sábado, maio 19, 2007

duas bocozices num único dia. e foi engraçado, rimos muito! aliás, a gente sempre ri muito juntos, ainda bem. uma vez, ouvi uma frase bacana, "vc deve conversar muito com o cara que vc quer passar seus dias, pq qdo ficarem velhos, o que prevalecerá serão as afinidades e bate-papos". extendo isso para as risadas... conversar e rir são as melhores coisas da vida... aliás, digressiono, digressiono. então, falando das bocozices, a primeira foi com a máquina de lavar. ele tirou a mangueirinha que fica no tanque, para escoar a água, eu liguei a máquina e esqueci de repor a mangueirinha... imagina o resultado, né? a área de serviço virou uma piscina, com uns quatro dedos de altura. sério, foi desesperador, pq o ralo ainda estava entupido. a gente riu, e riu muito. e ele secou tudo sem reclamar, enquanto eu fazia o almoço. e tudo bem... se fosse o contrário, eu reclamaria horrores... e eis que no fim da tarde resolvi comprar mais areia pra maria luiza, pois a dela havia encharcado com a inundação da área... o tempo tava feio, começou o maior dilúvio dos últimos tempos, e foi o maior perrengue voltar do mundial com sacolas, um único guarda-chuva e um pé d'água daqueles... e rimos, rimos muito na hora de pegar o barquinho com vento, chuva, e frio. e quer saber? chuva passa, frio passa, perrengue passa. o que fica é amor e união. piegas pacas, mas de que adianta reclamar de tudo o tempo todo? só estraga as coisas que podem ser leves e bonitas.

quarta-feira, maio 16, 2007

"quando você mandar tomar no cu pela primeira vez, você vai retomar as rédeas da sua vida nas suas mãos".

sexta-feira, maio 11, 2007

finalmente internet de novo, mas muita coisa ainda pra arrumar (apensar de tanta coisa já arrumada), e mercado, e passeios tb, pq ninguém é de ferro. felicidade, cansaço, alguma tristeza. caramba, duas mortes, dois enterros no mesmo dia, e eu não sei (ainda) lidar bem com isso. já perdi tanta gente, parentes, amigos, conhecidos... normal, mas sempre muito doloroso, as vezes assustador, como foi na primeira das mortes de que me recordo. ok, segunda, pq a primeira foi qdo descobri que existia "morrer", e comecei a aprender a lidar com isso. lembro do sonho bonito daquele dia, depois da conversa com a mamãe, há o quê? uns 25 anos? caramba. vovô, daí beeem depois, papai. dói. e dessa vez foi o amigo, divertido, animado, parecia mesmo bem, feliz... as pessoas enganam bem, 'que nem "ele"', eu disse. e se jogou lá de cima do pão de açúcar - "vou acabar com essa porra toda". triste, triste. acharam ontem, amanhã velório. e hoje, o marido da amiga de infância da fabinha, acidente de carro. ela, a mulher, transtornada, acabada. chorei, chorei e deu aquela dor de cabeça tremenda. queria entender a morte, queria entender isso tudo. dá até medo, sabe? assusta de verdade.

sem conclusões sobre nada, sono, cansaço. era só pra falar mesmo, jogar as palavras e idéias.

sexta-feira, maio 04, 2007

tantas coisas novas, tantas mudanças... poucas escolhas, mas algumas... ai. mas felicidade. sempre.
:)

terça-feira, maio 01, 2007

tá que no começo eu me perguntei "cadê a graça?", mas no final a gente tava rolando de rir :)

não conseguir comer, viver com dor de barriga, tensão, frio na barriga... a psoríase atacar bizarramente como há anos não acontecia... espinhas, coisa que meu rosto desconhece há dez anos! que mais? a coluna, ah, a coluna, fudida, doendo horrores. que isso? os "nelvo" tudo, o sistema, minha gente, que tá nervoso. eta lêlê.

terça-feira, abril 17, 2007

além de i'm from barcelona, john lennon, menudo, ramones, odair josé, meu celular tem como toque tetê spindola.

é, acho que eu sou uma pessoa eclética. afe.
17 abril 2007
Certos pensamentos que tomaram conta de sua mente precisam ser desintegrados, e isso não ocorrerá por você bloqueá-los ou temê-los, mas por matá-los com a indiferença. Evite alimentar esses pensamentos que você não quer mais pensar.

(só entro aqui agora pra postar horóscopo e carta do dia, rs. mas é melhor assim, por enquanto ;)

quarta-feira, abril 11, 2007

"As coisas, com certeza, não se resolvem por si sós, as pessoas devem se esforçar nesse sentido, abstendo-se de complicar tudo só porque não conseguiriam tirar nenhuma recompensa imediata para elas. Cooperar, a chave mestra é a cooperação."

terça-feira, abril 10, 2007

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver!"

Dalai Lama

quarta-feira, abril 04, 2007

deu saudade de ouvir o "if i were a carpenter", tributo foda da primeira coisa que ouvi e amei (e ainda amo) nessa vida. carpenters me lembra coisas boas, infância, momentos felizes, pai, mãe, lagoa, raízes. me lembra mamãe me explicando como a karen carpenter morreu, e o que era anorexia também. enfim. me lembra que ela nunca mentiu pra mim, e me deu a melhor educação que eu poderia ter. nesse momento de grande reflexões, desejos, mudanças, é bom ouvir carpenters tributo com mamãe, e ela gostar. só bandinhas indies fazendo arranjos lindos das minhas canções. até sonic youth que eu desgosto manda bem na fodaça "superstar". mas a minha favorita é "yesterday once more', com o red kross. "every sha-la-la-la every wo-wo-wo still shines every shing-a-ling-a-ling that they’re starting to sing’s so fine" sempre me emociona.
jantar no guapo com a menina mais querida, depois sentar nos bancos de praça do leblon e ficar reparando nas pessoas também não tem preço. o cara que passa desodorante dentro do banco do brasil, tira a camisa, abre a calça e se arruma, é impagável. o outro todo social, com pastinha e tudo, de skate falando ao celular também não tem preço. pra fechar, o recurso manuscrito-mongol do msn. ah, eu amo minhas pessoas.

quinta-feira, março 29, 2007

passagem aérea na promoção = 55 reais
almoço japa no lugar mais japa = 15,5 reais
passear e resolver a vida num canto que vc adora e tem amigos = não tem preço

mas subir passarela, correr passarela, descer passarela, acha guichê, implora, ufa! -consegue, corre pro embarque = realmente não tem preço (e ainda economiza 30 reais! :)
2 de Ouros
Invista direito!

O 2 de Ouros emerge do Tarot como arcano conselheiro para este seu momento de vida, Juliana. A idéia aqui é clara: faça coisas diferentes, permita-se à mudança, compreenda a fase atual como interessante para toda e qualquer reciclagem. Aprimorar a si mesmo significa pôr-se em movimento e até mesmo gastar algum dinheiro com cursos, viagens ou coisas necessárias à dinamização da própria vida. Encare a si como seu próprio e mais importante investimento, Juliana. Procure administrar bem seu dinheiro, canalizando-o para algum investimento sólido e positivo, pois os resultados e retornos são favoráveis. É a partir de um melhor equilíbrio financeiro que todo o resto da sua vida se harmonizará mais, até mesmo áreas mais abstratas como a espiritual e a afetiva.

Conselho: Investir em si é um investimento seguro.

(é impressinante como ele sempre responde a tua pergunta. sempre.)

domingo, março 25, 2007

eu odeio aquele cabelinho atrás que fica com aquela voltinha meio olivia newton john ("minha fã" - como diz mamãe - quando eu era criança), meio magali, quando o cabelo tá crescendo, saca? odeio. olho no espelho e acho bocó total. daí ia no salão hoje, a amiga furou... e surtei agora, pus três espelhos no banheiro, montes de luzes e -tcharan! cortei sozinha. curtinho.
e não é que ficou bom?

agora além de boa cozinheira, boa doceira, boa assessora, fotógrafa e jornalista, e boa pintora de cabelos... eis que surge a boa cortadora de cabelos! também sei passar, costurar e limpar a casa. muy prendada, um luxo!

hahahahae tem fio de cabelo vermelho no banheiro, nas costas, no box... acho que até no útero. afe.

sábado, março 17, 2007

afe, comi demais... nem foi tanto em quantidade, mas tanto que não como e não tenho fome que qualquer coisa parece tudo.
em casa, sem saber o que fazer, pilhas de livros por ler, insistência para ir a matriz... paradiso é sempre legal, mesmo quando nem tá tão legal. a melhor festa. alguns posers, ok, mas nada mais poser que os pseudo mega-indie-losers de segunda. não tenho saco, só com muita inspiração... acho que não tenho mais idade. e mesmo antes, lá nos primórdios, já me dava no saco. agora me cansa ver a pirralhada que acha que sabe tudo e finge que nasceu assim, 'muderno'. wanna be é beeem cansativo. e eu só quero minha casa, minha cama, meus livros, minhas músicas. e meus amigos.

bons papos no tel, cel, orkut, msn, pessoalmente. boas pessoas me cercam, amém, alah. acordei bem, dia feliz, sem motivos especiais. mamãe no tel, papinho amigo, adoro! intuições. yeah.

matriz ou não matriz? oh dúvida cruel.

"I'm walking all by myself
I'm talking to myself
About you

I was singing this song about you
I was thinking about singin this song for you

The more I think about it
The more I know it’s true
The more I think about it
The more I know it’s you"
um branco, um xis, um zero.
me senti assim, uns dias, umas horas, alguns momentos. mas bah, não, não mesmo. eu não me acho, mas no fundo (nem tão fundo) sei que sou. a gente não vive pra ser mais ou menos, todo mundo quer e buscar ser o melhor com amigos, parentes, trabalho, ambientes, lugares, com pessoas. o existir não pode ser meio termo, meia boca. eu sei, as vezes a gente nem faz muito por onde, mas deveria. e eu, que me fiz em cima do que aprendi com mamãe, papai, e com todas as 'minhas' pessoas não posso, a essa altura do campeonato, me achar pouca merda não... eu sou muita merda! ou tento ser pelo menos, num esforço eterno...
e ontem tava conversando com pessoas, anteontem também. comentei com mom no taxi, esses dias têm sido de pessoas muito grandes e fodas, gente nova mas inteligente, com boas idéias, boas cabeças, uma forma linda de encarar a vida, sem jogos, sem maiores delongas. é bom ver que existe gente que ama, que quer e que sente e é linear, que vai e faz, vai e vive. quinta falamos tanto disso, ontem também, em meio ao longo papo sobre jornalismo. a amiga novinha da fabinha é surpreendente, e isso me deixa feliz.
fabinha ligou também, mas o papo foi breve. sinto ciúmes de mal saber dela, sinto ciúmes de amigos e de quem eu amo. blé.

preocupação com a amiga que ligou na madruga, mas um orgulho de ter sido lembrada, também pelo número fácil de puta, mas como alguém que se pode incomodar a qualquer hora. gosto de ser útil, e fiz o que pude pra resolver tudo. e foi resolvido, graças. aproveitei e fui comprar o estadão, cara de sono, mas paquerinha na praa. engraçado que ontem também, no metrô. acho que estou numa fase 'açucar', bofes cercando, e isso é ótimo, porque dessa vez, depois de tudo, não quero o tempo, ficar só, quero é mais, algo maior, e eu sinto que tudo vai dar certo. acordei com a melhor sensação. eu sou grande, e ele era pequeno demais. aliás, todos eles. essas coisas nem ficam nos meus dias, ainda bem, vem e vão da mesma forma. acho que não conseguem levantar a cabeça e olhar pra cima, olho no olho, subir uns degraus e crescer junto. o medo consome as pessoas e não as permite viver de fato, existem de uma forma mesquinha. afe. eu posso mais.

daí que tem a chuvinha lá fora, a sensação aqui dentro, o sono, sozinha em casa, filminhos... e eu vou viver meus dias, pensar, ler, ser. azar o seu, azar o dele, passei direto.
o amigo mandou email dizendo que volta dia 6 de maio, pra eu deixar de ser exagerada e dramática. cumassim? herdei de pai e mãe, como a falta de noção, e essas coisas se é, não dá pra deixar de ser. o lance de ser emo ok, aprendi, tô fora. virei rapidinho a página, viu só que orgulho? mas o drama não, o drama sou eu, drama queen, exageeeeeeeero. uma música do roberto carlos nos anos 60, essa sou eu.

quinta-feira, março 15, 2007

tá, eu acredito em horóscopo, e não tem como não acreditar quando as coisas são tão tão assim... mas eu só acredito quando é algo obm ou tem a ver. quando é ruim, ignoro. haha.

