro lado e sei bem como é. É foda amar, gostar, tentar conquistar e morrer na praia. É foda não ter ao menos uma chance de tentar, ou simplesmente ter bons momentos e ainda assim, acabar. Mas é a vida, são muitas pessoas, e somente uma se encaixa, algumas poucas são tão parecidas a ponto de nos confundir como sendo nossas metades da laranja. E daí a gente vai tentando, experimentando, caindo, se machucando, sofrendo, chorando. Mas eu nunca deixo de tentar, eu sempre levanto e parto pra outra. Trauma é perda de tempo. Tenho medo, mas nunca deixei de viver, pq não tenho tempo pra perder oportunidades únicas, e todas são únicas. raramente temos segundas chances. Dessa vez eu tive, e agarrei com unhas e dentes. E quero ser feliz, tô sendo, eu mereço. Já cansei de ser trocada, preterida, e sei que faz parte, pq é difícil mesmo amar e ser amado. E dá medo quando a gente perde, e mais medo ainda quando finalmente ganha. Mas é assim, é a vida, e eu te digo, vale a pena tentar.Queria muito poder dizer isso a ela, sem que parecesse deboche, pq não é. Eu entendo bem o lado de quem tá maus, entendo o lance da posse, de vc só dar valor quando perde, e de se doer quando vê que a pessoa refez a vida. Entendo bem mesmo, mas não teria como dizer isso sem parecer mil coisas menos a verdade, que é solidariedade.Acho que eu sou boazinha demais, mas ok, na verdade eu só tenho sentimentos, e odeio ver os outros mal. Mas é isso aí, segue tua vida, já já as coisas se acertam. Mas sem pé atrás, ok?

terça-feira, agosto 03, 2004

São Paulo nunca foi tão gostoso... E olha que eu adoro São Paulo! Pela primeira vez fiquei em hotel, e foi uma verdadeira honeymoon. Tudo o que eu sempre quis, e termina parecendo bom demais pra ser verdade, sabe? Mas é verdade, ô se é. Fico remoendo na cabeça "aquelas" palavras, volto ao momento mil vezes, tentando entender o que não precisa ser entendido. O lance é sentir e pronto, né? Simples assim. Eu mesma tive vontade de dizer algumas vezes, tão bom e intenso eram certos momentos, os mais simples mesmo. Mas me contive, como nunca, esperando ter certeza. E isso existe? Sei lá... Mas ainda preciso me sentir mais constante.
Passeio na 25 de março, comprinhas mil de quinquilharias, friozinho, muita junkie food, muito beijo e abraço, amigos, risadas.
Ah! Vi o Joselito no metrô e fiquei emocionada. Se não estivesse com sono, crise alérgica e dor de ouvido e orelha (do piercing novo), teria ido, joselitamente e sem noção, pedir uma foto. Rs.
Vi o Gabriel Thomaz (Autoramas) tb no metrô, ia no show, mas o amigo atrasou. Fomos ao mexicano mais tarde, dormi cedo.
Prova domingo de manhã, Estadão. Meu sonho! Texto fácil, conhecimento gerais cheia de perguntinhas típicas de detalhes que eu nunca gravo. Me fu, eu acho. Mas valeu pelo resto todo, como valeu!
Sorvete na feirinha do Trianon, pastel na Paulista, almoço na Liberdade. Ganhei uma mochila linda, dentre tantas coisas bacanas.
Ai, ai, quero e preciso de mais dias assim... Longe daqui, longe de tudo, mas perto de vc.
=)
As vezes calha deu me apaixonar por uma música de primeira. Aconteceu com a mais nova da Adriana Calcanhoto, voz e violão, lindinha, lindinha. Descobri a pouco que na verdade a letra é do Claudinho e Buchecha. Então tá... Mas continuo amando a letra.

Fico Assim Sem Você
(Adriana Calcanho /letra: Claudinho e Buchecha)

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro sem abraço
Sou eu assim sem você
Tô louco pra te ver chegar
Tô louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço, retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por que?

sexta-feira, julho 30, 2004

Queria escrever mais, mas ando sem criatividade quando sento aqui. Só penso em algo bacana quando tô longe do pc. Enfim... Tô indo pra SP, semana que vem prometo tentar ser mais interessante. Mas vou fazer prova e viver um pouquinho, me divertir =)

quarta-feira, julho 28, 2004

Preguiça da porra pra escrever. Tive mil idéias, mas tava longe daqui. Agora já esqueci e perdi a empolgação. Enfim, o que importa é que estou no trabalho, o ócio reina (o sono tb). Tomei um capuccino e tô morta de fome, mas não quero gastar grana com lanchinhos. E sei que mais tarde rola e tals.

Tô me sentindo o próprio Ronnie Von (ou Monkees). Fiz a tal escova progressiva ontem, e o cabelo tá liso demais. Ok, futilidades a parte, tava viciada em chapinha, não dá pra viver assim. Essa porra custa caro, mas vale pela tranquilidade. O salão foi recomendado por Cição, e ela tava lá, pra mangar di eu.

Esse mês tá uma maravilha. Rolou Paraty, agora Angra, e semana que vem, SP. Angra foi uma delícia, e serviu pra eu finalmente dar valor ao que eu sempre sonhei e finalmente tenho em mãos. Chega desse negócio loser de só quebrar a cara. E tenho planos, muitos, vários, todos eles, e a via é de mão dupla, e só sabe como é simples e bão isso quem vive algo assim. Ando calma, tranquila, como nunca me vi, com certezas que sempre quis e não achava ser possível ter...

