segunda-feira, junho 21, 2004

A Tijuca é o único bairro cujos moradores tem o agradável adjetivo "tijucanos". Os metaleiros estão espalhados por todo canto, e ontem tive a infeliz idéia de ir beber no Só Kana da praça Varnhagem (?), e estavam todos lá em perfeita (des)harmonia. Era um tal de cabelo comprido cortado em camadas e preibóis com camisa do bloco da Ivete Sangalo por todos os lados. Tinha um ser que foi o que mais me chocou, não conseguia parar de olhar para ele. O desinfeliz tinha um cavanhaque "alça de piru", usava calça jeans justa "zezé di camargo", sem camisa, tatuagem de sereia nas costas e postura de "eu sou foda e gostosão". Além disso, andava com o copo de cerveja na mão e vivia querendo chamar atenção com o potente som de seu Uno, tocando pérolas do axé e pagode. Um horror. Bem feito, tomou uma multa, mas nem assim sossegou. Fora os outros todos que ficavam brincando de se agarrar em briguinhas pelo chão do boteco. Tesão recolhido, só pode ser. Beija logo na boca, bando de bichas enrustidas! Mas então, o lance é comprar um litro de batida e ir beber noutro canto, até pq a tal batida é tudo de bom, melhor até que a do famoso Oswaldo da Barra. E a pizza tb é boa e barata, massa fininha. Comemos de carne seca. Diliça.

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Ah, vi Cazuza. Chorei e tals, mas continuo achando ele um filhinho de papai inconseqüente e exibido. Gostei do filme, o tal Daniel Oliveira é fodão, mas as falas pareciam decoradas demais, como se ele tivesse lido seus autores prediletos, citados na história, e usasse no dia a dia, o tempo todo. Mas o garoto tá foda, língua presa, canta bem, chocante. E a Marieta Severo tb tá ótima no papel da Lucinha, mimando além da conta o rebelde sem causa. E deu vontade de pegar os cds todos do Cazuza e ouvir, relembrar as letras, cantar junto. Amei um trecho que não li comentários em lugar algum, quando ele briga com o Frejat para gravar "O mundo é um moinho", do Cartola, a minha favorita. Lembro da primeira vez que ouvi essa gravação, ainda pequena, e simplesmente me apaixonei. Ele canta Cartola mais algumas vezes com a mãe, e é emocionante. Comparando com o livro, obviamente há diversas falhas. A ausência de uma citação sequer do Ney Matogrosso é imperdoável. Mas o filme vale a pena.

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Sou quase um alcólatra
Bebi sexta, sábado e domingo. Sexta fui finalmente no tal samba da rua do Mercado, adorei. Sábado teve vinho e várias andanças por aí... E ontem, já disse, cinema e Só Kana. E adorei a companhia. Eta, quero mais findis assim...

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