"Something may remind us of an unpleasant past experience, as angry Mars meets up with Chiron, the Wounded Healer. We can either fall into the role of a victim or we can confront the pain, turning resentment or fear into compassion. Meanwhile, the intelligent Aquarius Moon conjoins both Mars and Chiron, adding a sense of emotional urgency to the current situation. Forgiving others and ourselves can help us finally let go of the past.

You might be so impatient today that you are unwilling to wait for someone to catch up to you. Your annoyance may even reach critical mass, causing you to lose your temper. If this happens, remember that the real issue could be your own unexpressed feelings about a totally different topic. Look for the true origin of your irritation and deal with that, instead of taking it out on the wrong person."
liguei, liguei, e preferi não mais ligar. cansa, sabe? como dizia vinícius de moraes, 'o perdão tb cansa de perdoar'. mão única cansa, mão dupla é essencial. e eu sou maior, mereço mais. fui ver meu programa, ri horrores com pessoas queridas que ligaram e se manifestaram, e tive uma noite leve, sem pensar mais... quero? quero. e sinto muito! literalmente, sinto, mas... vou seguir, e vamos ver aonde as estradas vão dar... adeus você.

a perna continua ruim, médico de novo amanhã, depois, niver da marida. hoje, amigos, amigos, amigos. ah. quando vc nem pensa, coisas acontecem e pessoas vêm.

só não sei esperar. sempre prefiro esquecer (e consigo!) pq esperar é o fim. talvez seja isso que eu preciso aprender, a esperar. daí deus me obriga a sentir, sentir. mas sentir vivendo, não sentir na cama, sofrendo. difícil. mas creio que possível, né?

"Maybe the sun will shine today
The clouds will blow away
Maybe I won't feel so afraid
I will try to understand either way

Maybe you still love me maybe you don't
Either you will or you won't
Maybe you just need some time alone
I will try to understand
Everything has its plan
Either way I'm going to stay right for you

Maybe the sun will shine today
The clouds will roll away
Maybe I won't be so afraid
I will understand
Everything has its plan either way"


(either way, do wilco novo, a ser lançado em maio. lindo, lindo, viciante - sky blue sky :)



(e ainda estou confusa só que agora é diferente)



-x-

dia de estresses mil no trabalho. fui ao mercado com mamãe, pensei, e claro, escrevi. ok, não vou mandar, talvez não, mas pelo menos cuspi essa raiva toda pra fora. 'maybe all i need is a shot in the arm', mas talvez um dia eu aprenda. ou não. talvez um dia só alguém mereça e seja simples assim.

domingo, março 11, 2007

wilco, wilco, wilco.
pensar demais enlouquece. e ok, pensei, mas tb li um pouco (tenho uma pilha de livros para ler encostada ao lado da cama há meses!), ouvi o novo álbum do wilco, a ser lançado em maio, o do air, um pouco de elliot smith, angelo badalamenti (o da trilha de mulholland drive), e só não vi dvds pq preciso comprar bateria pro controle.
chorei, tomei bolo de amiga fofa que mandou torpedo querido, tive conversa cabeça com outra amiga... fui ignorada e tomei resoluções... homem tb sofre, né? eu é que não vou fazer esse papel.
e descobri um blog com coisas lindas da minha banda querida, pra baixar. não peguei nada ainda, mas tenho tantos shows aqui.. fiquei mesmo então no mais recente e no primeiro, A.M. que tem um sotaque que eu adoro (eu adoro sotaques!). conversei sobre golden smog, son volt, uncle tupelo, jayhawks e as formações de cada, um papo indie adorável.

pensamentos perdidos, eu sei. é que tô com sono, e já não gosto mesmo de ser direta...

bom seria dormir com a cachaça de ontem. ah, noite agradável foi ontem... apesar de. pena que cachaça dá uma sede fenomenal, all night long. fazia um mês que não bebia, prometi... mas... contei, envergonhada. tudo mudou, né? tudo mudou.

(preciso aprender a lidar com mudanças)

sexta-feira, março 09, 2007

ah, bicha. adoro roy orbison e prefiro a versão original, mas hj tô muito gay, muito afetada, muito a flor da pele... chorosa mesmo, fresca, 'saraiva', uó. então, precisava da versão 'llorando', do 'mulholland drive', de 'crying', do meu querido loser.

Yo estaba bien por un tiempo,
volviendo a sonreír.
Luego anoche te vi
tu mano me tocó
y el saludo de tu voz.
Y hablé muy bien de tu
sin saber que he estado
llorando por tu amor (x3).
Luego de tu adiós sentí todo mi dolor.
Sola y llorando,
llorando (x3).
No es fácil de entender
que al verte otra vez
Yo seguiré llorando

Yo que pensé que te olvidé
pero es verdad es la verdad
que te quiero aún más,
mucho más que ayer.
Dime tú qué puedo hacer
no me quieres ya
y siempre estaré
llorando por tu amor (x2).
Tu amor se llevó
todo mi corazon
y quedo llorando
llorando (x5)
por tu amor.


(mas me sinto melhor. pode? pode.)

;)
Rei de Copas
Razão e sensibilidade a serviço do triunfo

O Rei de Copas como arcano na posição superior recomenda neste momento que você entre em contato com aquela parte de sua alma que é sábia e sensível. Por intermédio da meditação, você saberá o momento certo para agir e obter os resultados que deseja em sua vida. Procure ouvir as pessoas mais velhas e experientes, Juliana. Em nossa cultura que valoriza tanto a juventude, muitas vezes deixamos passar a sabedoria daqueles que viveram mais tempo do que nós. Ao mesmo tempo, procure ouvir os problemas dos outros; você perceberá como tem gente cujo sofrimento é imensamente mais intenso do que o seu! Neste momento, o mais importante é ver o lado do outro, abdicando da perspectiva egoística. Quanto mais você se ligar nas questões alheias, mais benefícios obterá.

Conselho: Auxilie os outros em seus sofrimentos.


ele tem acertado diariamente, bizarramente, há dias e dias. nunca foi tão batata. afe-ão, como diz carol.

terça-feira, março 06, 2007

as pessoas são mesmo tão jogadoras, volúveis, mentirosas e apagam as coisas instantaneamente como em "brilho eterno", ou eu é que não dou sorte? cansei, cansei. cansei. eu sempre repito o mesmo "cansei", para me preservar, e me preservo, me fecho. mas claro, rola uma abertura quando a gente acha que vale a pena e aí... acontece tuuudo de novo. será que é mais punk do que eu imagino, "no way", "no future", sem chances? medo.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

...a nossa vida real é mais real do q a virtualidade da loucura q o mundo é.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

poucas vezes tomo resoluções com tanta certeza. e foi tão blasé que desci pra comer. deixei o stereolab rolando, a banda favorita dele, e desencanei. "larguei de mão", pensei. volto, mensagens, foi, voltou. fofura. muito rápido, mas fofura. o suficiente pra dar mais vontade, pra sorrir e continuar.

tá, eu sei, sou facinha.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007



.praia com as bibas, divertidíssimo, dia feliz. farme, água de côco, caipirinha de maracujá, sol, barraca, sono, chuveirinho pq o mar tava forte. amiga, falei merda. afe. daí todos reapareceram, todos eles, e foférrimos, altas declarações. aliás, só um continua sumido, e eu nem esquento, já sei o que será, como será... e na boa, não sei o que quero, se quero, se sinto. ando tão "eu" que quer saber? sou mais eu mesmo, azar o teu.
.corte de cabelo, suco de manga, bate papo com a porta aberta por causa do calor, fotos, confidências. nhá.

detesto esse calor.
e o hematoma tá preto e ainda inchado, o que é pior. não peguem caronas com meros conhecidos, ainda mais se tiverem bebido. aprendam, crianças.

"existirmos, a que será que se destina?"

terça-feira, fevereiro 20, 2007

diga-se de passagem que as coisas darem certo pras minhas pessoas queridas me dá esperanças, me faz acreditar. ainda mais nesses dias de loucuras no mundo, cabeças no lugar e razão, e coisas sentidas de verdade me comovem. eu só quero também, caramba, eu também mereço.

ele se preocupou, disse que é 'uma das pessoas que mais ama', e eu só queria ser também. umas das, sabe? queria tanto cuidado e carinho e preocupação! porque essa coisa de precisar tanto de afagos? afagos sinceros, porque de mentira não me servem. não posso ser mais legal do que sou, e eu sou, não quero ser. sou. o que fazer? não há. só quero abraços, beijos e mordidas sinceros, lambidas dadas de coração. chega dessa coisa volúvel que sempre acaba na quarta-feira de cinzas e que nesse ano, literalmente, nem começar começou.

e ele disse de novo. nem ouvi, mas depois me contou. me apresentou como "sua igual". eu faço aquela cara quando estou pensando, longe, longe. a boca de lado, tortinha, a mesma desde criança. a pensar. ele gosta, diz que faz igual e a amiga comenta, "a boca da juliana". ele disse que sempre fez, mas agora virou marca minha. "somos iguais", ele diz, e eu sei, também acho. talvez menos que ele, mas reconheço os gostos, afinidades, atos, sentimentos, a preocupação com o outro, essa coisa toda, pensar, sentir, fazer. iguais. nego as vezes comenta, fala mal, critica a ele, provavelmente a mim também, porque não sejamos ingênuos, todos falam mal de todos. mas eu gosto dele, mesmo enfiando a cabeça bêbado na caixa de som, me dando tapas e se dando tapas, dançando loucamente e feliz de me ver dançar loucamente a música que adoro. somos iguais, e ele reconhece. o que será que sente, será que sente minha falta, que lembra, pensa? imagino que sim, já vi nas entrelinhas, mais até do que eu imagino. leva um tempo pra dar o braço a torcer, eu bem sei. mas quero que seja amigo, amigo mesmo, com essa coisa de se preocupar, que nem com ela. sou a mais ciumenta, e a amizade grande já me satisfaria.

sinto falta dele. ah, sinto. todo dia peço a deus que arranque. mas é bonito, grande, sincero. amor. o maior e mais sincero do mundo todo.
conversávamos sobre várias coisas. acho que fui eu quem citou o álbum "muitos carnavais" do caetano. datado de 1977, o álbum traz marchinhas de carnaval, e é bem quarta-feira de cinzas, uma coisa do pierrot apaixonado pela colombina que caga pra ele, como o sambinha de noel (não, não los hermanos, noel fazia isso bem antes, meu querido (a)). um ano antes d'eu nascer, caetano cantava o carnaval numa pseudo alegria, numa coisa tão conformada que é a minha cara, 'tá na chuva é pra se molhar'.
"Você tenha ou não tenha medo/ Nego, nega, o carnaval chegou/ Mais cedo ou mais tarde acabo/ De cabo a rabo com essa transação de pavor/ Que deus abençoou
Deus e o diabo no rio de janeiro/ Cidade de são salvador/ Não se grile". viemos cantando, de algum ponto de ipanema até botafogo. a conversa parou no ponto da real grandeza, íamos para o bloco da matriz.

e carnaval acaba comigo, mas doeu menos do que eu espera. "Sofrer também é merecimento", e acho que não mereci. nada foi tão bonito nem tão certo por esses dias, só para os outros, mas ainda assim me deu esperanças. esperanças de tudo aquilo que eu não vi.

festas, acabaram as festas, todas elas, as do calendário. mais um ano pra passar, pra eu esquecer, pra eu me encontrar e te encontrar. pra ser feliz sem dores nem traumas.