E ando ouvindo muito o We love life do Pulp. Todo alegrinho, mas sem ser felizão! Aliás, pode parecer até bem indie e algumas horas soturno, mas as letras são super pra cima, seguindo a linha do título. Eu ando assim, de bem com a vida, mas tranquila, sem aquela euforia de paixonites, mas com uma paz de algo maior. Sei lá... Quem sabe?
Tá na hora de ir...

sexta-feira, julho 23, 2004

Dapi, sempre ele. O lide (primeiro parágrafo) e o último estão perfeitos, a minha cara. Quando cita J&MC então...

"Chuva       

     Aqui, no passado de onde escrevo, chove sem parar há quatro dias. Se aí pela sexta-feira continuar a chover assim, bem, melhor escolher um casal de cada espécie animal. A despeito dos transtornos, gosto de chuva, por ela mesma e por ser o único jeito de a temperatura baixar de verdade por estas plagas. Sou um carioca atípico, admito. Gosto de mar, mas não de calor. De samba, mas não de carnaval. De futebol, apesar de tudo.
     Quanto à chuva, aprecio a sua extrema maleabilidade poética: dependendo do contexto e do talento do vate, ela pode simbolizar amor, vida, sexo, fertilidade, morte, esperança, castigo divino, o Nada e até um vértice espaço-temporal. Lembrem-se de Jorge Luis Borges, em “Llueve”: “¿En qué ayer, en qué patios de Cartago/ Cae también esta lluvia?” (Chove/ Em que ontem, em que pátios de Cartago/ Cai também esta chuva?)
     Por gostar de chuva, então, ofereço-lhes esta listinha de meia dúzia de canções que, de uma forma ou de outra, foram por ela inspiradas, no intuito de também tornar o seu inverno menos intolerável. Não há nenhum critério científico nela, logicamente. Não são “as seis melhores canções contendo a palavra chuva em todos os tempos”, até porque isso não existe. É só o punhado de música que me vem à cabeça quando o Corcovado fica encoberto e os pingos d’água começam a bater com força na vidraça.
     1) “Happy when it rains”, do Jesus and Mary Chain, dos versos “Você era minha chuva no dia de sol/ Você era minha nuvem no céu/ Você era o mais escuro céu/ Mas dos seus lábios saíam ouro e mel/ É por isso que eu fico feliz quando chove”. Escolha óbvia para quem quer que, nalguma noite bêbada dos anos 80, tenha desejado ter nascido em Glasgow e não no Rio de Janeiro, deus, quanta bobagem a gente pensa na vida. Está no grande álbum “Darklands” (1987), cheio de referências às chuvas eternas da Escócia, seja em “Nine million rainy days” (“Nove milhões de dias chuvosos/ Varreram meus olhos/ Pensando em você”) seja em “About you” (“Há algo morno na chuva”). Não confundir com “Only happy when it rains”, do quarteto americano Garbage, posterior.
     2) “Que maravilha”, de Jorge Ben e Toquinho. Ben é o nome que está na capa do disco “Negro é lindo” (1971), é o nome do sujeito da turma de boteco do meu pai, Paula Freitas, quadra da praia. Portanto, nunca me acostumei com Ben Jor. Contudo, nunca esqueci esta gracinha arranjada por Arthur Verocai. “Lá fora está chovendo/ Mas assim mesmo/ Eu vou correndo/ Só para ver o meu amor. (...) E ela vem chegando de branco/ Meiga, pura, linda e muito tímida/ Com a chuva molhando/ Seu corpo lindo que eu vou abraçar (...) E a gente no meio da rua/ Do mundo, no meio da chuva/ A girar...” É romântico e sensual paca. Das mais belas canções de amor da língua portuguesa.
     3) “The home front”, do inglês Billy Bragg. Incluída no álbum “Talking with the taxman about poetry” (1986), não fala propriamente de chuva, e sim de tédios e tensões familiares. O aguaceiro surge numa imagem forte, que apresento primeiro no original: “And when it rains here/ It rains so hard/ But never hard enough to wash away the sorrow/ I'll trade my love today for a greater love tomorrow” (E quando chove aqui/ Chove tão forte/ Mas nunca forte o bastante para lavar embora o desespero/ Vou trocar meu amor de hoje por um amor maior amanhã). Tem um clima solene, de hino religioso. Ao final, não à toa, cita “Jerusalém”, melodia de Sir Hubert Parry para o poema de William Blake.
     4) “Box of rain”, do Grateful Dead. Esta música foi composta para o álbum “American beauty” (1970), quase todo acústico. Na ocasião, o pai do baixista Phil Lesh estava morrendo de câncer. O letrista da banda de São Francisco, Robert Hunter, costuma contar que, a partir de uma fita com vocalises de Lesh, “a letra se escreveu sozinha”. Apesar da motivação dolorosa e das referências à doença, o astral da música é elevado, o que apenas a torna ainda mais doce e comovente: “O que você quer que eu faça/ Faça por você para lhe amparar?/ Uma caixa de chuva vai aliviar a dor/ E o amor vai lhe amparar.”     
     5) “Me chama”, de Lobão. Está no LP “Ronaldo foi pra guerra” (1984), gravado pelo cantor e compositor com a banda Os Ronaldos. Isso, LP. Ou vinil, se você tiver menos de 25 anos. Contendo ainda “Corações psicodélicos” e “Tô à toa Tókio”, este álbum nunca foi lançado em CD pela BMG. Vergonha. A canção é aquela assim, claro: “Chove lá fora/ E aqui..../ Faz tanto frio/ Me dá vontade de saber/ Aonde está você/ Me telefona/ Me chama/ Me chama/ Me chama”. A versão da Marina também é bem bacana.     
     6) “Singin’ in the rain”. Composta por Nacio Herb Brown e Arthur Freed, esta canção quase ficou de fora do filme de 1952 que terminou por batizar. Não gosto muito de musicais, acho meio patético aquele troço de sair bailando sem mais nem menos na sala de cirurgia, no tribunal, no cemitério, mas, graças a Gene Kelly, esta cena é tão genuinamente alegre... Todo mundo sabe: “Singin’ in the rain/ Just singin’ in the rain/ What a glorious feeling/ I’m happy again/ I’m laughing at the clouds/ So dark above/ The sun is in my heart/ I’m ready for love” (Cantando na chuva/ Apenas cantando na chuva/ Que sentimento glorioso/ Estou feliz de novo/ Estou rindo das nuvens/ Tão escuras lá em cima/ O sol está no meu coração/ E estou pronto para o amor). Merece um lugar no peito de quem, ensopado e contente, saca que a chuva só tem graça porque um dia o sol reaparece"

