terça-feira, setembro 09, 2003

A tosse agora não é onipresente, só me aparece na hora que deito, morta de cansaço, e tento dormir. Depois de tanto rolar na cama com o travesseirinho no rosto e quase desmaiar vencida pelo cansaço e pela dor na garganta, as idéias vão surgindo e paro para escrever um pouco. Os pensamentos perturbam e se eu não levanto, termino por não conseguir dormir, pressionada pelos pensamentos, que nunca, nunca me deixam em paz.
(...)
Eu já sei que o melhor da festa é esperar por ela. Aprendi na pele depois de ouvir minha mãe dizer isso tantas vezes diante da minha eterna ansiedade por tudo e por nada. É melhor curtir a espera porque invariavelmente tudo termina na quarta-feira de cinzas, quando a colombina apaixonada chora pelo amor do pierrot que se foi, ou melhor, que ficou. E ela não, ela foi embora, porque tinha que ir, porque amar é se ir morrendo pela vida afora .

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