...e conversamos, nada rolou, mas há uma intimidade, algum carinho embutido na casualidade.
ypioca com fanta laranja, confidências, lambidas no braço, na smirnoff ice que derramaram no meu braço. lembranças de monthy phyton e do que fizemos juntos vendo o filme, e na boa, não te amo, nem estou encantada. porque me dói? essa maldita carência, ah.
não és tu, bem sei, mas quem é? volta, charlie, volta. preciso do seu cafuné que nem nunca tive. "Quando a hora é da razão/ Alguém vai sambar comigo/ E o nome eu não digo, guardo tudo no coração".

mais smirnoff ice, dessa vez sou eu quem bebe. sono, preciso dormir mais, esse maldito calor não me deixa. ele não ligou, aquele também não, o outro muito menos, já era de se esperar. o carnaval não poderia ser feliz e menos volúvel do que o cliché do carnaval?

...

e eu tava certa, lou, era "piaba" o que o caetano cantava na canção. "Piaba, piaba
Gastar tanta energia pra nada/ Piaba, piaba/ Mas é comigo que o mergulho/ Um dia você vai dar". engraçado que antes da conversa do ônibus, essa letra já me perseguia. curioso. e é comigo que um dia um mergilho você vai dar. não gasto mais energia com nada, eu bem sei mesmo...

vou dormir. pensar demais enlouquece, sentir demais fura o peito.

sábado, fevereiro 17, 2007

SOBRE aquarianos...

Não grude, não aperte, não force, não pressione. Como um signo de Ar, Aquário precisa de muito espaço: deixe o aquariano respirar.

Regidos por Urano, o planeta da eletricidade e das tempestades, podem ser fascinantes e imprevisíveis - nunca se sabe onde o raio vai cair.

Como os ideais são sua prioridade, deduza em que posição ficam as emoções...
O que não quer dizer que sejam frios, sem sentimentos, não é isso. O que acontece é que os aquarianos não sabem muito bem como se movimentar no terreno emocional. O plano das idéias e dos conceitos é seu chão e o mundo dos anjos o seu habitat natural, ambientes em que paixão, possessividade, ciúmes, ira e outras coisas de humanos são só abstração. Na verdade têm dificuldade em contatar com suas próprias emoções, das quais, muitas vezes, não têm a menor noção.

Além de detestarem qualquer coisa que os prenda, sob sua aparência de racionalidade e calma, podem ser bastante estressados. E não vai ser você que vai querer levar choques de no mínimo 220 V...

Aquarianos, em geral, sofrem de altos e baixos de voltagem nervosa. [vc jura? ninguém nunca notou...]

Como sua cabeça vai longe e rápido, estão sujeitos a alterações bruscas de ritmo psiquíco. Ciclotímicos, eles passam abruptamente a uma rabugice infernal. Estas mudanças inexplicáveis de humor são normalmente seguidas de surtos de neurastenia, quando os aquarianos têm ímpetos de apontar um rifle para a janela do vizinho ou afogar na banheira o telefone que não pára de tocar.

-X-

Dizem que o aquariano, por ser regido por Urano, um planeta descoberto durante a Revolução Francesa, é o exemplo de cidadão do mundo, um porta-voz nato do lema "igualdade, liberdade, fraternidade". Isto pode ter sido em 1789, quando a democracia ainda era novidade. De fato, o aquariano sempre foi um cidadão do cosmos, muitos anos-luz adiante do seu tempo, ou, no mínimo, em dia com as causas mais vanguardistas de sua época - hoje, ele seria um veterano do Greenpeace, assim como na década de 60 deve ter sido o primeiro hippie da cidade.

O aquariano típico é aquele camarada que estava bolando certas reformas religiosas antes de Lutero nascer, cantava a Internacional quando Lênin ainda freqüentava o grupo escolar e já imaginava a teoria da relatividade quando Einstein usava fraldas. Pode não ter tido o gênio destes três, mas, seguramente, enxergava tão longe quanto eles. Na pele de herege, cientista ou reformista social, o aquariano é o grande inventor do zodíaco, um utopista incorrigível, o livre-pensador um tanto aéreo, que nunca desprega a cabeça das grandes e nebulosas causas da humanidade.

Naturalmente, eles ficam tão vidrados em suas causas abstratas que não enxergam um palmo adiante do nariz: o aquariano é também aquele que, por amor a humanidade, às vezes não hesita em sacrificar um ou dois homenzinhos de carne e osso. Em contrapartida, são os seres mais despreendidos e despreonceituosos do sistema solar. Você nunca verá um aquariano racista ou machista, a não ser que seja um gravemente neurótico.

Muito mais comum será encontrá-lo numa roda de amigos discutindo sua nova teoria para a solução dos problemas nacionais: terceirizar o governo, contratando consultorias internacionais para ocupar os ministérios: Impraticável? Protestantismo, comunismo e teoria da relatividade também pareciam, no início.

DOENÇAS:
Está sujeito a doeças nos calcanhares, nas pernas, nas extremidades e na circulação venosa. A baixa vitalidade, a anemia, os distúrbios circulatórios - principalmente nas pernas - podem aparecer no aquariano. O cansaço, sonolência, fácil excitabilidade mental e nervosa, esquecimento das necessidades físicas podem advir num estado fragilizado.

TERAPIAS:
Aquarianos, em geral, sofrem de altos e baixos de voltagem nervosa. Como sua cabeça vai longe e rápido, estão sujeitos a alterações bruscas de ritmo psiquíco. Ciclotímicos, eles passam abruptamente a uma rabugice infernal. Estas mudanças inexplicáveis de humor são normalmente seguidas de surtos de neurastenia, quando os aquarianos têm ímpetos de apontar um rifle para a janela do vizinho ou afogar na banheira o telefone que não pára de tocar.

Crises como estas são de fácil solução, e para isto basta recorrer ao arsenal psico-tecnológico high-tech: terapia por computador, biodança e alguns artigos importados como a dream-machine - as incríveis tiaras eletrônicas de ondas alfa que, uma vez presas à cabeça do aquariano, transmitem feixes relaxantes. São também muito úteis os recém-inventados óculos escuros plugados a um walkman com sons new-age, os quais, uma vez assentados sobre o nariz aquariano, emitirão ondas de harmonia e paz interior. Não adianta recomendar uma antiquada técnica de relaxamento zen se ela não vier acompanhada do kit eletrônico apropriado: a terapia para o homem do futuro tem que contar com o auxílio de engenhocas futuristas.

A psicanálise virtual pode ser uma boa pedida, também: o paciente aquariano simula no vídeo a realidade virtual de um consultório, um divã, e um psicanalista, e, depois de 50 minutos de silêncio contrito, desliga a aparelhagem, suspira fundo, e dá graças a Deus por tudo aquilo não ter passado de mera projeção de imagens.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

desci do ônibus, camelôs. o das frutas reclamava alto com um menino de rua, seus 12 anos, não ouvi bem o quê, mas o moleque aparentemente não fazia nada demais, só circundava. o cara bonitinho que desceu do mesmo ônibus que eu cutucou o velho da barraca e mandou pegar leve. daí parou e fitou-o, com cara séria, como que enfatizando a ordem. sensacional. existe? não, não existe, ainda mais nos dias de hoje... gostei. tipo de coisa que me deixa feliz.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

.você espera uma ligação... aí o maldito telefone toca, e sim, o número parece ser... o ddd...
.e é a criatura do telemarketing da embratel, oferecendo descontos em ligações... grrr.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Eis o Humberto que estava guardado em você!

O pato é puto

O pato é puto
O puto não penteia ninguém
O pato levou um pontapé na boca
O puto não penteia ninguém

Bis

Qualquer bola , seja bela
Bancos de memória, bancas de revistas
E o Roberto é calvo
E você está salvo
Um parque . Um cabelo
Um segundo eterno.
É pular no inferno.
É desprezar em beleza.
É cansar em tristeza.
bola bela
O pato é puto
O puto não penteia ninguém


Repita 109 vezes até derreter seu cérebro.

(gerador de textos do mundo perfeito, há)
estou sem ar. acordei sem ar, e desde então não consigo respirar. a cabeça dói, a barriga dói, estou sufocada. o filme passa incessantemente na cabeça, como quando você bebe e por um minuto encosta a cabeça num canto, de olhos fechados. o mundo gira loucamente, o enjôo vem e é preciso abrir os olhos, levantar e ater-se a realidade, a louca e transtornada realidade.

estou sem ar, e preciso desligar o filme, abrir os olhos e mirar no sol que brilha, na nuvem branquinha do céu azul, pensar que existem tantas pessoas desconhecidas que ainda virei a conhecer, pessoas que me ensinarão, alegrarão, encantarão, e por vezes puxarão o tapete. mas o mundo é grande, criatura. o mundo é grande demais, e gira velozmente. a gente nem percebe, mas ele não pára. e se teima em remar contra a maré, perdendo tempo fazendo força com coisas que deveriam ir com o vento.
"não leve a vida tão a sério", ela diz. n'ão leve as pessoas e as coisas tão a sério. pra que, me diz? tudo passa, tudo acaba. tudo dói e tudo para de doer assim, basta a gente querer."
é?
me ensina?

eu sabia, esqueci, preciso reaprender.

(cansei)
(hoje é dia da metade, do 13 do 1331).
viver doente é algo bizarro, ou é psicológico, para camuflar algo maior, ou é para chamar atenção. normal não é, não tem como ser. e eu não aguento mais viver assim, dor daqui, dor dali, problemas de "junta". hoje foi de novo a tal cólica infernal (pela segunda vez na vida) e a maldita dor na coluna, que desce pras pernas. me dopei, não comi, e fui trabalhar. aliás tem isso também. não como nada nunca e não emagreço. tireóide? acho que estou morrendo, definhando lenta e internamente.
ok, dramas a parte, problemas demais causam confusões. pensar enlouquece, e penso nisso o tempo todo. pensar em não pensar. aparentemente estou bem, e só com um olhar mais atento se percebe que há algo 'esquisito'.
amigos solicitantes, e eu mesma falando pouco de mim. amigos felizes, amigos com problemas, e ouvir é sempre melhor que falar, aprendi, hoje nem tenho mais tanta vontade de falar, só as vezes. e me preocupar com pessoas queridas me faz mudar o foco, me faz bem. ver a 'maria' feliz me faz bem.
e nessa de levar a vida, mesmo com um rombo enorme e um vazio sem fim aqui dentro, sorriso no rosto, olhar perdido além horizonte, algumas pessoas se encantam, não entendo bem. um, dois, três, quatro, cinco... uau. e ninguém me apetece. ou não, quase. eu não amo ninguém, não assim, e o que eles vêem em mim?
eu quero ver algo em alguém. quero coração que bate forte, esperar pelo telefone que vai tocar (e toca). quero gostar de um alguém que também goste. quero sorrir do nada, por nada, quero sentir que as coisas vão dar certo como eu sinto e sempre acerto com os amigos. eu quero também, sabe?
sei lá.
e hoje foi legal, a outra pulante, dar voltas no shopping, palavras carinhosas, bate papo, o detalhe bonito que a outra reparou... sempre vale a pena chegar em casa mais tarde, e isso acontece com frequência - ainda bem.

daí telefone, quibe de forno... e pensamentos. muitos deles.
ainda não sei, ligo, não ligo? não sei.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

achei esse texto do dapi nos 'disquetes perdidos'. deve ser de 2000, 2001, sabe deus. mas tem a ver...