quarta-feira, julho 21, 2004

Almocei correndo uma empada de frango com palmito e outra de chocolate com guaraplus diet (pra cortar calorias de alguma coisa, né) na Empada Brasil (que é bem melhor que a Casa da Empada). Daí que o solzinho me enganou e tava um frio da porra, mal aguentei andar até lá. Voltei, acabei a tal matéria e agora tô com medo dos comentários a respeito. Sempre acho que vou ouvir misérias... E tô aqui a toa, esperando, ouvindo o segundo álbum do Stone Roses, nem de longe bom como o primeiro. Mas sempre tem alguma musiquinha que me agrada. Fui acompanhar a letra e olha que coisa mais singela (pra não dizer brega) que eu encontrei.... Podia ser regravada fácil pela Sandy, com um arranjo cafona. Mas´é lindinha ainda assim a musiquinha, vai...

"When your heart is black and broken
And you need a helping hand
When you're so much in love
You don't know just how much you can stand
When your questions go unanswered
And the silence is killing you
Take my hand baby, I'm your man
I got love enough for two
Ten storey love songI built this thing for you
Who can take you any higher
Than twin peak mountain blue?
Oh well, I built this thing for you
And I love you true
There's no sure fire set solution
No short cut through the trees
No breach in the wall
That they put there
To keep me from you
As you're lying awake in the darkness
This everlasting nightSomeday soon
Don't know where or when
You're gonna wake up and see the light
Ten storey love song
I built this thing for you
Who can take you any higher
Than twin peak mountain blue?
Oh well, I built this thing for you
And I love you true"

terça-feira, julho 20, 2004

Eu fico bebinha com duas canecas de sangria, só de coemr as frutinhas. Aliás, só tem frutas. Minha mãe negou vinho, disse que eu bebo demais. Quem, eu???

(ouvindo Dandy Warhols)
Acabei de aprender isso (como se eu não soubesse): "Aquarianos gostam de se doar ao máximo, fazer tudo pela pessoal, mas quando é o contrário elas se sentem presas, sufocadas. 
É um senso de liberdade enorme e quando elas acham que essa liberdade está em risco elas fogem."


"Bondade sua me explicar com tanta determinação exatamente o que sinto, como penso e como sou"



No trabalho, tendo matéria pra fazer, mas ouvimento feliz "Shady lane" e cantando discretamente junto. Nwm sou muito fã de ,i>Pavemente mas essa música sem dúvida é hit com letra chiclete.
 
"A shady lane -- everybody wants oneA shady lane -- everybody needs one
Oh my god, oh my god, oh my god, oh my god
Oh my god, oh your god, oh his god, oh her god
It's everybody's god, it's everybody's god, it's everybody's god, it'severybody's god
The worlds collide, but all that we want is a shady lane"


Sid e (argh) Nancy no Globo hoje.
 

A vinda pro trabalho é de metrô, mais rápido e sem chances de engarrafamento (até Copa pelo menos). Word gets around do Stereophonics é um álbum perfeito pra essa viagem, viciante. Tanto que há dias ele colou no meu discman no horário da manhã. Esse tá na minha pequena listinha de álbuns perfeitos do início ao fim, sem tirar nem por. Cada música se completa e me faz viajar nas lembranças, boas e ruins. É inevitável. Vejo minha vida e alguns certos dias passando na memória, por cada estação da via, cada música que toca. Dá vontade de por todo mundo pra ouvir, empolgada, cantando junto, que nem criança com o brinquedo (eternamente) novo. Porque as lembranças nunca cessam.
Ontem saí as 18hs, como de praxe, e caminhei debaixo de um dilúvio e frio de rachar até o ponto do ônibus do metrô, já que o tempo indicava que haveria engarrafamento em Copa e eu enjoaria, como sempre. Passei por um senhor na rua, que estava abaixado e atrapalhado. Fui olhar o que ele fazia e quase virei pedra; o bichinho tava com o troço todo de fora, na mão, tentando fazer xixi. Fiquei chocada. Todo mundo brinca com o lance da maria mole, mas poucos viram ela realmente. Ai, ai, meda. Imagina as meninas velhinhas...
 

segunda-feira, julho 19, 2004

Bob Dylan no computador e trabalho. Chuva, frio, bate-papo escondido no MSN... Maravilha.
 