Independência

Deu nos jornais, nas rádios, nos sítios da Internet. No meio da tarde de segunda-feira da semana passada, Paulo Henrique C. Santos, de 25 anos, fechou as pistas dos dois sentidos da Ponte Rio-Niterói. Morador de Alcântara, ele estava numa van, obrigou o motorista a parar no vão central e, durante quase meia hora, sentou-se na mureta, ameaçando jogar-se lá de cima. Uma equipe de socorro da concessionária Ponte S.A. convenceu-o a sair dali, e ele foi encaminhado diretamente ao Hospital Psiquiátrico de Jurujuba. Até os jornais do dia seguinte, ninguém sabia o que havia motivado o ensaio de suicídio. Depois, Paulo Henrique foi esquecido em prol dessa infindável listagem de mortos, assassinados e suicidas bem-sucedidos a que chamamos vida.

Quando li pela primeira vez sobre esse episódio banal, numa curta nota no tempo (ir)real da internet, incomodou-me a naturalidade do encaminhamento ao hospício. Talvez ele devesse ser preso por atravancar o caminho de dezenas de milhares de pessoas já engarrafadas naquele trânsito infernal, talvez ele devesse ter que pagar uma multa à concessionária pelo trabalho que deu, tudo isso eu entenderia. No entanto, a mensagem subliminar - "quem pensa em se matar só pode ser maluco" - me parece
absolutamente incompreensível. E nós lá sabemos quais são, ou se soubéssemos teríamos como avaliar, as razões para o Paulo Henrique pensar em pôr fim à própria vida? Talvez ele nem pensasse nisso a sério, mas e daí? O mundo já não se esmera em nos dar motivos suficientes?

Vou ser franco. Não entendo como alguém que de fato nunca tenha pensado em se matar -apenas pensado, não é preciso ter comprado a corda ou contemplado o pátio lá embaixo - pode ter passado no exame psicotécnico do Detran. Saca aquele negócio de desenhar o chão debaixo da arvorezinha? Pois é. Senso de realidade. Quem nunca pensou em se matar que se atire da primeira pedra. Quando tinha 20 e poucos, entre um e outro drinque Chuva Ácida no Crepúsculo de Cubatão, planejava não chegar aos 30. Hoje, aos 30 e bastante, há dias em que fica difícil, muito difícil, contemplar os 40, e olhe que o Botafogo não está mal. Mas não tenho intenção de me apresentar ao Hospital Psiquiátrico de Jurujuba. Há, creio, algo de saudável em pensar de vez em quando no vão central.

Não sei se era isso que os Beatles tinham em mente ao cantar que "a felicidade é um revólver morno". Mas com certeza era a isso que se referia Nietzsche ao escrever: "A idéia de suicídio é uma grande fonte de conforto: com ela pode-se atravessar calmamente muitas noites ruins". Ou Cioran, em sua célebre e irônica declaração: "Sem a possibilidade do suicídio, eu teria me matado há muito tempo". Também era dessa independência, ou desapego, ou distanciamento crítico, e logo comprometimento consciente, em relação à vida de que falavam os existencialistas. Camus, por sinal, dedicou um lindíssimo livro, "O mito de Sísifo", ao suicídio, único "problema filosófico verdadeiramente sério". Depois de virar o assunto pelo avesso, o ex-goleiro amador tirava uma conclusão do fundo do gol: "É preciso imaginar Sísifo feliz". E, há, claro, Morrissey cantando e comemorando, num contexto distinto, apaixonado, que "há uma luz que nunca se apaga".

Cogitar tirar a própria vida, portanto, é um exercício de responsabilidade, consigo e com os circunstantes. É, ao mesmo tempo, um ensaio de liberdade frente a uma suposta providência divina (não é por outra razão que as principais religiões condenam os suicidas ao desterro: ele coloca em xeque a autoridade de Deus, considerado provedor da vida). Por tudo isso, uma apologia do suicídio é uma contradição em termos. Estão excluídos das duas últimas frases os kamikazes japoneses da Segunda Guerra Mundial e os palestinos que se explodem em pizzarias de Jerusalém em nome de Alá, entre outros. No meu aniversário de 21 anos, ganhei de presente de um amigo a edição brasileira (EMW Editores, 1984) de "Suicídio - Modo de usar", de Claude Guillon e Yves Le Bonniec, que à época causava celeuma não só por discutir o tema como por apresentar várias receitas de coquetéis de remédios que, se seguidas, eliminariam o risco de o suicida falhar, sobreviver e babando verde. Bom, os anos se passaram, sobrevivemos a várias namoradas, continuo aqui e o meu chapa também. (Hoje, aliás, é aniversário dele. Parabéns, William)

Seja como for, esse livro e alguns outros me fizeram incompreender por que um sujeito deve ser automaticamente encaminhado para tratamento médico porque pensou em ou tentou se matar. Veja bem, vivemos aqui no Parque Temático Dante Alighieri, no
qual o Paraíso está em reformas desde que Adão deu um amasso em Eva mas as filas do Purgatório e do Inferno dão a volta no planeta. A Michelly Machri não telefona, balas perdidas matam mulheres grávidas dia sim, dia não, marretas caem de cima dos prédios em construção, crianças católicas são quase linchadas por protestantes adultos no brinquedo Irlanda do Norte, crianças palestinas são fuziladas por colonos israelenses no brinquedo Terra Santa e, segue minha solidariedade aos leitores
rubro-negros, o Fábio Augusto e o Alexandre Gaúcho não acertam passe nem em tabuleiro de futebol de botão...

E louco é quem pensa em pular da ponte? Pena que a delegação dos suicidas não vai poder comparecer à conferência da ONU contra o racismo e a discriminação.
Pois se a macaca gosta de banana você gosta de mim.
Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti.


joão penca e seus miquinhos. isso é tão bonitinho! e me lembra época de cursinho na cultura, de show no arpoador com amigos... só coisas boas.
ia postar clipezinho favorito, mas ocupa espação aqui. tá tudo no orkut, pode stalkear :)

domingo, fevereiro 11, 2007

um post que é a cara da lou. fui fuçar os arquivos e lembrei desse site, mundo perfeito. lá tem vários geradores de textos inúteis. eu fiz esse.

Gerador de Texto: Tribalistas

Se eles podem, você também pode! Eis aqui a forma mais fácil de ganhar dinheiro e pagar de intelectual. É só preencher os quadros da direita, seguindo as instruções que estão abaixo.
Atenção: se você for o Carlinhos Brown, leia duas vezes.


Eis sua Música Tribalista


Tcherererêkundu

Quero mangar quero vilipendiar
tem secador no terraço seco
a lua linda loves me
Quero mangar quero vilipendiar
Tcherererêkundu terraço
Apagou no lundu.
Lá vem mãe Lina

Bis

Bahia, Araraquara, Dublin
Encontram meu irmão, Iansã
O beijo bonito tem benção
água mole não quer pedra dura
Mas eu quero mangar, quero vilipendiar


Repita 87 vezes até levar um tiro.
back to the 2000...

achei dezenas de disquetes aqui, e nessa noite de sábado tão quente e tão tediante, resolvi abrir um por um. textos antigos, letras de músicas, fotos... mil lembranças, aquelas coisas que te atordoam. eu não precisava disso hoje, mais confusão mental, mas foi bom. textos que fiz sobre shows que vi, como o do belle and sebastian, grandaddy... crõnicas, colunas, coisas do dapi, emails trocados. nostalgia total. muito sentimento, saca? uma vida, uma pessoa ali, que por acaso sou eu, mas reconheço vagamente.

esse blog começou por ali, talvez 2001, 2002... seria curioso buscar históricos e ncontrar outras julianas nas entrelinhas... mas deixarei isso para outro sábado a noite de tédio.

(...)

sábado, fevereiro 10, 2007



[hoje de manhã]
I’m looking through you, where did you go?
I thought I knew you, what did I know?
You don’t look different, but you have changed,
I’m looking through you, you’re not the same.
Your lips are moving, I cannot hear,
Your voice is soothing but the words aren’t clear.
You don’t sound different, I’ve learnt the game,
I’m looking through you, you’re not the same.
Why, tell me why did you not treat me right?
Love has a nasty habit of disappearing overnight,
You’re thinking of me the same old way,
You were above me, but not today.
The only difference is you’re down there.
I’m looking through you and you’re nowhere.
Why tell me why did you not treat me right?
Love has a nasty habit of disappearing overnight,
I’m looking through you, where did you go?
I thought I knew you, what did I know?
You don’t look different, but you have changed,
I’m looking through you, you’re not the same.
Yeh, I tell you you’ve changed.


cólica.
inferninho, noite esquisita, pessoas esquistas. não entendo pessoas...

(não entendo também o camelô dos piercings perto do trabalho, tão cool, tão tatuado, e guns n' roses everyday. não dá.)
ontem tocou guns. não dá.

prefiro a paradiso. ok, é clubinho, todo mundo se conhece, mesmo que de vista, mas a maioria é, não quer ser. wanna be é foda, praga da juventude, e a inferninho dá uns emos posers metidos a gente, nego que se monta e decide ser cool na sexta a noite. não dá, não dá. essa criançada brincando de ser muderno não é cool, é cu.

mas a noite valeu muito pela amiga que ficou de boba da corte me animando, a outra e a outra que deram drink... e pelas pessoas bacanas em geral.
e quanto às esquisitices... prefiro nem pensar.

carona, cama cedo. mais fofura.
nhá.

e a irmã ligou, foi pra um niver no canadá. chique.

saudades de tudo e todos, saudades de tudo o que ainda não vi.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

até tarde no trabalho. a luz do banheiro masculino ascende sozinha quando eu passo.
sempre tive medo de escuro, medo de ficar sozinha em lugares amplos, medo de fantasmas. mas hoje foi mais drama que medo. sei lá. tanta coisa aqui dentro que nem deu espaço.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

alguém me livra de tantas dores?
é diferente agora, beeem diferente, mas ainda há dor.
como, quanto, porquê? não sei. ou até sei. ego, insegurança, comparações, doenças da minha alma velha.
afe.
mas é só as vezes, só quando cai a imunidade, a auto-estima, só quando tô assim assim. mas não conta pra ninguém. no geral sou forte, todo mundo acha, todo mundo acredita de pé junto. e um tanto quanto blasé também. mas ninguém é sempre assim, é só armadura, máscara. mesmo sendo transparente, nem todo mundo vê o que tá aqui dentro, sabe?
melhor assim.
(ou não)

:/

- ainda no trabalho.
"O pensamento nos remete a tristeza, que nos faz pensar... pessoas felizes não pensam..."


Dostoiéwski.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

estranho. esse eu só fico assim por carência, talvez, mas nem queria, de novo. acho que já sei, lá dentro, o que é e o que não é, o que não quero. a luz apagou, de certa forma, focou pra outro canto. e nem foi nada, mas foi legal assim, monty phyton, um exagero mentido no "sentir enjôo" só pra continuar assim, bonitinho e só. é, acho que sou a primeira (ou segunda, deve ser o nome) que não quer nada além de.
cafuné, adoro. gosto disso de ficar de carinho e ponto.
ponto.