Ontem foi um domingo ótimo, como poucos. Eu sempre reclamo do ócio dominical, mas confesso que dá uma puta preguiça sair da cama antes de meio dia, ainda mais com chuva e frio. Mas fui no final da Maratona de 55hs dos quatro anos da matriz e, apesar de vazio, me diverti e ri muito. Falamos muita merda, eu estava num dia especialmente inspirado, contando causos de minha vida joselita, e enfim, foi bão. Bebi, gastei grana, mas compensei o sábado em casa. E ainda ganhei carona de volta. Quero mais dias como esse...
=)

domingo, julho 18, 2004

Pensamento (cafajeste) do dia:
 
Antes um Corsa que um Fusca. 
Oh, céus!
Cereja ao marashino por toda a geladeira num sábado a noite de tédio, trabalho e solidão.
Eu não mereço.

sábado, julho 17, 2004

Faaabio e Daia viram o Joselito e lembraram de mim. Dã. Por que será?

sexta-feira, julho 16, 2004

Will you still need me when I'm 64?
 
  Tenho certeza (ou quase, porque nunca se sabe...) que só tive um amor na vida. Correspondido e tudo, com direito a bons momentos, promessas e juras de amor, pacto de sangue, brigas e sorrisos, tudo como manda o figurino. Eu achava, até um tempo atrás, que tinha sido um inferno e a pior coisa que me aconteceu. Mas depois de um reencontro regado às deliciosas batidas do Só Kana, algumas lágrimas e um revival, lembrando das coisas boas, dos vários momentos bacanas, percebi, juntando também os caquinhos de todos os meus 565 mil ex qualquer coisa de antes e - principalmente - depois dele, que nada nem ninguém se compara. No máximo chegam perto. Claro que conheci pessoas bacanas, atenciosas, carinhosas, e nenhuma jamais foi tão agressiva e estúpida como ele. E da mesma forma que eu teria que juntar todos os defeitos de todos eles pra chegar aos pés dos dele, teria que juntar também todas as qualidades e bons momentos para se comparar de leve ao que foram aqueles anos nada saudosos, mas sempre lembrados. Não, não é o amor da minha vida, se é que isso existe. E nem tinha como ser. Mas sem dúvida foi um amor, coisa rara nos dias de hoje, e acho que nos dias de sempre, desde que o mundo é mundo.
  Eu não saio pulando de galho em galho meramente pra viver ciscando e experimentando, mas numa tentativa de achar um outro amor tão e principalmente mais gostoso e prazeiroso pro coração e pra alma. Quero algo que aquiete minha ansiedade, que me conforte a cabeça e  o coração que sempre bate forte em vão, tolo que é, sentimentalóide e ingênuo, que não se cansa desse exercício pesado que é viver batendo forte, a toa. Quero ter alguma certeza e segurança, quero não ter medo de nada (ou quase), nem tantos ciúmes, quero saber que o telefone vai tocar. Não aguento mais essas paixonites irritantes e inconstantes, que mudam a cada semana e atrapalham a vida, tomam tempo e espaço na memória ram da minha cabeça, espaço que podia e deveria estar reservado pros amigos e pro trabalho, e também pra ele, o amor tranquilo. Não aguento mais conquistadores baratos e profissionais, que quando conseguem te ganhar num sorriso, batem a porta e partem pra conquista de novas bocas arreganhadas e pessoas tolas, tolas como eu.
Como diz no email do spam enviado pela amiga, "essa é a classe de amor que eu quero para a minha vida. O verdadeiro amor não se reduz ao físico nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será e... do que já não é...". Simples assim.

quinta-feira, julho 15, 2004

Eu sempre choro quando ouço "João e Maria" do Chico & Nara. Foda. Amo essa letra, amo a música.
 
"Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim"

Ih, olha lá! O blogger internacional tá mudado...
 
Já sei o que vai ser a minha nova tatuagem. Vou pra SP fazer uma prova, e agora é de lei: SP = tattoo.
hehe
Entraram aqui procurando "um dia percebemos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem... Mario". Não achei o link, mas de qualquer forma, é curioso ver o que as pessoas procuram nos sites de busca.
Hoje teve pizza e torta de morango no almoço, comemoração de 42 anos de casamento dos chefes. Eu fico pensando, tenho 26 anos de vida, eles têm 42 juntos! É muita coisa. Queria eu chegar um dia a ter algo bacana assim. Comi demais, e depois rolou sessão de relaxamento com todo mundo reunido, e foi hilário, os burros velhos fazendo palhaçadas.
Desencavei o Cd do Tom Petty, trilha do filme "She's the one", que eu nem vi, mas pelo trailler que vi por acaso, nem gostei. Anyway, adoro aquele cd, e tem a música favorita, a do repeat, "Walls nº3". Linda de chorar. Ei-la:

"Some days are diamonds
Some days are rocks
Some doors are open
Some roads are blocked

Sundowns are golden
Then fade away
But if I never do nothing
I'm coming back some day

Cause you got a heart so big
It could crush this town
And I can't hold out forever
Even walls fall down

All around your island
There's a barricade
It keeps out the danger
Holds in the pain

Sometimes you're happy
And sometimes you cry
Half of me is ocean
Half of me is sky

But you got a heart so big
It could crush this town
And I can't hold out forever
Even walls fall down

And some things are over
Some things go on
Part of me you carry
And part of me is gone

But you got a heart so big
It could crush this town
And I can't hold out forever
Even walls fall down

You got a heart so big
It could crush this town
And I can't hold out forever
Even walls fall down"

quarta-feira, julho 14, 2004

Ela escreveu, eu copiei, porque sou eu tb, sem tirar nem por:

"There are so many ways to love...