(...)

e daí surtei e liguei lá. e foi fooofo. de novo. e o coração não bate forte. não mais. mas ainda é bom. será que é só ego? será?

meu ego não infla, só fica contente quando é afagado. normal, né? e daí quero, e cedo, só pra continuar recebendo pequenas massagens nele. pra que, me diz? sou auto suficiente, sou, tenho que ser. não preciso de nada além do que tenho certeza. e eu sei que não é, sabe?

será que eu não amo ninguém? será?
eu não amo ninguém.

é tipo isso.

Eu ontem fui dormir todo encolhido
Agarrando uns quatro travesseiros
Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby
Pra nem eu nem Deus ouvir
Fazendo festinha em mim mesmo
Como um neném, até dormir
Sonhei que eu caía do vigésimo andar
E não morria
Ganhava três milhões e meio de dollars
Na loteria
E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia
Que me queria pra toda vida
Mal acordei, já dei de cara
Com a tua cara no porta-retrato
Não sei por que que de manhã
Toda manhã parece um parto
Quem sabe, depois de um tapa
Eu hoje vou matar essa charada
Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro




passei por todas as fases, e essa representa um bom começo. era tudo o que eu queria, começar do zero. e com afago no ego ou não, preciso dar um basta em tudo, zerar o zero que já existe, pra só então poder começar. e algo me diz que será em breve.

eu gosto de mim, e há quem goste tb ;)

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

How to fight loneliness
Smile all the time
Shine you teeth til meaningless
Sharpen them with lies

And whatevers going down
Will follow you around
Thats how you fight loneliness
You laugh at every joke
Drag your blanket blindly
Fill your heart with smoke
And the first thing that you want
Will be the last thing you ever need
Thats how you fight it

Just smile all the time
Just smile all the time
Just smile all the time
Just smile all the time
12 anos. passa rápido, né?
há 12 anos eu tinha acabado de fazer 17. guardei as velas, ele pediu.
liguei pra ela, disse 'sabe que dia é hoje?'
'sei, sei'.
'eu te amo, viu?!'.

eu lembro bem daqueles dias. lembro da tremedeira, lembro do que me foi dito, lembro do que fiz, pra onde fui, quem estava presente, lembro de tudo. lembro até mais do que queria e deveria.

tantos problemas, e mais esse dia. tudo passa, sei que já já as coisas se acertam, mas hoje, só por hoje, tá doendo... e só espero que passe, e que eu possa sorrir com o coração.

nem falo com ninguém, prefido dar colo e ouvidos, sempre, até porque me faz bem, me sinto útil. mas hj eu preciso, saca? preciso de cafuné, preciso de um ombro pra chorar sem ter que falar coisas com nexo. preciso de um toque e de um beijo sem ter que pensar e nem ouvir. só preciso.

deus, faz tudo passar logo? me faz sorrir lá do fundo? faz?
eu tenho isso: http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_do_sono

ou narcolepsia.
(S. f. Med. Desejo incontrolável de dormir, ou acessos repentinos de sono que aparecem a intervalos).

oh céus.
pelo menos, sou boa de cama.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Y: Você é estranha.. hahahaahha...

sou?
ontem falamos disso. aquele chato lá disse que esquisito em espanhol é gostoso. só que é mais, é algo positivo, nada pejorativo como em português. o esquisito é bom, atraente, "delicioso, elegante", pra mim sempre foi, pras pessoas na mesa do bar também. esquisito, elogio, eu gosto.
“una comida exquisita” (um jantar delicioso); “una acogida exquisita” (um acolhimento esmerado).

"r... gostou de vc". r é interessante, divertido, mostrei a música brega engraçada (autêntica, brega sincero, ele disse, de raiz, eu defino) e ele gostou de mim. 'espontânea, autêntica'. adoro conhecer pessoas... fato.
e o brega? discutimos se é, o que é, ele lá vai aparecer no talk e me dizer a definição do dicionário de música.

boas conversas de mesa de bar, caipirinha ruim, história do bairro. adoro histórias. adoro fotos antigas. a placa original, "aluguei o espaço e vou clarear a vista na praia. clarear - ela não entendeu". entendi sim, acho feliz, setenta e tantos anos, e tarde da noite empilhando cadeiras, barriga de fora, sotaque portugês depois de cinquenta anos. "moro do outro lado da rua, vou ser fiscal da natureza". josé francisco das flores, "mas já fui zé do bar, zé da sapataria".
preciso ir pegar o carnê de iptu, trocar presentes (tive idéias...).
preciso pintar o cabelo, cortar (mais), dormir, dormir, dormir, ir ao saara, quero ver nando reis, preciso de dinheiro e companhia.
preciso ir as exposições que adio faz tempo, ir ao cinema, locadora, preciso ir na casa da amiga tomar banho de piscina, quero ir ao mistureba.

preciso de dias de 30hs (que nem o unibanco), mais dinheiro e menos sono.

preciso de tatuagens e piercings novos, preciso de amor, de doritos (e tatuagens toscas de papel) com fanta laranja, halls de melancia e ir na farmácia comprar pomada de cabelo e sabonetes. preciso de bandaids e da cura da psoríase.

preciso de abraço, de cheiro, de cafuné.
.eu preciso de paixão, de tesão, de encantamento, amor louco, luz, raio, estrela e luar.
assim. como poucas vezes na vida, estou vivendo coisas, pessoas, cheiro, toque, gozo, gosto, sem isso tudo, e é bom, é maduro, é controlado. me sinto estável, sem medo, sem (muita) neura, segura.
emails, telefonemas, e ele não mais me abala, não desestrutura. não choro, o coração não dispara. a amiga falou noutro dia, sobre a maravilhosa sensação da leve insegurança de esperar pelo toque do telefone, e de ser ele, ele no msn, no talk, no email, do outro lado da rua, olhando, sorrindo. sem utopias, finalmente, algo correspondido, simplesmente um encaixe. quero isso, sinto falta, me dei conta hoje, ao mesmo tempo que me sinto aliviada por ter o coração quieto, tranquilo, sem grandes batuques. mas eu quero amor, eu quero arrepio, tesão louco, quero amor, amor, ansiedade pra ver, pra sentir. eu quero e preciso, é vida pra mim.
você vê, um na real e mais três em estudos, além dele lá. é muita coisa pra administrar, mas nem me deixa tensa, talvez porque eu saiba que nada se passa aqui dentro, como uma praga, um karma, sei lá. voltei a fase adolescente, quando não gostava de ninguém. claro que o platonismo de várias paixonites não me apetece (e nem nunca apeteceu), mas o 'não sentir' também é estranho.
acabou? nem surgiu? medo.
talvez agora eu esteja de fato pronta pra algo arrebatedor.
uh.

(socorro, alguma rua que me dê sentido
já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
socorro, alguém me dê um coração
que esse já não bate, nem apanha
por favor, uma emoção pequena
qualquer coisa
qualquer coisa que se sinta
tem tantos sentimentos
deve ter algum que sirva)

aí ele cita a música, e diz: 'sucinta e clara, creio que isso seja prejudicial para meninos frágeis como eu.. paixão? rsss.'

hummm. o mais. será? tenho medo. tomara, tomara.
mas quando? não sei.
e ainda penso... mas não sei.
(só sei que nada sei)



... e o meu scrapbook anda querido, feliz, florido. o dia do aniversário foi o mais feliz, inesperadamente, mas esperado. feliz, feliz, feliz, e ninguém me tira isso.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Meu Aniversário
Nando Reis

Eu não posso entender
Essa vida tão injusta
Não vou fingir que já parou de doer
Mas um dia isso vai acabar

Eu não consigo me convencer
Que essa vida não foi injusta
Tanta falta me faz você
Queria ver você em casa

Mãe
O amor que eu tenho por você é seu
Mãe
O amor que eu tenho por você é seu
Como é meu
O meu aniversário
Mãe
O amor que eu tenho por você é seu
Mãe
O amor que eu tenho por você é seu


Aniversário
17 de agosto de 1935 (17 de junho de 1979)
12 de janeiro de 1963 (17 de outubro de 1982)
19 de junho de 1989 (18 de janeiro de 1943)
(13 de maio de 1957)
(31 de janeiro de 1978)
Agora eu tenho 29




.tudo que não tive de inferno astral começou hoje. vai passar, já passa,sempre passa. mas na hora... dói.
amanhã é niver, amanhã acaba, há de ser. será.
[e agora eu tenho 29].

segunda-feira, janeiro 29, 2007

aquarianos são do contra, mudernosos, mas são padrão. ok, sou uma aquariana há quase 29 anos, mas observo bastante suas atitudes, pq sempre fui fascinada por pessoas do signo (espécie de narcisismo sim, mas é que as características são sensacionais, e não deixa de ser uma espécie de auto-conhecimento). daí que penso em escrever um livro sobre, tamanha tem sido a assessoria sobre o tema que tenho oferecido à amigos, e tb pela observação dos aquarianos da minha vida.
Há um antigo ditado japonês: "Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio". Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração:"Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".
Criar um relacionamento não significa, necessariamente, obter resultados imediatos, embora muitas vezes estes ocorram. Novos relacionamentos em padrões antigos perdem seu significado. Precisamos criar relacionamentos a partir de novas maneiras de nos relacionar, de ver o mundo, de ser, de inter ser. Essa nova maneira pode, inclusive, recarregar de energia positiva antigos relacionamentos. Para descobrirmos novas maneiras precisamos, primeiramente desenvolver a capacidade de perceber como estão nossos relacionamentos atuais. Observe e considere meticulosamente a si mesmo. Perceba como está se relacionando em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Perceba como respira, como anda, como toca nos objetos, como usa sua voz, como são seus gestos e como são seus pensamentos e os não pensamentos. Esse observar não deve ser limitante, constrangedor, confinador. Apenas observe. Será que é capaz de ver, ouvir, sentir e perceber a rede de inter relacionamentos de que é feita a vida? Será que estamos conscientemente vivendo nossas vidas e direcionando nossos pensamentos, ações e palavras para o sentido de mudança que queremos e sonhamos?Mahatma Gandhi disse: "Temos de ser a transformação que queremos no mundo".
Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de n�s, mas n�s somos a vida do universo em constante movimento. Nossa vida forma o mundo, é o mundo, não apenas está no mundo. De momento a momento tudo está mudando, nós fazemos parte dessa mudança e podemos escolher, discernir qual o caminho que queremos dar a esse constante transformar. É por isso que digo que a transformação comdça em nós. Na verdade vai além de apenas começar. Nossa capacidade humana de inteligência e compreenssão nos permite fazer escolhas. E o que estamos escolhendo? Mahatma Gandhi:"Quando uma pessoa dá um passo em direção à paz, toda a humanidade avança um passo em direção à Paz" A minha decisão, a sua decisão pode transformar ou influenciar a direção da mudança. Há um sutra budista que descreve o mundo como uma rede de inter relacionamentos. Como se fosse uma imensa teia de raios luminosos e em cada intersecção há uma jóia capaz de receber essa luz e emitir raios em todas as direções. Qualquer pequena mudança afeta o todo. Cada ser que se transforme em um ser de paz, de harmonia, de ternura, carinho e respeito pela vida em todas as suas formas estará sendo uma mudança viva e influenciando tudo e todos. Qual o primeiro passo? Conhecer a si mesmo. Conhecer nossos mecanismos. O que nos afeta, nos incomoda? O que nos alegra? O que nos irrita? Como transformar a raiva em compaixão? Como transformar o desafio em competição leal, justa, empreendedora, enriquecedora? Sem nos preocuparmos com os créditos, se formos capazes de fazer o bem, não fazer o mal, fazer o bem aos outros estaremos transformando nossos lares, nossas amizades, nosso ambiente de trabalho, nossas cidades, estados, países, e a nós mesmos... no florescimento da Cultura da Paz. "Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe. Transcender corpo e mente seu e dos outros." (Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253) É importantíssimo que iniciemos este "estudar a si mesmo" já. Percebendo nossas diferenças, aceitando a diversidade da vida e juntando nossas capacidades tanto intelectuais como físicas na construção desse verdadeiro céu, paraíso, Terra Pura, Shambala de que falam as religiões, todas elas. Cabe a nós, a cada um de nós criar esse relacionamento de carinho com a vida, de ternura com todos os seres, de compreenssão, de sabedoria e compaixão para percebermos o Caminho Iluminado e o Nirvana permeando toda a existência.