Sou alguém extremamente apaixonada.

Apaixonada sim, por tudo, mas principalmente por pessoas, aquelas que estão na minha vida, as que foram selecionadas.
O amor é o que eu tenho de melhor, é o que eu tenho de mais precioso.
Não me importa se o outro lado está preparado para recebê-lo, se ele não sabe o que fazer com isso, se ele o quer de verdade, se ele não tem condições de retribuir. Esse sentimento é meu e de mais ninguém.
Gosto de demonstrar a importância de alguém na minha vida.
Gosto de demonstrar esse amor de todas as maneiras possíveis.
Gosto de sentir admiração.
Gosto de fazer carinho.
Gosto de dar e não é esperando receber tudo de volta, é inconsciente e involuntário.
O coração... é involuntário.
Amo.

Eu não escondo o que sinto e por mais que eu às vezes tente esconder, meus olhos me denunciam. Fazer o que...

Boba ?
Exagerada ?
Sem cautela alguma ?
Talvez.
Questão de ponto de vista.

Não adianta, sou uma eterna apaixonada.
Por mim, pela minha família, pelos meus amigos, pelos meus eternos amores, pela minha vida.
É a única coisa que é minha e o que me acompanha, para onde quer que vá."
"Cansei de ser escravo do seu coração
Agora resolvi fazer
Você sentir a dor que eu senti
Você sentir na pele o que é sofrer
Eu sei que vou ser forte pra lhe mostrar
Que mesmo lhe querendo vou lhe deixar
Já cansei de ser escravo de você.
Duvido que você na vida possa ter
A sorte de encontrar um novo amor
Que pense em você e queira só você
Duvido que isso possa acontecer
Então eu quero ver você se humilhar
Querendo dar um jeito para voltar
Já cansei de ser escravo de você"

Ouvindo Roberto Carlos...
Homem é tudo palhaço ou Nunca mais quero gostar de ninguém

Dividimos uma garrafa da cachaça "Coqueiro" (vide fotolog), que eu trouxe no findi de Paraty. Não contente, tomei um restinho de outra, com canela. Nada. Já pra lá de Bagdá, uma lata de (argh) cerveja. Odeio cerveja, sempre, sempre me faz mal. Fez. Desmaiei, dormi pra porra. Acordei de camisa Hering, e com a maior sede do mundo. E expremida pela Labrador linda e meiga, um dos poucos cachorros que eu gosto de verdade.
Daí pensei, lembrei, e o enjôo me deixou ainda mais decepcionada com esse, com o outro, com todos. Será que alguém, algum dia, vai me tirar essa sensação? Será possível? Não farei nada, muito menos direi qq coisa. Deixa o tempo, o tempo curar, se é que ele consegue, sem trazer de novo mais dor. Quanto a ele, o da cachaça, quem sabe? Eu é que não sei.

Mas ouvi tantas coisas já... E fiquei em dúvida, fiquei pensando, quase acreditei. Ou melhor, acreditei. Mas de novo? Será possível nunca aprender que é tudo uma grande mentira?
Argh, enjôo.

terça-feira, julho 13, 2004

Pelo menos meu "novo eu" cafajeste tem rendido bons momentos, de elogios e lembranças. Uhu.

segunda-feira, julho 12, 2004

Estive em Paraty e não levei nem um tombinho, nada. Engraçado isso. Tava vendo todas as minhas marcas de tombos e lembrando deles. Sempre fui assim, Joselita, sem noção. Mamã cansou de dar esporro. Já não era sem tempo.

Sabe que a Americanas tá fazendo uma campanha disfarçada de auxílio à depressão e dor de cotovelo, oferecendo serotonina di grátis? Fui comprar minhas balas de sempre, uma meia tb (compulsão) e ganhei uma barra de chocolate, branco ainda. Maravilha. E ainda colaboram para me deixar mais baleiosa do que já estou.

Preciso de um alguém menos impulsivo, mais racional, que saiba o que quer. E queira a coisa certa. Rs. Mas é sério. Gente volúvel já bastou, né não? Galinha então... Aliás, chega desse papo. Alimenta demais egos já inflados.

(...)