Ai... "derrepente", "en fim" e tinha outra que vi ontem e esqueci... não dá, minha gente, não dá.

-x-

A primeira comemoração do meu niver foi feliz. Muitas pessoas queridas, bolo (elogiadíssimo e que acabou em 5 minutos!), drinks coloridos, verdes, azuis, pisões no pé, pouca música boa e pouca dança, muita andança, beijos, carinhos. O detalhe insano foi a garota desconhecida que resolveu brigar com o namorado, jogou o drink nele e caiu todo em cima de mim. Em seguida, tomei um soco dela na cara, também dirigido a ele. Fiquei perplexa, atordoada. O soco foi certeira, e não fosse o socorro e o gelo na hora, ficaria roxo. Isso não conseguiu estragar a noite, o menino a quem a agressão foi dirigida era amigo da minha amiga e nos levou em casa.

-x-

ontem foi dia de morgar, mas os sentimentos estão bem colocados aqui dentro. é preciso conquistar seu lugar com calma, dedicação, carinho e tranquilidade. ando tão na paz, fujo de brigas, tento boas conversas, entendimentos, senão simplesmente fico na minha. a idade me trouxe uma feliz maturidade, estou aprendendo a lidar com colegas, amigos, trabalho, relacionamentos sentimentais... e isso me deixa feliz. aprendi a ter mais paciência também.

e enfim... amanhã é dia de mais bolo, mais comemoração na quarta, na quinta... engraçado que nem me incomoda, pela primeira vez, todas as pessoas criticarem, falarem da esquisitice. aliás, a esquisitice não me incomoda, e não é nem que eu não a veja, eu vejo. e não ponho defeitos, simplesmente aceito. porque isso tudo vai passar, a amizade vai ficar, e tô só aproveitando bem os momentos.

:)

quinta-feira, janeiro 25, 2007

preciso lembrar.
franz ferdinand na expedição, vontade de dançar. luz apagada, simulo a dança.

estava a pensar no metrô, preguiça de ouvir música, preguiça de ler. pego o schopenhauer, pessimismo, nietzsche, tragédias, mas ela fala, fala, fala atrás de mim. ela fala com força, com grosseria, mesmo conversando, mesmo sem brigas. ela fala em tom de briga. ela me irrita, me cansa, não consigo prestar atenção no livro, "não te falei", sussurrado no ouvido, em tom de ameaça. a mãe mal fala, concorda com o silêncio, ela continua, aquele tom de voz, aquela gravidade nas cordas vocais. ai, quero olhar pra cara dela, quero sair correndo daqui.

e eles não ligam, eles sentem, demonstram, se empolgam, e não se empolgam. se encantam e dizem e fazem, e somem para todo o sempre no dia seguinte, sem motivos ou maiores explicações.

problemas, problemas, as pessoas inventam eles aos montes, dificultam, auto sabotagem, auto indulgência. cansaço. as melhores pessoas com as mais confusas. todos somos confusos, "de perto ninguém é normal".

quero cachaça, quero cama, colo, cafuné, quero dormir sem ter que falar, sem precisar ouvir, sem cerimônias. quero só ser, sem ter que.

preciso trabalhar. não quero. preciso do novo, preciso de mais. eu quero. eu sonho, penso, penso, peço, espero.

cansaço.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Should I tell you why I feel so down,
when all I've carried for days is
the same old doubts?
Well I'd tell you if I'd had a plan,
only you're one of those with
your head in the sand.

While I don't feel so afraid,
maybe this is just some kind of phase,
but I don't care about the wind in my face.

'cos I'm not alone, these days.

Could I tell you how I hear those sounds?
Well I've been roaming the streets with
my head in the cloud,
and I won't need to show you my heart.
'Cos all I need in my hands is an Electric Guitar.

Well I thought that you understood,
that friends like these won't ever do me no good.
'cos I have never known the people I should,

but I'm not alone, these days.

Maybe I misunderstood.


essa música vicia. no repeat, desde sábado. suntuosa, magnífica, e tem que ouvir bem, bem alto. muito maldita, mas tocaria facilmente na paradiso. quero de presente de aniversário. engraçado que o alguém também viciou, e foi lá, que nem criança, e pegou o cdzin pra ouvir. haha, adoro.
e esse cd me lembra coisas boas, mesmo que na época nem tenha sido tanto assim. depois que passa, a gente vê que foi vida, aprendizado, e teve bons momentos. porque não se lembra dos detalhes, só de momentos.
bernard butler, ganho do fã de suede quando foi pra ny. que bonito. um mimo, fofo. e é o que fica.
ah, mandei um email. me sinto bem melhor, aliviada, tranquila, satisfeita. não fui eu, resolvi isso dentro de mim. sem culpas, depois de tanto tempo, finalmente. sem culpas. e quero ajudar. sempre.

:)
[pílulas - só futilidades...]

só as favoritas no player do celular, porque preciso de um cartão maior (mas pra que, me diz? preciso mesmo de um terceiro player? e a bateria nem dura nada...). mas enfim... é que no celular deixo pra sempre as canções préferidas, só pra emergência.

o quê? dandy warhols, wilco, a do bernard butler...
:)

ah, cortei o cabelo sozinha. só os pseudo mullets (ok, todo mundo diz que não eram mullets). ficou bom, gostei.

e tropecei num dos cabos que vivo trocando no pc (da câmera, do player, do cel...), e arrebentei as duas entradas usb da frente do cpu. parabéns, flipper.
como pode? sempre, sempre, desde sempre. um alguém que tem o poder de enfeitiçar a tudo e a todos, que rouba o chão, que confunde as pessoas. todas elas, sem exceção. e todo mundo, cedo ou tarde, percebe a verdade, mas sente dor, e se descontrola, ainda assim. ele mesmo não é mau e não consegue ver claramente seus próprios erros, mas os repete infinitamente. e eu preciso cortar, é o conselho do dia, e o conselho eterno de todos. já cortei. mas e aqui dentro, como cortar definitivamente? e a dor de barriga sempre volta, ainda. como pode?

e eles são beeem parecidos nisso, não no incômodo, mas nas atitudes, no sentimento volúvel, na entrega e no lance de desencanar em seguida. o outro ainda vira amigo, e o "um" (rs) só tenta manter um contato social, mas nem alimenta a amizade. é indiferente. ambos são um tanto quanto indiferentes. e do mesmo signo.

e fora a sintonia e o "amor eterno" com o primeiro, com o segundo o lance é ainda maior. não um amor, mas uma enorme afinidade com uma sintonia bizarra. iguais. pensamos e agimos igual. e falamos sem parar, com empolgação, desde o primeiro minuto. e todas as vezes. me sinto tranquila, parece que é, e não preciso ter medo. só não sei o que é, mas definitivamente não me parece algo volúvel no sentido amplo, nem tão passageiro, portanto.

coisas confusas. repetição de padrões, sempre. nunca acontece uma vez só na minha vida, sempre duas, ou mais. parece que por ainda estar entrelaçada a um lance, o outro vem pra me explicar de forma clara o que aconteceu e ainda acontece com o anterior. uma chance divina, será? pode ser. preciso conseguir enxergar e fazer as coisas certas... e quais seriam elas?

confusão.
'acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto'. e do que não quero. ou do que não quero querer. não posso, não devo. é, eu sei.

domingo, janeiro 21, 2007

Conselho da carta do dia: Melhor esperar do que escolher precipitadamente.

é impressionante.
(...)

sexta-feira, janeiro 19, 2007

.dor nas costas (porque o bicho é baixinho).

quinta-feira, janeiro 18, 2007

tem músicas que são diárias, por algum tempo. a atual é "is this love?", do clap your hands say yeah. vicia. hoje também tô numas de "rec & play", do i'm from barcelona.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Em O Globo de hoje, 11h04m

Professor se veste de palhaço em protesto contra banco em Botafogo

Rio - O professor universitário Sérgio Gramático está vestido de palhaço com uma placa de protesto contra o Unibanco. Ele está em frente a agência da Rua Voluntários da Pátria e se diz enganado pelo banco.

(em todo lugar tem alguém da FACHA mesmo! meu professor da eletiva "Organização de eventos", pagando mico. sensacional.)
meia grossa, sapato boneca, camisa de manga e blazer em janeiro. frio, nublado, chuvinha. adoro frio, e em janeiro, meu mês, é um presente. tudo de bom.

ando sonhando demais. sonhando literalmente. sono profundo, muitos pensamentos beirando as idéias enquanto durmo. me perturba um tanto.

minha assessora para jogos com machos me disse coisas, e eis que a carta do dia daquele site maneiro disse a mesma coisa. é, não deve ser a toa. "Lembre-se que sofremos mais ainda quando insistimos em histórias que não dão certo. A maior parte de nossos sofrimentos deriva de insistências tolas que fazemos, a despeito de todos os conselhos em contrário. Conselho: Só nos enganamos quando queremos. Acorde!"

e começo o dia bem, paquerinhas no metrô, haha. nem faço nada, mas sempre tem um bebê gatinho que fica de olho. eu tenho esse ar blasé, tenho vergonha de olhar, mas até que dou sorte, sempre bebês bonitinhos. ainda vou casar com um dez anos mais novo, sem traumas e muito fofo. já pensou? nascido nos anos 80, eu já ia no programa da xuxa e ele nascendo, ui.

enfim. vi as poças, muitas delas na rua. sábado também foi assim, e meu impulso de pular era grande. estava com ele, foi depois do nosso jantar e bebedeira no boteco, íamos para casa ver filme. e as poças. sempre adorei pular nas poças, como se não houvesse amanhã, com vontade. me lembrei do charlie brown, ah, onde estará ele, como estará? doce charlie, tantas saudades. seriam em vão suas palavras? duvido. porque sumiu então? eu sei, bem sei. e a espera é grande, a saudade. engraçado isso de sentir saudade. e as poças me lembram ele. a vontade de pular nelas também, por mais que ele às vezes se contenha, ele também pula em poças. o outro, a companhia real, queria e propôs, mas não pula de fato em poças. não, ele não pula.
bipolaridade.
medo.

torpedos, milhares. fofuras, inteligência. bebê, mas sagaz. adoro. instiga, sabe?
um completa o outro. o outro não responde, mas corresponde lá da forma dele. e eu simplesmente adoro o estar.
quero ambos. há.

amigo fofo, poucas palavras, coisa querida. feliz.

espansiva, demonstro. bronca, bronca, bronca. saco. e eu tava certa, mas sabe quando não dá o braço a torcer? a felicidade incomoda, a tristeza cansa - só a mim - ela gosta da calada-triste.
eu canso da tristeza, eu vôo alto, eu sou grande.
enorme.
grande demais.

ontem percebi isso, fabinha no telefone, lá longe, e longe da atual casa dela. e eu aqui, ainda aqui, sempre aqui. cansei.
canso.
quero mais.

que que eu faço?

quero asas, quero voar, ir longe, quero mais.