[Este post foi escrito ao som de Lonely boy do Wander Wildner, com o patrocínio de uma barra de Laka]
Decepção. Eu ainda consigo me decepcionar com as pessoas, porque ainda alimento tolas esperanças, ainda confio, me entrego, não deixo um pé atrás. Bem feito. Não posso nem me queixar, aliás, como sempre (basta ver nos arquivos do flog). É sempre assim, eu, tola, ingênua, e acreditando em todo e qualquer palhaço aparentemente bonzinho e sorridente que me aparece. Engraçado, lendo o Caderno 2 do Estadão agora, horóscopo do Quiroga. Perfeito, não a toa, meu horóscopo favorito (eu leio todos os jornais inteiros, mas tb tenho minhas futilidades, não vivo sem todos os horóscopos diários). Olha isso: "Vc não pode controlar o que as pessoas dizem ou fazem, mas pode dominar suas reações ante esses fatos. Esta é a base da liberdade e da independência, dominar sua alma a despeito do que acontecer lá fora". Então tá. A raiva tá passando, a tristeza é que demora mais. A desilusão e a sensação de ser a criatura mais desinteressante da face da Terra tb. Mas eu melhorei, no fundo sei que até sou bacaninha. As vezes eu sei... Eu digo que vou fazer e acontecer, tacar cocô no vidro do carro (hahahaahahahha!), furar pneu, xingar. Rs. Mas eu nunca faço nada, nem a consciência permite. Capaz até deu dar um "oi" e sorrir. Tola. Eu sempre faço isso, me derreto com uma palavra sorridente, com um gesto bobo. Aquele outro lá, pelo menos, sempre se mostrou canalha, sempre deixou claro a que veio. É cafa e sempre se mostrou assim. Argh. Ainda vou aprender a ser assim. Um dia eu consigo.

O findi foi ótimo, muita diversão e risada. Sábado rolou palestra o dia todo, comida boa, sorvete a quilo. Adorei Paraty, preciso voltar lá com calma. E com companhia, como disse o amigo. Paraty é cidade pra namorados. Ou enamorados. O lance é conhecer alguém de confiança. Existe?

quarta-feira, julho 07, 2004

Ontem eu ouvi "Veronica" do Elvis Costello na Globo FM. Fiquei feliz! Hoje trouxe o Cd dele no discman...

segunda-feira, julho 05, 2004

A Facha tá evoluindo. Já tem carnê de pagamento na internet e os resultados saíram no dia na internet. Uhu. Passei em tudo, graças a Deus. E ainda fiquei com 10 em fotografia em PP. I'm so happy. Mais ainda pq não preciso ir lá ver os resultados, posso ir logo pra casa e dormir, me preparar pra noitada da semana que promete.

domingo, julho 04, 2004

Hoje faz uma semana, e eu ando pensando e pensando. Fui na Matriz, fui no Parque Lage (adoro piqueniques), andei por aí, ganhei uma Barbie, vi um amigo antigo, recebi convites, não consegui entrar na Maratona pro filme que eu tanto queria ver do Woody Allen, fui na Lagoa a noite, não fui no "queijos e vinhos" nem no jantar com o povo da faculdade. Enfim, muitos programas, muitas pessoas, muitos convites, muita confusão. Fui no curso, posei de modelo, me diverti, caguei, chorei. Dormi, dormi, acordei triste, fiquei de mau humor. E não adianta pedir, rezar, desejar, sonhar, a vida real é bem diferente dos sonhos e dos livros infantis. Na vida real, as coisas acontecem quando Deus quer, independente do esforço, que deve existir, mas não é garantia de nada. Ou sei lá. Não entendo. Talvez nunca entenda. Mas vou continuar vivendo, a fila anda. Paciência.

sábado, julho 03, 2004

Medo. Medo sim. Medo de te ver e não ser nada. Medo d'eu te tratar bem, tão bem que pareça que nada aconteceu. E não aconteça mais nada mesmo. Medo de achar que as coisas se repetem e de não acreditar mais - não só em você, mas em nada nem ninguém. Medo de perder as esperanças. A menina ingênua e tola, que sempre tenta e em tudo crê finalmente se torna racional, menos sentimental, pé atrás. Será?

Tava relendo nossas conversas, é sempre esquisito descobrir como as pessoas se transformam quando quererm conquistar. Preciso aprender que é tudo uma grande mentira, ninguém é aquilo que apresenta quando a gente conhece. Ninguém. Uma pena...

sexta-feira, julho 02, 2004

No Estadão de hj:

Roubar beijo não é crime, decidem jurados

Um júri de Coeur d'Alene, em Idaho, Estados Unidos, decidiu que 'roubar' um beijo não é crime. Um técnico em computação que beijou uma cliente na casa dela, Steven Allen Moyer, de 40 anos, tinha sido acusado por isso. Ele alegou que a cliente parecia solitária. O júri, composto de cinco homens e uma mulher, levou 90 minutos para decidir.
Cheguei tem tempo. A praça vazia, o casal que se beijava apaixonado, sob o olhar distraído e cansado do fiscal de ônibus. Meninos conversavam animados, sentados na escadaria do banco, cheirando cola. Apertei o passo, porque as sobras da noite são sempre mais rápidas. Avistei minha mãe na porta de casa e dei meia volta, já no meio da rua. O carro freiou e um burburinho ficou no ar. Acho que falaram da minha mãe... rs.

Fui bater papo com a minha amiga querida que é a melhor prova de que amor não precisa de tempo, mas de boa vontade e de coração aberto. Bebi Pepsi Twist (light!) e tomei um caldinho de feijão, e provolone a milanesa. To empanturrada! Salada todo dia no almoço sem jantar faz o estômago virar uma bolinha de gude. Mas o olho continua grande...

Ah, comprei meu All Star de cano longo, preto. Agora só falta um alguém que tenha um azul, pra combinar...

Tô morta. E amanhã a noite promete ;) Preciso voltar ao agito.

quinta-feira, julho 01, 2004

Meu Swatch novo de ET voltou do médico, uhu. Ganhei um tripé pra digital, filmes Fuji pro curso de iluminação, bateria nova, e tomei sorvete de menta. La dolce vita volta a ativa, pq a fila anda e eu nasci pra ser feliz, "always in love".

terça-feira, junho 29, 2004

no icq:

amigo (11:41 PM) :
Eu tb sou bem sentimental...
amigo (11:41 PM) :
Mas acho bom...
amigo (11:41 PM) :
Normalmente me entrego mesmo...
amigo (11:41 PM) :
Mas quando quebro a cara choro pra caralho pro uns dias depois fico legal.
yo (11:42 PM) :
é, eu sou assim
amigo (11:42 PM) :
Acho melhor que se fechar. Acho bobeira se vestir numa armadura de insensibilidade pra nao sofrer.


é isso aí, o resto é bobagem...
Haha, ainda tomei cantada por telefone hoje. Quem vê pensa...
I will survive. Caguei. Ou quase. Mas eu sei, já já passa, e quando passar, ele volta. É sempre assim. Paciência.

***

Acabei de ligar pra Rede TV, pra fazer um favor. Um cara muito grosso atendeu, cheio de pose. Deu vontade de dizer que ele não tá na Globo não, eu hein...
Ai, quanto drama! Só não vou deletar pq faz parte do meu show. Mas acabou o drama, tô bem, obrigada. Fui almoçar saladinha, tentei levar as velas da novena na Igreja do colégio, mas tava fechada. Sim, eu fiz uma novena, ganhei da minha chefe e como todo mundo fez, fiz também. Santo Antônio, mas era pra pedir qualquer coisa. Aluguei o santo, rs.
Hoje tenho que terminar de ver os filmes do fim de semana. Ontem vi "Adeus, Lênin" e "Tudo sobre minha mãe". Hoje vou ver "A estrada perdida" correndo, pq depois vou bater papo com meu amigo furão.

Só um último comentário:
E o defunto esfria rápido demais, hein? Deus é mais. Eu já devia saber...
Eu já tô imaginando coisas. Mente fértil essa, devia servir pra alguma coisa tanta idéia junta, fervilhando. Mas não, seria uma péssima publicitária (argh, ainda bem). Não quero ir mais no curso, mas eu paguei, não sei o que fazer. Não quero ver o que a minha mente já imagina, e não quero ver o óbvio. É que nem aquela música do Skank, "te ver"... Eu não sei o que sinto, mas sei que sinto algo, dã. Hummmm...
Ah, não sei chegar no tal curso, é isso! Como eu vou pra um lugar que não sei chegar? Já procurei no site e não achei o endereço, e mesmo assim, não conheço aquele pedaço do Centro. Pronto, é isso.
Idiota.

***

Update:
Pela manhã é sempre pior. Dá uma raiva tão grande dessa dificuldade toda que em seguida fico triste, triste. E vou pro banho pensando quase sempre em desistir dessa merda toda, de ficar um minuto esperando a bosta do aquecedor acender, e ter que me vestir, e ter que acordar cedo e ir pro estágio, desistir de homens, amigos, faculdade, tudo. Eta vida chata, quero voltar pra cama. E dormir, dormir, dormir até cansar, ou até essa canseira de vida cansar de mim. Não sei não, as vezes eu acho a vida uma grande piada, de muito mal gosto na maioria das vezes, uma brincadeira de mau gosto. A gente nada, nada, se quima no sol forte, fica descascado, horroroso, cheio de Calydril, e ainda morre na praia. Porra. A vida se resume a algumas poucas risadas, uma ou duas gargalhadas extremamente sonoras e muito, muito trabalho e stress eternos.
Daí que vou pro trabalho, a mesmice, e me conformo com a rotina. Fazer o quê? Leio os jornais, falo com algumas pessoas na net e vou pra Facha (mais do mesmo) ou pra casa. E nada acontece. Ou melhor, tudo acontece, sempre acontece comigo. A rotina não é rotina, tem sempre o novo, gente nova, causos incríveis, loucura. Do nada, quando menos se espera, o que é melhor ainda. E passa. Euforia, euforia, êxtase, fim de festa. Sssshhhhhhhh...

Existe tempo? O que é tempo? Me explica por favor...

quinta-feira, junho 24, 2004

Almoço as quatro da tarde. De novo. Teve festinha aqui hoje, pavê, coca-cola, e a fome foi embora. E eu nem tinha tomado café, por conta do atraso. Só um farelo social, no metrô.
Big Mac e suco de amora do Bibi. Adoro suco com polpa congelada, frozen, mas acho que não devo. Tosse, tosse.
Esse negócio de tossir e espirrar ao mesmo tempo não dá. Não aguento mais. Não guento também esse vício de internet, todo dia digo que vou dormir cedo, nunca consigo. Não tive aula nem prova, passei naquela loja foda de All Star escondida na galeria da praça. Quero um preto de cano longo, pra combinar com o seu azul, que eu vou dar. Mas vc quer um preto tb, né? Enfim. Bagunça, poeira, sono, cansaço. Amigos. Web cam, dormi tarde. Perdi a hora, maldito despertador! Só valeu pela amiga da época do (primeiro) cursinho que eu vi no metrô. "Tenho 5 minutos para estar na Urca", disse ela. E eu, 5 minutos para o Leblon. Fudeu. Mas ri, fiquei feliz ao vê-la. Mensagem no celular boboca, engraçadinha. Recebo uma resposta séria, sem graça. Ok, ok, não vou reclamar. Cada um tem seu jeito, sei lá. Trabalho, trabalho, ócio. Frio, calor, internet. Saudades. Maldita saudade, maldita vontade de te ver. Não quero, quero não sentir, quero ser controlada e fria. Hahaha, nunca, né?

segunda-feira, junho 21, 2004

Tô morta de sono, há duas noites tenho dormido mal. Mas isso é o de menos, carpe diem, dormir pras horas vagas. O lance é não ter ocupação, isso sim cansa. Vóu escrever então qualquer bobagem só pra matar ele, o tempo, e ver se chega logo a hora de ir embora.