é isso, à flor da pele. mas sem chorar, só pensando, lembrando, comparando, querendo voar. quero me livrar de lembranças, quero não senti-las. quero só voar, ser livre, leve, voar.

mais chuva, mais pensamentos, mais lembranças, sentimentos, sensações.
-não quero nem posso beber mais. aí eu sinto. sinto.
gosto da chuva, do frio, do edredom, pijama, torpedos. só não gosto das lembranças que doem. não quero esquecê-las, quero só não senti-las.

ben harper, mando diao, ladytron, earlimart, QOTSA, metric, joanna newson, gossip, albert hammond jr e chico buarque. 'só a bailarina é que não tem'.

sinto. vou dormir. fitoterápicos, posso até tomar overdose deles.
à flor da pele, mas nem beijo de novela me faz chorar. acho que virei pedra. mas só por fora. por dentro eu choro, eu sinto, eu sofro. por dentro, casca de ovo. só aparências. que que eu fiz pra virar isso assim? foi sem querer.

(só preciso aprender a jogar)

segunda-feira, janeiro 15, 2007

"É bom e é tão diferente
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Você pode entender que eu não vou mais te ver
Por enquanto, sorria e saiba o que eu sei eu te amo
(...)
Foi tão bom e porque será
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Ninguém precisa chorar mas eu só posso te dizer
Por enquanto, que nessa linda estória os diabos são anjos"

"Sim
Desde que eu te vi
eu te quis
Eu quis te raptar
Eu fiz um altar
Pra te receber
Como um anjo
Que caiu
lá do céu
Não estava voando
Andando
Distraiu-se

Sim
E agora?
Eu quero voltar lá do céu
Eu quero estar de volta
Eu quero ter você quando estiver de volta
Eu quero você para mim
Não dou
Pra ficar só,
Sim

Sim
E agora?
Eu quero voltar lá do céu
Eu quero estar de volta
Eu quero ter você quando estiver de volta
Eu quero você para mim agora

Não dou
Pra ficar só,
sim,
não dou,
não"

"Diga que é pra ela voltar
que sem ela eu não faço nada bem,
que duas pessoas não deixam de amar,
que uma pessoa só não conta
que uma pessoa só não é ninguém.
Não é ninguém."



.nando reis bombando, desde a semana passada. e isso não quer dizer nada, não necessariamente.
eu sou ema, sensível, fresca, sentimentalóide, boboca, e tudo me impressona, mexe, remexe, sacode, põe pra pensar, faz sentir. só isso. ou tudo isso. mas nem é nada. ou é, um tiquinho. sei lá.
"Uh... baby!
Porque você foi pra tão longe?
Não precisava tanto
Bastava só não telefonar

Uh... baby, baby, baby, baby!
O que aconteceu?
O ar não foi suficiente?
Você não viu, você sumiu
Mudou de lugar

No mais, estou vivendo normalmente
Não vou ficar pensando
Se tivesse sido o contrário

Estou feliz
Mesmo sozinho
Esse silêncio é paz
Nesse momento cai
Uma forte chuva
E quem vai ficar chorando?

Uh... baby!
Sabe do que eu sinto saudades?
Do seu sorriso de manhã
E do quarto tão desarrumado

Uh... baby, baby!
Saiba que eu gosto muito de você
Espero que esteja feliz
E bem acompanhada

Normal, estou vivendo, simplesmente
Não vou ficar pensando
Se tivesse sido contrário

Eu estou feliz
Mesmo sozinho
Esse silêncio é paz
Nesse momento cai
Eu estou feliz
Mesmo sozinho
Esse silêncio é paz
Nesse momento cai
Uma forte chuva
Quem vai ficar chorando?"
não costumo ser mulherzinha fresca que vive doente, fazendo drama e tals, mas tá foda. nunca senti tanta dor, cólica, dor nas costas, parece que tem um bicho na minha barriga. acho que abortei. afe. "get me away from here, i'm dying", e preciso trabalhar. tá difícil até ficar sentada, e não tenho onde deitar, nem tempo.

ontem foi dia de ótimas conversas, e isso sempre me faz bem. não saí de casa, mas rendeu, rendeu.

domingo, janeiro 14, 2007

.eu sonhei com ele, estávamos juntos, de novo.
e não era ele que estava ali, ao meu lado. e mesmo assim não foi ruim, não foi ruim perceber quem estava aqui na vida real. mas dá um vazio, uma sensação de falta, e não sei de quem, de um, do outro, ou daquele que vai voltar.

'as coisas têm que vir de dentro', ele disse, e a falta é nada mais que uma espera do de fora.

horas de papo com o amigo. feliz. isso me faz um beeem incomensurável. adoro. deu saudades...

ontem foi bacaninha, apesar da chuva e dos planos e passeios desfeitos. jantar no boteco de ipanema, caipirinhas, vírus mortal, roberto carlos e elvis costello na cama, apagar e acordar "assim assim ;)", dormir de novo.

sei lá o que se passa aqui dentro. sei lá. acho que preciso de maiores emoções, como há tempos não tenho. aliás, até rola, mas por um dia ou dois. depois passa. preciso de algo que seja, e não que simplesmente esteja. cansaço.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

há tempos não ficava a toa no trabalho, e arrumava tanta diversão por isso.

thanks, god.
música do dia: clap your hands say yeah, is this love

quarta-feira, janeiro 10, 2007

[pílulas]


hj o banco me prendeu na porta e eu nem fiquei mega puta e nem dei ataque.
parabéns, flipper!
(desabafo por email - que nem AA!)

***

só eu tenho um legítimo player 512 tabajara
1 em 2
é isso mesmo, 1 em 2!
dois aparelhos com 256 cada um, haha
e totalmente di gratis, já quem ambos foram presentes!

***

"Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração... Acordará

Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência... Adormecerá

E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar, no mesmo quintal
Da alma ao corpo material

Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for... Livre do temor

Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá... Para dar amor

Amor dará e receberá
Do ar, pulmão; da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão do tempo espiral

Amor dará e receberá
Do braço, mão; da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte o seu guia natal

Adeus dor

E aí: Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare"
(e seja feliz, que nem na caixinha do incenso, antigamente :)

***

e pra fechar:

"a gente só não inventa a dor
a gente que enfrenta o mal
quando a gente fica em frente ao mar
a gente se sente melhor"

***

(mil foram os pensamentos do dia. num recorte, tá tudo aí, porque o excesso de trabalho e o mal funcuonamento da internet no trabalho não colaboraram com o tempo ral das idéias)

e eu escrevi uma carta. podia mandar por email, mas não, vai impressa (já basta não ser escrita a mão, por preguiça e porque a minha letra é bem feia). mas acho bonito carta no papel, acho bonito pegar e ler no ônibus, na cama, em casa.

acho que a gripe deu uma trégua. e nem tomei cachaça nem nada. amarelinho e pessoas bacanas fez um bem danado. voltar de taxi também, não tem preço.

(música do dia, que já era a música do dia, e pela coincidência bizarra, tem outro motivo pra ser a tal música do dia: morrissey, 'first of the gang to die'). queria era entender o porque das coincidências; gratuito? ah, sem graça. tinha que ser por um motivo lindo. é, essa sou eu.

terça-feira, janeiro 09, 2007

"Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança

Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava

Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada

É que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava


Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava


Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava"
"Hey, Babe
Que bom te ouvir
Já faz quase um ano.

Mesmo sem poder te ouvir
Mesmo que eu não possa ouvir a tua voz

Não faz mal
Não me fez tão mal

Hey, Babe
Ontem longe, hoje aqui
Lá atrás o tempo esconde

Mesmo sem poder repartir
Mesmo que eu não possa ver o escuro após

Não faz mal
Não se for e foi legal

Porque eu te quero
Porque eu te amo
Até quando?
Eu e você pudermos esperar

Hey, Babe
Vamos onde o amor surgir
E a paz que nos responde
Mesmo sem poder resistir
Mesmo que eu não possa estar no escuro à sós
Não faz mal
Não se foi, ficou para trás

Porque eu te quero
Porque eu te amo
Porque eu te espero
Até quando?
Eu e você pudermos aguentar"

segunda-feira, janeiro 08, 2007

de sexta pra sábado, 18hs de cama. doente.

aquela chuva de verdades, no fim das contas belas verdades, me atingiu com força, e me derrubou. pensei, pensei, pensei, até sonhei. e como sempre, levantei, porque ficar no chão muito tempo é coisa para fracos, e definitivamente não me permito isso por muito tempo.
mas foi batata. e não é porque eu sabia que tudo viria a tona, mas não é que veio? mais verdades, e tão logo fui salva dessa eterna repetição de padrões da minha vida. pelo menos dessa vez. a rainha de copas saiu pra mim, e ela diz: "A vida humana é, na maioria das vezes, uma roda incessante de repetições. É quando finalmente paramos para entender melhor o que tanto se repete em nossas existências que é possível dar um salto e amadurecer. Acima de tudo, procure escutar as pessoas ao seu redor, não necessariamente para segui-las, mas para entender melhor o ponto de vista delas."
só não entendi ainda o significado das repetições. alguém me ajuda a entender? o que eu preciso fazer? já entendi, caramba. será que é simplesmente sair fora e não mais tentar??

sábado foi um dia confuso, mas foi bonito também. chico buarque di gratis (pq nós somos very important people), e "agora eu era um louco a perguntar 'o que que a vida vai fazer de mim?'". depois, paradiso, e as tais verdades. olhos vermelhos, olhos pretos de tantas lágrimas. uma boa conversa, e no fim, saldo positivo. a verdade sempre vem até mim, graças a deus. isso é uma benção, por mais dolorosa que seja. tem gente que diz que é melhor não saber, mas eu não quero mesmo viver sem saber. eu sou o 'livro dos porquês', e quero saber sim.

dormi, dormi, acordei com o telefone, amigo bacana que tem sido muito presente e querido. eu atraio pessoas boas, e acho que deveria ser simplesmente amiga de todas as pessoas do mundo. o meu erro é que volta e meia os hormônios se confudem e eu me permito tentar. bobagem. acho que eu sou a amiga do mundo, e devo ser assexuada que nem o morrissey, nada de sexo e beijo na boca com ninguém mais no mundo. e amigos são a coisa mais linda e importante e duradoura, é fato. até eu encontrar um alguém excepcional, o que é raro (mas também, como esse alguém tem que ser só um na vida e por isso mesmo é raro), ficarei só, com meu bando de amigos, o que já é bastante feliz.

e aí que a tarde fiz fotos dos trabalhos de mamã, recebi visita da amiga e fomos de supetão pra feira dos paraíbas. comprei uma bolsa linda (e quase de graça!), tomei sorvete de amora com menta, comi churrasquinho e queijo coalho, tomamos ice (2 por 5 reau) e guaraná jesus, provamos milhares de licores e... tive uma noite inesperadamente feliz. fora os emails com coisas resolvidas. isso me faz bem.

domingo, janeiro 07, 2007

.eu sei que tenho que fazer algo. essa coisa de saber o que é, o que não é, o que vai ser, com quem e como é bom, mas dá medo. não sei por onde começar nem o que fazer pra caminhar corretamente. sei que cabe à deus e à vida, mas também depende de mim. tô confusa, bem confusa. não sei ficar sentada esperando, por isso sempre vou e faço. mas têm coisas que realmente depende da gente deixar acontecer. e eu não sei o que é o que.

ah. e eu sabia o que seria hoje, e fui. eu sempre encaro, prefiro me machucar a viver de ilusão. a tal busca da verdade é incessante, e me dá um certo medo. porque acredito que em algum dia a verdade será linda e florida, mas não sei quando. e até lá, a verdade só sabe fazer doer. muito.

as palavras que martelam:
.vazio.
.sozinho.
.o do prenúncio. finalmente, bacana.

até as datas eu sei. parece novela, com cronograma e tudo.

(tô doente. as certezas e verdades me derrubam. é, não sou tão forte assim. mas eu encaro, e sobreviverei.)

sexta-feira, janeiro 05, 2007

"Não precisa correr tanto; o que tiver que ser seu às mãos lhe há de ir."

Machado de Assis

(auto-ajuda do dia)

quinta-feira, janeiro 04, 2007

"I know we're just like old friends
We just can't pretend
That lovers make amends
We are reasons so unreal
We can't help but feel that something has been lost

But please you know you're just like me
Next time I promise we'll be
Perfect
Perfect
Perfect strangers down the line
Lovers out of time
Memories unwind

So far I still know who you are
But now I wonder who I was...

Angel, you know it's not the end
We'll always be good friends
The letters have been sent on

So please, you always were so free
You'll see, I promise we'll be
Perfect
Perfect strangers when we meet
Strangers on the street
Lovers while we meet

Perfect
You know this has to be
We always we're so free
We promised that we'd be
Perfect"

terça-feira, janeiro 02, 2007

a perfeição:

*perfect (smashing pumpkins) - aliás, overdose de SP all night long :)
*perfect day (lou reed) - so special :)
*live forever (oasis) - so so special :D
*we're from barcelona (i'm from barcelona) - lá lá lá feliz!

nunca uma maldita foi TÃO perfeita.

hilário: não tem mais no cardápio meu drink favorito dos velhos tempos, o vírus mortal.

creme de leite + licor de cacau + vódega + licor de menta.
cara feia: "tem hortelã, né? parece o remédio que eu tomava pra gastrite".

.sensacional.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

"Oh meu Deus, o quanto é triste
A incerteza de um amor que mais me faz penar em esperar"


(Pixinguinha, Rosa)

quinta-feira, dezembro 28, 2006

as minhas semanas de 'aposentadoria' e 'ócio' têm sido agradáveis. muitos passeios, muitos programas, muitos amigos, casa só pra dormir praticamente. queria ficar longe do pc, ler, ver meus filmes e ouvir minhas músicas. ô vício maldito que me faz perder tempo (mas tem lá seus benefícios... ou não). tenho trocado o dia pela noite como nos velhos tempos. quero ver como será 'a volta'.

terça-feira, dezembro 26, 2006

"do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar".

sílvio santos é sábio.
e esse é o toque do cel pra quando mamãe liga :)
A verdade pode não estar com você.
Alguém pensa diferente de você.
Essa diferença lhe aperta o coração.
Você não sabe o que fazer. Vem o desespero.
No entanto, reflita um pouco. Você poderá descobrir que a outra pessoa está certa.
Respeite essa maneira diferente. Inicie a mudança por você, antes de exigir a modificação alheia.
Aproxime-se. Compreenda. A verdade pede compreensão para se afirmar.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

"e ainda estou confuso só que agora é diferente..."

no cel novo ainda poucos números, e sem as musiquinhas de cada grupo de pessoas... músicas especialmente editadas pra cada um, mas ainda não tive tempo e saco de passar tudo pro pc e daí pro celular.
'ele' tava certo, sou aquariana demais e não queria um aparelho antigo no lugar do novo ferrado pela tentativa de assalto e pelos meus estabanos. ganhei um novinho, lindão, muderno, com cartão, player, programa pro pc, cabo, firulas, frescuras. lindo, adoro. futilidade, ok, mas sou que nem papai, adoro parafernálias tecnológicas, sempre gostei de fuçar as coisas sem manual, aprender a mexer. sempre gostei de ler manuais também. adoro saber usar todos os botões de tudo. eu sei, sou muito aquário com leão, e tô aprendendo a usar as coisas boas disso (amplamente falando).
digressiono, digressiono.
mary poppins na tv, 'supercalifragilisticexpialidocios', e pá, três da manhã, telefone toca. número que não tá na memória ainda, 'márcio josé' e 'o telefone chora', esquisito, segundos pra assimilar quem era.
a fofura de sempre, as palavras, o carinho. eu sabia, eu sabia, de longe a gente vê e sente melhor e mais claro, eu bem sei, aprendi. mas eu não sei, é diferente. grande, grande demais, mas diferente. não sei.

confusões. charlie dentro do peito, coração grande tem dessas coisas. eu sei que algo acontece, sei bem o que, e rezo, peço, desejo com o coração.
mas entreguei a deus, sabe? entreguei isso tudo a deus. é grande demais, e eu tb sou.
(...)
natal de muitas emoções, amigos, irmã, pessoas... pessoas. presentes bonitos, tantos que eu nem esperava. presentes de todas as formas. pedi e desejei muito um, não veio, mas entreguei a deus, ele sabe. "é o mal que a água faz quando se afoga e o salva-vidas não está lá porque não vemos". ficou na cabeça e mandei, ainda bêbada, pela manhã. 'fundamental', não sei o porque desse subject. mas foi.
(e é).

sábado, dezembro 23, 2006

"I'm fine without you", já dizia o poster do Brilho eterno.
Mas eu sou teimosa da porra, não posso nem falar da Lou (hein, Lou?)

Mas er, hã, amargura de lado, Feliz Natal.
é no mínimo curioso, e eu fico sempre querendo entender tin tin por tin tin o porquê das coisas. eu tenho calcinha, pijama, chinelo, duas camisas (tá, uma eu dei) e ele tatuado nas costas. ele, o charlie. eu pensei durante anos, porque eu sempre adorei o desenho, todo o simbolismo, mas tinha a coisa indie-loser, tatuar um loser, ter um atestado desses na pele. sou contra essas coisas down-depreciativas, detesto esse orgulho emo, acho que só atrai mais coisa down. mas concluí que o charlie brown é um cara bacana, um menino bom que acredita e não desiste mesmo com as maldades do mundo, mesmo caindo, mesmo sendo enganado. ele continua tentando, eternamente, com o mesmo amor enorme dentro do peito. ele é um vencedor, é diferente, sabe? oi, alguma semelhança? não, não é mera coincidência. quase no inferno astral, saindo do tal retorno de saturno (finalmente!), quase 29 anos na cara, e eu continuo assim, buscando o bem, fazer e conviver com ele. fazendo o melhor e acreditando que existam pessoas assim. e não, não desisto, é mais forte que eu.

o charlie passou o tempo todo apaixonado pela mesma pessoa, tentando, acreditando. ele acreditava quando a lucy dizia "confia em mim", e colocava a bola na frente dele, mas chutava antes. e eu acreditei quando ele me pediu que confiasse nele, que sentia, que queria, que faria. eu ainda acredito. eu sou a garotinha ruiva que finalmente aparece, toma forma, vira algo real, e numa revanche, perde o sono pensando nele, no minduim. e dá o beijo na bochecha que apareceu só no especial da tv. algo quase inédito. porque a minha vida é cheia de surpresas, de loucuras, de coisas fora do comum. porque não existem coincidências, e deus é bom quando escreve a minha novela, apesar de.
(...)
decidi que não quero nada passageiro nem momentâneo com ninguém. não quero passar tempo, não quero nada em que eu não acredite. e não acredito em pessoas da noite, não acredito nas pessoas no geral. acredito nas exceções, e espero ansiosa pela minha. mas definitivamente não quero as pessoas em geral. nem pra amigo, nem pra amante. eu fico bem só, melhor que com qualquer companhia. quero amor pra valer, só quero companhias de coração grande que nem o meu, e já tenho algumas delas...
e eu cansei sim, mas não desacreditei, e não deixei de esperar aqui dentro. eu tenho certeza que é, lá no fundo, mesmo aqui fora dizendo que não.
;)

(...)

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Cansei.
Mamãe sempre disse pra dar sem esperar em troca, mas as vezes a plantinha morre se não é regada, a fonte seca sem manutenção, sabe?
Cansei, cansei de não ter um pingo de afago, de carinho como retribuição. Sempre me contentei com migalhas, mas elas são de fato migalhas, e não preenchem mais. Talvez nunca tenha preenchido, talvez eu mesma tenha tapado buracos, um dom que tenho. Mas não dura pra sempre, definitivamente...

De um lado, "acho que sempre te amarei, só que não te quero mais". A não ser que... A não ser que.
Do outro, cansei, mas sei que há explicações sérias para coisas graves, e daí passa, eu entendo, aceito, e seremos felizes para sempre. "Presentinho dos céus" me fez chorar. Fato que sou e sempre fui chorona, e fico pensando, pensando ('será que você vai saber o quanto penso em você com o meu coração?"). E mesmo tendo cansado, mesmo não querendo mais, lá no fundo eu sei, eu sinto, e eu quero. Tudo tem seu tempo, e a hora certa vai chegar, sempre chega.

-x-

Montei a árvore de Natal, agora vou na rua comprar lampadinhas. Afff, minha amargura ante-Natal (trauma, eu diria), mas ainda há fé, esperança e amor de que tudo seja lindo e diferente, maior. Claudinho e Buchecha aos berros no som, e fico felizinha. Sou facinha, facinha.

"Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?"

terça-feira, dezembro 19, 2006

...quando eu fico triste, quando dá uma pontinha de medo, dúvida, receio, eu vou lá e leio tudo de novo, como um mantra.
.besta! como se precisasse. eu sei, eu sinto, é forte, como nunca antes. e é certo, índependente de datas. surpresas sempre me apeteceram, né?

segunda-feira, dezembro 18, 2006

dei um presente pra mamã, fomos passear, só as duas, como nos velhos tempos e vi ela feliz, deslumbrada, comentando detalhes comuns pra maioria das pessoas. ela agradeceu, e eu ganhei o dia. feliz.
.o homem de lata vai ficar sem coração. peguei de volta, mas já dei de novo, porque eu não sossego com nada. ou melhor, até sossego...

(sabe o email de dois dias atrás? então, mandei.
ainda bem que deus me deu o dom de saber escrever.
e de ter esse coração enorme)

:D

domingo, dezembro 17, 2006

Eu sou o Cupido, Eros, deus do amor. Eu flecho, e nunca sou flechada. As vezes acontece, mas devo ser alérgica, me machuco, me firo, fico de cama. Durmo, durmo, febre, cansaço, dor no corpo e falta de vontade.

Sou também o Charlie Brown ("Sempre chove durante seu desfile e seu jogo de baseball, as coisas não dão certo em sua vida, a garotinha ruiva nunca o olha. Se você costuma dizer coisas como:
"Mas que puxa", "Que lástima", "Por que isso só acontece comigo?", "Por que não eu?", "Todo mundo ganhou alguma coisa. E eu uma pedra..."), o Snoopy ("O Snoopy dança como se ninguém estivesse olhando, ele não tem medo de parecer ridículo. Dança de olhos fechados, cabeça pra cima, com as orelhas em movimento) e a Patty Pimentinha (Valente;
Impetuosa; Traquinas; Sem frescuras;).

A minha caixa de rascunhos do email lota com todas as coisas que ficariam entaladas na garganta, que eu gostaria de contar, mas eu escrevo com vontade e nunca mando. Eu preciso falar e falo. Sinto como se tivesse mandado, e fica tudo bem, sem resposta, total loser mesmo. As pessoas não estão preparadas para saber de certas coisas, infelizmente. Mas no dia que eu morrer, prometo que deixo que alguém mande tudo, tudinho. Deixarei a senha anotada e os destinatários. Nessa hora provavelmente todos lamentarão, mas duvido que dessem valor igual comigo em vida. É irônico e triste.