Bebi tanto café hoje que só agora, quase 16hs, consegui almoçar. Café me dá azia, mas preciso dele no trabalho. Almocei sanduíche com suco de amora. Adoro frutinhas vermelhas!

Descobri erros no meu trabalho final de Cultura. Eu sabia que não devia olhar, tá impresso e encadernado. Agora já era, fudeu. Esquece, esquece. Pensarei em outras coisas... Aliás, a tensão pode ser ainda maior. Hummmm...
A Tijuca é o único bairro cujos moradores tem o agradável adjetivo "tijucanos". Os metaleiros estão espalhados por todo canto, e ontem tive a infeliz idéia de ir beber no Só Kana da praça Varnhagem (?), e estavam todos lá em perfeita (des)harmonia. Era um tal de cabelo comprido cortado em camadas e preibóis com camisa do bloco da Ivete Sangalo por todos os lados. Tinha um ser que foi o que mais me chocou, não conseguia parar de olhar para ele. O desinfeliz tinha um cavanhaque "alça de piru", usava calça jeans justa "zezé di camargo", sem camisa, tatuagem de sereia nas costas e postura de "eu sou foda e gostosão". Além disso, andava com o copo de cerveja na mão e vivia querendo chamar atenção com o potente som de seu Uno, tocando pérolas do axé e pagode. Um horror. Bem feito, tomou uma multa, mas nem assim sossegou. Fora os outros todos que ficavam brincando de se agarrar em briguinhas pelo chão do boteco. Tesão recolhido, só pode ser. Beija logo na boca, bando de bichas enrustidas! Mas então, o lance é comprar um litro de batida e ir beber noutro canto, até pq a tal batida é tudo de bom, melhor até que a do famoso Oswaldo da Barra. E a pizza tb é boa e barata, massa fininha. Comemos de carne seca. Diliça.

*****


Ah, vi Cazuza. Chorei e tals, mas continuo achando ele um filhinho de papai inconseqüente e exibido. Gostei do filme, o tal Daniel Oliveira é fodão, mas as falas pareciam decoradas demais, como se ele tivesse lido seus autores prediletos, citados na história, e usasse no dia a dia, o tempo todo. Mas o garoto tá foda, língua presa, canta bem, chocante. E a Marieta Severo tb tá ótima no papel da Lucinha, mimando além da conta o rebelde sem causa. E deu vontade de pegar os cds todos do Cazuza e ouvir, relembrar as letras, cantar junto. Amei um trecho que não li comentários em lugar algum, quando ele briga com o Frejat para gravar "O mundo é um moinho", do Cartola, a minha favorita. Lembro da primeira vez que ouvi essa gravação, ainda pequena, e simplesmente me apaixonei. Ele canta Cartola mais algumas vezes com a mãe, e é emocionante. Comparando com o livro, obviamente há diversas falhas. A ausência de uma citação sequer do Ney Matogrosso é imperdoável. Mas o filme vale a pena.

*****


Sou quase um alcólatra
Bebi sexta, sábado e domingo. Sexta fui finalmente no tal samba da rua do Mercado, adorei. Sábado teve vinho e várias andanças por aí... E ontem, já disse, cinema e Só Kana. E adorei a companhia. Eta, quero mais findis assim...
Eu te darei o céu meu bem, e o meu amor também

Acordei cantarolando uma música do Jota Quest, e já vi que vai ser o dia todo assim. Até sexta-feira estava morrendo de dúvidas e hoje tenho a maior certeza do mundo. E é isso que me deixa em dúvida novamente, e com medo. Essa minha mania de escolher a dedo o errado deve ser auto-sabotagem, só pode ser. Mas será, de novo? Tô pagando pra ver... Porque foi tudo tão bacana nesses últimos dias que eu fico pensando que se eu tivesse evitado como eu queria o encontro de sexta, estaria me contentando com menos do que eu realmente desejo. E eu quero muito mais...
Essa semana finalmente acaba o inferno do final de período da faculdade e eu tô quase pirando com tantos trabalhos, noites mal dormidas e a confusão da vida pessoal, que me consome mas me tira da rotina (que obviamente, eu detesto).
Sei lá...

Ah. Só agora eu lembrei de pegar no sobretudo as presilhinhas que eu usava ontem. Encontrei a flor que trocamos ontem lá. Estava murcha, tão rápido. Guardei numa agenda. Eu acho que eu não acredito em mais nada e em mais ninguém não. E quem me daria certezas infelizmente está longe demais da minha realidade. Acho que eu murcho rápido como a flor. E não sei o que fazer pra ser mais leve e não pensar.
...
(ouvindo Roberto Carlos, álbum de 66)